Audi A5 Sportback 2.0 TDI – Ensaio

By on 27 Junho, 2017

José Manuel Costa

Audi A5 Sportback 2.0 TDI 190 S-Tronic

Sete anos depois, eis-nos perante a segunda geração do coupé de cinco portas da Audi num curto teste de estrada que, ainda assim, permitiu chegar a algumas conclusões que, naturalmente, serão validadas adiante quando o carro passar por um ensaio.

A base é a mesma do A4 e, no fundo, este é o carro que “obrigou” a BMW a fazer o Série 4 GranCoupe. As portas extra não arruínam a silhueta e estando maior, o A5 Sportback ganhou elegância que é sublinhada pela curvatura do tejadilho e pelo arranjo do quinto vidro. A verdade é que o A5 Sportback ficou melhor e, não tenho problema nenhum em afirmar, é um carro bonito por fora e, também, por dentro.

Nesse respeito, a Audi continua a ser um dos melhores no que toca ao habitáculo e o A5 Sportback não foge á regra. Excelentes materiais, bela montagem e um bom gosto em tudo, denota como a Audi quer que nos sintamos bem a bordo. Tudo é desenhado com gosto, com qualidade e é um aborrecimento para quem não pode comprar um A5 Sportback.

A forma da carroçaria prejudica a acessibilidade, mas não tanto como se poderia esperar. Depois, lá dentro, há espaço a rodos, mesmo para os mais altos. Que, acabam por bater com a cabeça na lateral do tejadilho. Sair não é das tarefas mais simples, mas não é preciso ser contorcionista. A bagageira com 480 litros é boa, mas se procura maior versatilidade e praticabilidade, então olhe para a carrinha A4. Que nestes aspetos consegue fazer melhor que o A5 Sportback.

Depois está presente o excelente painel de instrumentos digital, Audi Virtual Cockpit, que permite uma leitura fabulosa de todos os dados do sistema Audi Connect e do MMI. A posição de condução permanece perfeita e tudo está ao alcance das mãos.

O único motor disponível é o 2.0 TDI com 190 CV que, aliado à redução de peso, generosa, de 85 quilos, e à caixa de dupla embraiagem S-Tronic, permite uma belíssima desenvoltura ao A5 Sportback. A Audi reclama 7,9 segundos dos 0-100 km/h e 240 km/h de velocidade máxima. No que toca aos consumos, o teste efetuado foi curto e não permitiu uma avaliação correta, mas a casa alemã diz que o carro consome 4,6 l/100 km com emissões de 114 gr/km.

A caixa de sete velocidades de dupla embraiagem rima perfeitamente com o motor, a potência é suficiente para dar animação ao A5 Sportback e o chassis corresponde de forma competente, como deu para perceber ali para os lados do Cabo da Roca e Lagoa Azul. Não há muito rolamento da carroçaria, a direção exibe alguma sensibilidade e mantém a trajetória não sendo as suspensões demasiado duras, mesmo com as jantes de 18 polegadas. Por isso o carro é confortável mesmo no modo “dynamic” do Drive Select (normal, comfort, efficiency, dynamic e individual).

Não fui à auto estrada, não andei em pisos muito degradados, por isso esta é uma opinião com essa ressalva: o Audi A5 Sportback é um carro refinado, confortável e agradável de se viver. Silencioso, o motor é mais que suficiente e rima na perfeição com as características do A5 Sportback.

Veredicto

Esta segunda geração é bem melhor que a primeira e o par de portas extra é sempre bem-vindo num mercado que prefere a funcionalidade à forma, sacrifica o estilo à função. No Audi A5 Sportback não terá de o fazer, pois o carro é bonito, elegante, refinado e feito com qualidade. O interior é, acredito, imbatível e face ao seu maior rival, a única critica é a do costume: falta mais emoção ao volante. Isso não impede que, no geral, o A5 Sportback seja melhor que o BMW Série 4 GranCoupe. Porém, há uma coisinha que me apoquenta o espírito, da mesma maneira que quando olho para o BMW. O A5 Sportback é lindo, muito bem construído e com um excelente interior, mas o Audi A4 é quase tão giro, igualmente bem construído e semelhante ao volante, por um preço três mil euros inferior. Ó cruel indecisão! A sua, claro, que se pudesse comprar um deles, optava pelo A5 Sportback.

FICHA TÉCNICA

Motor

Tipo – 4 cilindros em linha, injeção direta, turbodiesel

Cilindrada (cm3) – 1968

Diâmetro x curso (mm) – 81 x 95,5

Taxa de compressão – 15,5:1

Potência máxima (cv/rpm) – 190/3800-4200

Binário máximo (Nm/rpm) – 400/1750-3000

Transmissão e direcção – Tracção dianteira, caixa dupla embraiagem de 7 velocidades; direção de pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – Tipo McPherson; independente multibraços

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 7,9

Velocidade máxima (km/h) – 235

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 3,8/4,9/4,2

Emissões de CO2 (g/km) – 126

Dimensões e pesos 

Comp./largura/altura (mm) –  4733/1843/1386

Distância entre eixos (mm) – 2824

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1587/1568

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/discos

Peso (kg) – 1520

Capacidade da bagageira (l) – 480

Depósito de combustível (l) – 40 (AdBlue 12 l)

Pneus – 225/50 R17