Híbridos Plug-In: a solução do presente

By on 9 Abril, 2019

Na última década os automóveis têm assistido a uma das maiores revoluções desde há muitos anos, com tónica no paradigma carro elétrico. Um tipo de modelos para o qual todas as marcas apontam e que, sem certeza de quando estarão massivamente implementados em todo o mundo, é facto que serão o futuro.

Mas como esse caminho ainda irá demorar, do lado dos proprietários à que olhar o presente. E à luz da a realidade atual, para quem pretende adquirir um veículo com algum nível de eletrificação, entendemos que os carros híbridos plug-in são a melhor opção. Não a mais barata, mas aquela que atualmente nos dá mais garantias. E porquê?

Os carros híbridos plug-in têm uma bateria que nos garante já uma autonomia significativa em modo elétrico, a qual pode ser carregada por nós, tanto num posto público, como em casa, numa tomada doméstica. As autonomias variam, e como em todos os modelos elétricos, a durabilidade também depende do nosso pé. Mas já há modelos que nos proporcionam autonomias reais só em modo elétrico de 50/60 km. Com a mais valia que nos fazem poupar mais, onde os carros convencionais, a gasóleo ou gasolina, nos fazem gastar mais, nos trajetos urbanos.

Mesmo um híbrido plug-in com autonomia elétrica na casa dos 30 quilómetros, aliado a um sistema como o Start & Stop – hoje existente em quase todos os veículos -, permite uma utilização diária em cidade em que o consumo de combustível, a haver, será residual, dependendo sempre, claro está, da distância das nossas deslocações. Centrando-nos aqui unicamente no recurso à bateria e motor elétrico.

Por outro lado, temos sempre o motor de combustão, que nos dá a garantia de nunca sofrermos a ansiedade de podermos não chegar ao destino, porque podemos recorrer aos tradicionais postos de combustível para, confortavelmente, abastecer e seguir viagem.

A isto junta-se a gestão que é possível fazer do sistema híbrido. Ainda que se possam mudar os nomes e variar nas opções de funcionamento de marca para marca, de modo genérico há três tipos de modos de condução à escolha do condutor: um modo auto, em que o sistema gera a distribuição de potência e de energia entre ambos os motores, de combustão e elétrico; um modo em que circulamos totalmente em modo elétrico, dependendo sempre da carga de energia que temos; um modo em que temos apenas o motor de combustão.

A grande vantagem é podermos gerir os consumos e o modo como queremos aproveitar e utilizar o modo elétrico do veículo. Por exemplo, posso querer fazer uma grande viagem, em que a maioria do percurso é feito em auto estrada. De forma a utilizar da maneira mais eficaz o sistema híbrido plug-in, posso selecionar apenas o funcionamento do motor de combustão para o troço de autoestrada, local onde o motor de combustão oferece o melhor desempenho com baixos consumos, e quanto tenho de me deslocar num trajeto urbano, seleciono apenas o modo elétrico, utilizando assim apenas a energia da bateria e não gastando combustível.

Este equilíbrio garantido por um carro híbrido plug-in é, na atualidade, o melhor compromisso que existe em termos de solução ecológica, sem prejuízo algum para a nossa utilização. É uma opção mais cara, de facto é, mas como em toda a evolução, quando as soluções representam um nicho, o seu preço também o reflete.

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