10 Regras de ouro para o transporte de crianças no carro

By on 5 Setembro, 2019

Um estudo recente diz que duas em cada três crianças viajam incorretamente no carro, com erros simples que as fazem viajar com cadeiras inadequadas ou cintos soltos. Sabia que a utilização acertada dos sistemas de retenção pode reduzir as mortes até 75% e as lesões graves até 90%?

Quem fez o estudo foi a Child Seat Safety, uma organização britânica, que a Seat decidiu seguir, olhando para as conclusões com alguma atenção e carinho. O estudo não fala só da utilização de sistemas de retenção errados ou da sua simples ausência, mas também da utilização errônea dos mesmos. E, segundo aquela organização, não custa nada seguir dez regras básicas para que as suas crianças viajem em segurança e que tenham menos 75% de possibilidade de ferimentos fatais ou 90% menos de ferimentos graves.

1 – Cadeirinha autorizada de acordo com altura e peso: muitas vezes não é a idade que determina qual a cadeira, mas sim a altura e o peso. É fundamental utilizar um sistema de retenção adequado pois o desenho do mesmo responde à morfologia indicada por rácios de altura e peso. Tenha cuidado com as cadeirinhas “herdadas” pois com o tempo o material deteriora-se e a proteção original pode não ser efetiva.

2 –  Viajar, sempre, nos bancos traseiros: Não é líquido que assim seja, mas ainda prevalece a ideia que os bancos traseiros são os mais seguros. O AUTOMAIS está a ultimar um trabalho sobre esta verdade, até hoje inatacável. De preferência, leva as crianças atrás e se levar uma cadeirinha á frente, por favor, desligue o airbag.

3 – Certifique-se que o sistema de retenção está corretamente fixado: leia, por favor, as instruções da cadeirinha para que esta seja instalada de forma correta e certifique-se que está efetivamente segura. O sistema Isofix é o melhor. Caso não tenha, assegure-se que o cinto está corretamente instalado e a cumprir a sua missão.

4 – Cinto de segurança bem apertado: muitas vezes as crianças reclamam que os cintos estão apertados, mas devem estar assim, pois um cinto demasiado solto pode provocar lesões graves. Assim, os cintos devem estar esticados de forma correta e perto do corpo. O truque é tentar apertar a correia e, se possível, apertar mais um pouco.

5 – Cadeira posicionada no sentido contrário ao da marcha: o pescoço de um bebé não está preparado para suportar o peso da sua cabeça empurrada para a frente, explica Javier Luzon, responsável pelo departamento de desenvolvimento da segurança no veículo da Seat. Por isso mesmo as cadeirinhas dos grupos 0 e 0+ estão feitas para serem posicionadas, apenas, ao contrário do sentido da marcha. E até aos 15 meses ou até 1,05 metros de altura, esse é o posicionamento obrigatório.

6 – Não despreze as viagens curtas – Não siga a má experiência “oh, é só até ali!” para deixar as crianças sem cinto dentro do carro. Acredita-se que mais de um quarto dos condutores já tenha levado os seus filhos “soltos” dentro do carro, com alguns a fiarem-se no sentido de responsabilidade das crianças mais velhas para se prenderem sozinhas sem vigilância.

7 – Tirar casacos e mochilas: os sistemas de retenção não funcionarão de forma perfeita caso a criança seja instalada com casacos ou mochilas. Muitas vezes, com a estafada justificação do “é já ali!” as crianças seguem com casacos e até as mochilas às costas. São elementos que promovem a folga entre os cintos e a criança e isso é perigosíssimo. Como diz Javier Luzon, “a segurança começa no primeiro metro!”

8 – Coloque tudo no porta bagagens: qualquer objeto – e quanto maior pior! – solto dentro do carro pode transformar-se num míssil a 50 km/h. Nem falemos acima dessa velocidade. Por isso, por favor, coloque tudo dentro da bagageira e se tiver de levar alguma coisa dentro do carro, tente prendê-las.

9 – Dar o exemplo: o cinto de segurança é obrigatório e se quiser educar os seus filhos, terá de dar o exemplo e nas deslocações ao fim da rua, coloque o cinto, sempre! Se o fizer, terá moral para exigir que as crianças coloquem o cinto e, naturalmente, vão passar a fazê-lo de modo espontâneo.

10 – Em caso de acidente: em caso de um acidente que o deixe consciente e alerta, exija que tirem a criança do veículo acidentado juntamente com o sistema de retenção, pegando na base do mesmo e evitando agitar em demasia esse sistema de retenção.

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