Jaguar Land Rover fez um “Eletric City Tour Portugal” mostrando os modelos eletrificados

By on 20 Novembro, 2019

A Jaguar Land Rover Espanha e Portugal, veio até Lisboa e assentou arraiais no Estádio da Luz, exibindo toda a gama eletrificada das duas marcas.

O responsável máximo da Jaguar Land Rover (JLR) para Espanha e Portugal, Luis Antonio Ruiz, veio até Lisboa e reuniu-se com os jornalistas para dar a conhecer os objetivos do grupo para o futuro e como está a eletrificação da gama.

Debaixo do tema “Acelere a eletrificação”, a JLR tem como objetivo chegar a um futuro responsável com zero emissões, zero engarrafamentos e zero acidentes. O projeto da JLR chama-se “Destination Zero” e tem estas metas que, no entender do grupo britânico propriedade da indiana Tata Motor, só poderão ser alcançadas com uma sociedade mais segura e saudável e um meio ambiente limpo atrás de inovação incessante, adaptando, assim, os produtos e serviços a um mundo em constante mudança.

Curiosamente, o rumor sobre a viragem da Jaguar de uma marca convencional para uma marca puramente elétrica, sendo o primeiro andamento o i-Pace. Logo conseguiu os títulos de Carro do Ano Europeu e Mundial 2019, prémios de design e carro ecológico em 2019. E já está ao virar da esquina o segundo modelo totalmente elétrico, o Jaguar XJ, um modelo tradicional que se torna em automóvel puramente elétrico. Irá surgir em 2020 e beneficiará já das baterias produzidas pela própria JLR.

A Jaguar Land Rover está a transformar-se de uma marca de veículos com motores de combustão interna para uma marca de veículos autónomos, conectados, eletrificados e partilhados. É esta a visão da JLR que nos últimos 10 anos reduziu para metade o CO2 emitido pelos seus veículos.

Para acelerar este processo, a JLR vai ter o Centro de Montagem de Baterias de Hams Hall, no Reino Unido, a funcionar em 2020 e com uma capacidade de produção de 150 mil unidades. O ano de 2020 será de charneira para a JLR, pois será no próximo ano que a Jaguar Land Rover oferecerá modelos elétricos e toda a gama estará eletrificada com híbridos Plug In e híbridos suaves. E dentro do “Destination Zero”, a JLR também vai mudar a forma de produzir os seus modelos, adotando uma economia circular com reutilização ativa e reciclagem, com aplicação de materiais inovadores e sustentável. Será assim que a JLR quer chegar a uma produção zero resíduos. Ou seja, a JLR quer um mundo de mobilidade sustentável e inteligente.

Processo de eletrificação Jaguar Land Rover

Como vai ser, então, a eletrificação da JLR? Primeiro, veículos elétricos com bateria, sem motor de combustão interna, travagem regenerativa, baterias de iões de lítio de grande capacidade, autonomia superior a 400 km e sero emissões. Depois, Híbridos Plug In, combinando motores de combustão interna com motores elétricos, carregamento externo com travagem regenerativa, baterias de iões de lítio compactas, autonomia elétrica superior a 40 km e emissões baixas. Finalmente, veículos com híbrido suave, que tem um motor de combustão interna auxiliado por um pequeno gerador. Não tem fonte de carregamento externo, bateria de iões de lítio pequena, sem autonomia elétrica e emissões reduzidas. Quais são os modelos que encaixam nestes três grupos?

Nos elétricos está o Jaguar i-Pace (mais tarde chegará o XF). Nos híbridos Plug In, são oferecidos os Range Rover e Range Rover Sport. Nos híbridos suaves encontramos o novo Defender, o Range Rover, o Range Rover Sport, o Discovery Sport e o Evoque.

Para tornar a utilização destes modelos mais prática, a JLR tem uma parceria europeia com a “Plugsurfing”, uma empresa que oferece uma aplicação que serve em todo o Velho Continente. E no que toca aos carregadores de parede (as WallBox), será a empresa Efimob (www.efimob.com/es)que tem sistemas homologados para Portugal.

E não custa perceber que a JLR está a apostar forte nos modelos elétricos, pois o i-Pace, em Portugal, beneficia de zero ISV, benefícios fiscais na contribuição autónoma, no desconto do IVA e financiamento preferencial mais o incentivo dado pelo Governo a uma quota de consumidores. Além disso, está isento de IUC, estacionamento gratuito na cidade, enfim, uma série de benesses que torna a sua utilização muito interessante.

Na ocasião tivemos a oportunidade de conduzir a versão híbrida suave do Discovery Sport. Naturalmente que num contacto de 20 minutos e uma mão cheia de quilómetros, não dá para perceber muita coisa. Ainda assim, deu para ver que os consumos de um carro tão grande e pesado estão menores e que o carro anda algumas vezes sem o motor a gasolina a trabalhar. Mas, como referimos, não deu para perceber muita coisa, exceção feita à suavidade de funcionamento e a qualidade do DIscovery Sport.

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