De Tomaso cumpre 60 anos e vai ser ressuscitada com um novo Pantera

By on 14 Junho, 2019

Desde que Alejandro de Tomaso faleceu em 2003, a De Tomaso desapareceu na bruma do tempo, deixando apenas a lembrança de um carro que ainda hoje é cobiçado, o Pantera.

Há novos patrões da marca e para celebrar os 60 anos da casa italiana, vão utilizar o Goodwood Festival of Speed para lançar um carro novo que faz lembrar o famoso Pantera. Recordamos que o Pantera era um carro de motor central traseiro que utilizava o V8 da Ford e esteve me produção entre 1978 e 1993, sendo hoje um dos carros procurados para as mais importantes coleções.

O Project P, deixa claro que o novo carro terá muitas semelhanças com o Pantera, uma reinterpretação do modelo original. Este relançar da De Tomaso acontece depois da compra da marca pela Ideal Team Venture, uma empresa sediada em Hong Kong que já tinha adquirido a Gumpert e a ressuscitou como Apollo. A empresa chinesa adquiriu os direitos da De Tomaso há cinco anos (2014) por um milhão de euros, tendo nestes quatro anos a desenvolver o Project P com a ajuda da equipa da Apollo e com parceiros de renome mundial que não foram, ainda, revelados.

Esta é mais uma tentativa de recuperar a marca forjada por Alessandro de Tomaso, um italo-argentino que viajou para a Europa para ser piloto de Fórmula 1. Criou a sua marca em 1959, colaborou com a Williams desenvolvendo os carros de F1 de Frank Williams durante algum tempo e foi dono da Maserati entre 1975 e 1993. Em 2003 faleceu e a marca desapareceu, tendo um antigo executivo da Fiat, Gian Mario Rossignolo, comprado o nome da marca, planeando o lançamento de uma gama completa com SUV, berlina de luxo e coupé desportivo. O Deauville, uma berlina com cinco metros de comprimento, chegou a ser exibida no Salão de Genebra de 2009 e o vice-presidente da marca, na época, Gian Luca Rossignolo, dizia que “queremos nos transformar na Aston martin italiana!”

Durou pouco este regresso pois em 2012 surgiu a notícia que a empresa estava em liquidação judicial, deixando um rasto de dívidas a fornecedores e a mais de 900 colaboradores e uma fábrica comprada à Pininfarina abandonada. Gian Mario Rossignolo foi preso e, soube-se na altura, acusado de ter usado de forma fraudulenta de fundos estatais para recuperar a De Tomaso.

Veremos se esta nova tentativa de renascer a marca fundada por Alejandro de Tomaso será bem-sucedida.

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