Hiroto Saikawa reconduzido como CEO da Nissan

By on 25 Junho, 2019

Apesar do seu papel nebuloso nas acusações feitas contra Carlos Ghosn e da verdadeira tempestade que a Nissan tem vindo a enfrentar, os acionistas da Nissan decidiram reconduzir Hiroto Saikawa no cargo de CEO.

Mas para aceitarem a sua recondução, os acionistas exigiram e aprovaram reformas substanciais na governança do construtor japonês, para evitar escândalos como o da prisão do ex-CEO Carlos Ghosn. 

No meio de tudo isto, Hiroto Saikawa – que continua a ter uma nebulosa sobre a sua cabeça a propósito da sua intervenção nas acusações feitas a Carlos Ghosn – referiu aos acionistas que tinha intenção de assumir a responsabilidade total do escândalo Ghosn. Acabou por implementar medidas estruturais que, para ele, foram um importante marco pessoal. Referiu o CEO da Nissan que o seu foco está no desenvolvimento da nova geração de liderança da casa japonesa para conduzi-la ao sucesso.

“Alcancei um importante marco pessoal no que toca a assumir responsabilidades” disse Saikawa perante uma plateia de acionistas da Nissan. “Precisamos de pensar o futuro da companhia e um plano de sucessão, prepararmo-nos para isso e estarmos prontos para o próximo passo. E por isso, para poder cumprir com as minhas responsabilidades, quero focar-me na preparação de sucessores.” Ou seja, Hiroto Saikawa está a preparar-se para abandonar a Nissan, rematando ao dizer que “este é outro desafio iminente!”

As reformas ratificadas nesta reunião de acionistas, são o corolário de meses de trabalho no sentido de criar um novo conselho de administração onde a maioria dos administradores serão independentes. Foram criados, igualmente, comités separados de controlo das nomeações, auditoria ás contas e remuneração dos executivos.

Quer a Nissan com estas alterações, promover a transparência e evitar a concentração de poder numa só mão, tal como sucedeu durante o consolado de Carlos Ghosn.

Durante o período de perguntas e respostas, mais de 2800 acionistas, durante 3 horas e 22 minutos, perguntaram porque razão Saikawa e os outros executivos da Nissan, foram incapazes de ver o que se estava a passar com Carlos Ghosn. E um dos intervenientes chegou mesmo a dizer que como braço direito de Ghosn, Saikawa deveria demitir-se.

Mas a maioria da assembleia aprovou a sua continuação, apesar da tal nebulosa que continua a pairar sobre ele sobre as alegadas irregularidades praticadas por Carlos Ghosn. O custo da sua permanência foi uma redução, voluntária, do seu vencimento em 50% no sentido de mitigar os efeitos dos desmandos financeiros de Ghosn. Quer isto dizer que o CEO da Nissan passa a receber um cheque anual pouco acima dos 200 milhões de ienes, qualquer coisa como 1,5 milhões de euros.

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