Club MX-5 Portugal – Passeio pelo Barlavento

By on 21 Fevereiro, 2020

Estava agendado há vários meses a minha participação num passeio do Clube MX-5 Portugal, mas por esta ou aquela razão os planetas não se alinharam e só em 2020 consegui estar junto da caravana.

Consegui encontrar um “fuinho” na minha agenda para estar presente, pela primeira vez, num passeio, ou como o meu querido amigo Tito Morão prefere dizer, atividade lúdico-cultural. Para abrir as hostilidades de 2020, o Club MX-5 Portugal levou até ao Algarve, mais particularmente, até Sagres uma caravana próxima dos 40 carros, todos MX-5 das mais diversas gerações. Infelizmente não tenho um MX-5 pelo que a Mazda Motor Portugal me emprestou um MX-5 RF. Sim, o tal que tem um “Retractable Fastback”, com o tejadilho rígido que se esconde atrás dos bancos e da mala.

Aceite o convite e preparadas as coisas… primeiro problema! E então, vou com quem?! A minha esposa não estava disponível devido ao seu emprego e olhando assim em redor… fez-se luz! Então, porque é que a Rita não poderia ir comigo? A Rita é a minha filha de tenros 10 aninhos, mas com muito gosto pelos automóveis e por viajar. Contei-lhe o meu problema e a resposta foi rápida e certeira: “isso é quando? Ah! não há problema nesses dias posso!” Resolvido o problema do pendura, surgiram mais alguns obstáculos que foram atrasando, atrasando, atrasando, a saída de Lisboa. 

Era para ir buscar a Rita ao colégio às 15 horas e seguir… mas só a fui buscar às 16 horas e sai de casa somente às 17.45h. Bolas! 

Atafulhada a pequena bagageira do MX-5, lá me encaminhei para Sul e como a pressa era pouca – mesmo que o amável convite da minha querida amiga Sandra Ferro contemplasse uma noite na Pousada de Sagres e um jantar no Mar à Vista às 20.30h – decidi perceber se era possível ligar Lisboa a Sagres, um caminho de 340 quilómetros, com consumos razoáveis.

Tocou-me em sorte um MX-5 RF com motor 1.5 litros com 130 CV que a Mazda diz gastar 6,1 l/100 km em ciclo combinado. Bom, dos muitos quilómetros que tinha para fazer na sexta feira até Sagres, 90% deles foram em auto estrada. Aproveitando o relevo da autoestrada até ao Algarve e cumprindo, mais ou menos, os limites de velocidade, cheguei a Sagres às 20.15h e com um consumo de 6,2 l/100 km! Absolutamente excelente!

Antes de continuar, tenho de dizer uma coisa: gostava de conhecer a pessoa que teve a suprema, a iluminada, a belíssima ideia de tirar 99% das oportunidades de ultrapassagem na N125 ao colocar um traço contínuo. Ou seja, para ficar nem na fotografia e reduzir os acidentes na N125, ao invés de fazer obras e anular os pontos negros da estrada algarvia, pinta-se um traço contínuo e pronto, fica o génio à espera das palmadas nas costas pelo brilhantismo da solução. As filas que se criam, o desespero que provoca e a irritação que origina, não interessam. Realmente, somos uns génios! Adiante!

Fiz o caminho até à Pousada de Sagres – onde não ia há muitos anos – fiz o “check in” e perante tanta simpatia fiquei algo admirado. Porém, rapidamente percebi: andava no ar o concurso do empregado do mês no Pestana Pousada do Infante de Sagres. Amigos da Pousada, lamento, mas esqueci-me de preencher o formulário para escolher o melhor empregado. Ando a comer muito queijo.

O jantar foi agradável, exceto uma má notícia que ensombrou a noite, mas isso não vale a pena lhe contar. Fechado o repasto chegava a hora de recolher ao quarto e descansar o esqueleto, ainda assim não muito castigado já que o MX-5 até não é desconfortável.

Alvorada cedinho para arrumar tudo – depois de muito esforço para acordar a minha filhota – e eis que um céu azul, lindíssimo entrou pela janela do quarto virada para o mar. A sexta feira tinha sido farrusca, o sábado acordou espetacular e com uma temperatura excelente para o mês de fevereiro.

