Primeiro ensaio Skoda Scala: regresso ao segmento com ambição

By on 22 Julho, 2019

Assente sobre a plataforma A0 MQB do Grupo Volkswagen, aí está o Skoda Scala, modelo automóvel que vem colocar a marca num segmento em que deixou de estar quando descontinuou o Skoda Rapid, e que vem com ambição a conquistar um lugar em nome próprio.

Design marcante pela positiva, qualidade e espaço interior são alguns dos factores que o novo Skoda Scala pretende enfatizar para com isso conseguir marcar uma nova etapa no desenvolvimento da marca, capaz de oferecer espaço, versatilidade e desenvoltura, aqui fruto da prestação dos motores 1.0 TSI de 95cv e 116cv a gasolina, e os diesel 1.6 TDI de 116cv.

Para um concorrido e competitivo segmento como é o dos “hatchback” compactos, onde surgem adversários de peso como o Renault Mégane e o Ford Focus, mas também os “primos” Volkswagen Golf ou Audi A3, a Skoda apresenta agora este novo Scala, um modelo que transporta um elevado nível de segurança activa e passiva, faróis em LED à frente e atrás, muito espaço para bagagem e passageiros e um design atraente, com uma imagem requintada na estrada.

Com a missão de transportar para um modelo de produção em série as soluções de design reveladas com o concept Vision RS no Salão de Paris, chega a Portugal com os motores 1.0 TSI – 95 cv e 116 cv – e 1.6 TDI de 116 cv, e dois níveis de equipamento: Ambition e Style, disponíveis na rede de concessionários Skoda com preços a partir dos 21.960 euros (1.0 TSI 95 cv Ambition), 22.815 euros (1.0 TSI 116 cv Ambition) e 26.497 euros (1.6 TDI 116 cv Ambition).

Para o construtor, este Skoda Scala, que pudemos conhecer numa incursão pelo interior do Alentejo até à pacata mas bonita vila de Mourão, bem nas margens do Alqueva, quer justificar o nome Scala – “escada” ou “escala” – ao propor um salto nas ofertas de tecnologia e de elementos inovadores, até agora apenas encontrados na categoria superior. E se dúvidas existissem quando ao peso da responsabilidade transportada por este Scala no seio da Skoda bastará dar conta de que se trata do primeiro modelo de série da marca na Europa a ostentar a palavra Skoda em letras gravadas na parte central do portão da bagageira, na continuidade do vidro traseiro, ao invés do tradicional logótipo.

Uma nova geração de infotainment (entretenimento e informação) à disposição dos ocupantes deste modelo automóvel, faróis “full LED” e um visual emotivo e genuíno, permitem que este Skoda Scala se apresente disponível para a azáfama do dia-a-dia em qualquer cidade mas também para uma viagem mais longa mas nem por isso menos confortável. À “scala” naturalmente 1:1 mede 4362 mm de comprimento, 1793 mm de largura e 1469 mm de altura, apresentando uma grande distância entre eixos de 2649 mm que lhe permite boa resposta no comportamento dinâmico mas também um agradável espaço interior tendo em conta o segmento.

Aliás, e dando continuidade ao tema das dimensões, será bom dar conta de que este Scala consegue aproximar-se do espaço interior permitido pelo Skoda Octavia. O espaço para as pernas é de 73 mm (o mesmo no Octavia), a dimensão na parte traseira ao nível dos cotovelos é de 1425 mm (1449 mm no Octavia) e a distância da cabeça ao teto é de 982 mm (980 mm no Octavia). A juntar a tudo isto, a referência para o facto do porta-bagagens ser apontado como o maior do segmento, com capacidade entre os 467 e os 1410 litros, aqui com os bancos traseiros rebatidos.

De regresso ao exterior do Scala, nota para os conjuntos ópticos nos quais os elementos cristalinos gravados sobre os faróis aludem ao tradicional cristal checo, naquilo que é apresentado como uma orgulhosa declaração da linhagem da marca que afirma o orgulho no seu design. Refira-se que o Skoda Scala surge como o primeiro modelo da Skoda a ser equipado com o indicador dinâmico traseiro, num automóvel equipado com luzes traseiras com design horizontal, onde a familiar iluminação em forma de C foi atualizada.

Para adicionar uma assinatura mais individual e desportiva à condução diária, o Scala pode ser melhorado, em opção, com um tejadilho panorâmico preto, vidro prolongado à quinta porta e jantes de liga leve Vega Aero de 18 polegadas. No interior a marca fez questão de fazer notar a ergonomia mas ainda assim a emotividade permitida, terminando o conjunto com o maior porta bagagens do segmento. O painel de instrumentos é totalmente digital e, na consola central, posiciona-se um ecrã táctil de 9,2 polegadas para visualização e gestão do sistema de infoentretenimento. O grande ecrã central permitiu ainda abolir muitos botões físicos, tornando o habitáculo mais suave e linear. A marca lembra ainda que, como opções, o para-brisas aquecido e o volante aquecido podem permitir um conforto adicional, algo que nem sequer nos passou pela cabeça testar em face do tradicional calor alentejano mais convidativo à sesta do que a qualquer teste dinâmico de um automóvel.

O cockpit virtual exibe especificações do computador de bordo em combinação com outras informações, como, por exemplo, a navegação. Pode escolher-se entre cinco layouts, controlados através do botão “View” no volante, tudo isto num habitáculo recheado de materiais de qualidade e personalizável através de várias combinações de estofos e inserções decorativas.

Em termos dinâmicos, e porque pudemos ter contacto com as duas motorizações, ficaram impressões agradáveis de ambas. O 1.0 TSI de 116 cv, disponível com uma caixa manual de 6 velocidades por nós testada mas também com uma transmissão automática DSG de 7 velocidades, em ambos os casos com filtro de partículas, mostrou-se particularmente agradável de conduzir, ainda que a melhor impressão tenha sido permitida pelo bloco 1.6 TDI de quatro cilindros, com potência de 115 cv e um binário máximo de 250 Nm. Este eficiente motor, acoplado a uma transmissão DSG de 7 velocidades, permitiu uma viagem simplesmente tranquila e agradável desde Lisboa até às margens do Alqueva e isto com a configuração standard do chassis. Afinal, o novo Skoda Scala, quando equipado com o novo e opcional chassis Sport Preset, com duas regulações diferentes, oferece ainda mais opções individuais e mais desportivismo, permitindo uma altura ao solo menor em 15 mm que, em modo Sport com amortecedores reguláveis por válvula, transmite ao carro um rodar mais firme para uma experiência de condução mais desportiva e uma maior ligação com a estrada. Os condutores podem alternar entre as duas configurações através do menu Driving Mode Select.

O novo Skoda Scala já está disponível em Portugal com três motores, 1.0 TSI (95 CV e 116 CV) e 1.6 TDI (116 CV) e dois níveis de equipamento, Ambition e Style. Os preços arrancam nos 21.960 euros do 1.0 TSI 95 CV, 22.815 euros do 1.0 TSI 116 CV e 26.497 euros do 1.6 TDI 116 CV, nas versões Ambition. Nas versões Style, os preços são, respetivamente, de 25.784, 26,368 e 30.129 euros, com as versões com caixa DSG a custarem 24.735 euros para o 1.0 TSI Ambition 116 CV, 28.288 euros para o 1.0 TSI Style 116 CV, 27.702 euros para o 1.6 TDI Ambition e 31.423 euros para o 1.6 TDI Style. A Skoda comercializa, ainda, uma versão Business Line para o motor turbodiesel com caixa manual ou DSG que custa, respetivamente, 27.641 e 28.847 euros.

Jorge Reis

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