Conheça Freeman Shen, o homem que quer desafiar o Grupo VW no campo elétrico

By on 24 Abril, 2019

A lenda bíblica de David e Golias é das mais conhecidas e bastas vezes utilizada no universo automóvel para descrever quando um pequeno construtor se coloca em bicos de pés e ameaça um gigante com pouco mais que boa vontade. Freeman Shen e a sua WM Motor é mais um caso típico de David e Golias!

A história começa, claro, com ima “start up” chinesa que anuncia aos quatro ventos não ter receio do desafio da eletrificação que o gigante Volkswagen, líder de produção e vendas na Europa e líder, em termos de vendas, na China, o maior mercado mundial. E quem é o “pigmeu” que se atreve a desafiar o gigante? Freeman Shen, um chinês com muito mundo e que deu á sua empresa o nome de WM, acrónimo de “weltmeister”, a palavra em alemão para campeão do mundo. Curioso.

A “start up” nasceu em 2015 e lançou o seu primeiro modelo, um crossover compacto denominado EX5, no mercado chinês em setembro de 2018. O primeiro trimestre foi péssimo com 4085 unidades vendidas a um preço equivalente a 23 mil euros, antes dos incentivos habituais na China para a versão base com 300 quilómetros de autonomia. A Volkswagen vendeu, nesse mesmo período, 2,5 milhões de veículos em todo o mundo!

Portanto, tudo não passa de alguma fanfarronice de Freeman Shen, um chinês de 49 anos que faz parte de uma nova vaga de empreendedores chineses com um histórico internacional. Shen tem um bacharelato em engenharia mecânica fornecido pela Universidade de Tecnologia do Sul da China, além de um mestrado em engenharia estrutural passado pela reputada Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e, ainda, um MBA passado pela Carlson School of Management da universidade do Minnesota. Portanto, muito estudo e muito conhecimento de como funciona o mundo ocidental. Mas há mais. O CEO da WM é licenciado pelo programa avançado de gestão da Harvard Business School. Ufa!

A sua carreira começounos EUA na Eaton, tendo depois regressado à China, onde assumiu vários cargos como vice-presidente do Fiat Group China, e foi o fundador e primeiro presidente da BorgWarner China. Esteve, também, no conselho de administração da Geely Holding Group, tendo chegado a vice-presidente. Foi ele quem na Geely assumiu a responsabilidade pela aquisição do grupo Volvo Car em 2010, tendo assumido, depois, a presidência da Volvo China. Portanto, Freeman Shen é um “velho” conhecido da industria automóvel.

Ao leme da WM, Shen elege como modelo de distribuição a venda direta, pois ele encara o automóvel como um bem de baixa margem, pois é a tecnologia e os serviços que, no seu entender, são o que cria valor e lucro. Tem como referência a Tesla e o seu posicionamento em termos de marketing é criar uma variedade de modelos elétricos que são acessíveis e divertidos de conduzir.

Não se sabe se a WM será mais uma “start up” que nasce, cresce, enche o peito e, depois, desaparece, mas pelo menos as ideias são boas. As vendas é que não…

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