Cumprida a classificativa pequeno almoço com competência, feito o “check in” com a organização, recebido o saco com o autocolante que identificava o passeio, colado este no vidro do “meu” MX-5, estava pronto, perdão, estávamos prontos, eu a minha filha e o Mazda, para o primeiro passeio do Clube MX-5 Portugal em 2020.

Primeira tirada foi curtinha, da Pousada de Sagres para a Fortaleza de Sagres! Centenas de metros feitas e à nossa espera estava a Carla, a guia da natureza – “habitualmente ando no mato e não aqui” – que fez de guia na Fortaleza, onde foi preciso pagar para entrar num espaço que é mais moderno que a minha casa.

Claro, falou-se de Francis Drake, das requalificações que foram sendo feitas á Fortaleza e que estão, todas, sem atividade – exceção feita á loja – e alguma história sobre esta zona emblemática do Algarve.

Concluída mais esta classificativa, esperavam-me e à minha pendura uma viagem de pouco mais de 80 km pelas nacionais algarvias para chegar ao almoço, marcado para o Boavista Golf Club e para o restaurante do seu “Club House”.

Posso vos dizer que a estrada escolhida não me era desconhecida, mas é um pedaço de alcatrão aqui e ali em mau estado, ali e acolá com raízes a perturbarem o equilíbrio do Mazda, mas na maioria dos quilómetros em ótima forma. Posicionei-me no final do pelotão e fui me divertindo ao sabor da estrada, aqui e ali deixando escapar o pelotão para puxar pelos 131 CV do MX-5 e apanhar, uma e outra vez, a cauda do pelotão.

Claro que o MX-5 não me é estranho, conheço-o bem e nestas estradas ritmadas e sem surpresas de ultima hora, é um “arma” letal. Pouco mais de uma tonelada de peso, distância entre eixos curtinha e dimensões muito compactas, dão uma alegria aos 113 CV do motor que nem imaginam. Sendo a versão com tejadilho metálico mais rígida que a variante de capota de lona, “atirar” o MX-5 para dentro das curvas com um pequeno gesto dos pulsos, já que a direção é muito direta. E podemos andar com o ESP desligado que o motor não tem capacidade para colocar em causa a estabilidade do chassis e durante os pouco mais de 80 km até ao almoço, uma ou outra saída de traseira, facilmente controlável e algumas rotundas de forma mais divertida, sumarizam aquilo que foi o caminho até ao almoço.

Com cheiro a relva e alguns praticantes de golfe à mistura, lá foi cumprida a classificativa almoço e não tardou estava de volta ao volante do MX-5, agora para demandar o Museu de Portimão, antes de seguir para o Autódromo Internacional do Algarve (AIA). E aqui acabou por a coisa correr bem quando estava a caminho de um problema. A pista algarvia não é das mais fáceis e como disse acima, havia muita gente neste passeio e com todo o tipo de capacidades de condução, com muitos a nunca terem estado numa pista.

Lá acabamos a fazer duas voltas ao traçado algarvio atrás de uma “pick-up” de serviço do AIA, curiosamente, uma Mazda BT-50. Eu só fiz uma volta, pois não me estava a divertir e antes que me dessa a vontade de passar a BT-50 – e porque a minha filha estava a ficar, igualmente, aborrecida – sai para as boxes e, depois, para o “paddock” fechando, assim, este “Passeio pelo Barlavento” excelentemente organizado pelo Clube MX-5 Portugal e pela GoodNews.

Hora das despedidas de toda a gente e caminho de regresso a casa, já tarde com algum cansaço acumulado pelo dia de atividade. Mas o Mazda MX-5 RF portou-se à altura e chegado a casa foi o descanso dos guerreiros. Ficou a certeza de um dia bem passado, de muita diversão ao volante do MX-5 RF pelas estradas nacionais algarvias e um fim de semana passado com a minha filhota. Obrigado Sandra Ferro pelo convite e apesar de não ter um MX-5, quando quiserem estou lá de novo! 

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