Renault Clio TCe 100 RS Line – Ensaio Teste

By on 14 Janeiro, 2020

Renault Clio TCe 100 RS Line

Texto: Jorge Reis

Campeão de vendas pois claro!

A quinta geração do Renault Clio transporta consigo a responsabilidade de manter um percurso vitorioso, nomeadamente em mercados como o português onde voltou a ser, em 2019, campeão de vendas em termos globais. Agora assente numa nova plataforma, a CMF-B, necessária para que possa surgir a variante eletrificada deste modelo, o Clio ganhou em imagem e equipamento, mantendo-se prestável e eficaz por força das motorizações, nomeadamente deste pequeno bloco TCe (gasolina) com 100 cv de potência acoplado a uma caixa manual de cinco velocidades.

Com um nível de equipamento particularmente completo se considerarmos o segmento em que surge inserida esta proposta da Renault, verificámos uma boa capacidade de resposta de um bloco que o próprio construtor afirma permitir os já referidos 100 cv, um binário de 160 Nm, aceleração 0-100 km/h em 11,8 segundos e um consumo de 5,1 litros a cada centena de quilómetros, com a emissão de 100 g/Km de CO2, também como o próprio construtor dá conta “ao melhor nível do segmento.”

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Eficácia, Espaço e Materiais no habitáculo.      

Menos:

Fraca inovação ao nível do design

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Pontuação 7/10 À primeira vista e num olhar pouco atento, a quinta geração do Renault Clio parece ter evoluído muito pouco, sendo aliás essa a única “falha” que se poderá apontar ao construtor francês que não terá querido ousar em demasia numa fórmula vencedora. Mais largo, mas mais curto e mais baixo do que a geração IV que agora sai de cena, este Renault Clio V transporta alguns detalhes atualmente incontornáveis na marca, nomeadamente os grupos óticos 100% LED com a assinatura característica em forma de C, num modelo que mantém uma imagem afinal consensual, capaz de continuar a gerar simpatia sem grandes dúvidas.

Interior

Pontuação 8/10 No habitáculo, a qualidade dos materiais claramente superior, permitida por plásticos macios no tabliê, mas também nas portas e na consola central, transporta este Renault Clio V para níveis mais elevados, ao nível afinal de outras propostas da marca como o Mégane. A somar a tudo isso, os bancos dianteiros, confortáveis, mas também mais finos, contribuem para permitir mais espaço a nível global no habitáculo, em particular para as pernas dos passageiros do banco traseiro. A posição de condução é agradável e facilmente ajustada, passando o condutor a poder dispor de um ecrã digital de maiores dimensões onde todas as informações mais importantes estão ao alcance do olhar do condutor sem obrigar a retirar o foco da trajetória a seguir. Nota ainda para a bagageira, agora com uma capacidade de 391 litros, a referência a um crescimento de 61 litros relativamente à geração anterior deste modelo.

Equipamento

Pontuação 6/10   Ao nível do equipamento, o Renault Clio V ultrapassa em muito na oferta relativamente ao que era proposto na geração anterior, nomeadamente através do novo sistema multimédia Easy Link sempre conectado com actualizações “over-the-air”. O sistema de cruise control adaptativo com função Stop&Go surge neste modelo capaz de manter a distância ao carro da frente, reduzindo ou parando quando ele pára e retomando a viagem assim que surgem condições para isso. Disponíveis em opção neste modelo, alguns “packs” de equipamento como o “Pack Bose”, “Pack Câmara marcha-atrás ou Vision360” e “Pack Easy Parking”, estando ainda contemplados espaços para arrumação na ampla bagageira.

Consumos

Pontuação 6/10 Pequeno, mas eficaz, o bloco TCe de 100 cv deste Renault Clio agora testado revelou-se sempre disponível, nervoso o suficiente para dar resposta cabal às pressões no acelerador. Não estamos de todo perante um modelo desportivo, mas não deixa ainda assim este Clio TCe de quinta geração de dar conta de algum nervosismo e capacidade de resposta. O consumo, a ultrapassar ligeiramente os cinco litros a cada 100 quilómetros, nem sequer sai prejudicado pelo facto de estarmos perante uma caixa de cinco relações, acabando este Clio R.S. Line por assumir em pleno e com eficácia os créditos que na geração anterior eram já transportados pelo então apelidado de Clio GT Line.

Ao volante

Pontuação 8/10 O Renault Clio TCe 100 acaba por dar uma resposta que vai afinal além do que se poderia esperar, mantendo um andamento vivo se houver a preocupação de manter o bloco em níveis de resposta elevados. É claro que essa resposta mais elevada nas prestações pode aumentar ligeiramente a sede do bloco, mas nem aqui os consumos sobem de modo nenhum de forma proibitiva, revelado-se o Clio capaz, senão de se revelar um lobo em pele de cordeiro, pelo menos em mostrar que este cordeiro é afinal bem mais atrevido e rebelde.

Concorrentes

Peugeot 208 1199 c.c. turbo a gasolina; 100 CV; 205 Nm; 0-100 km/h em 9,8 seg,; 190 km/h; 4,5 l/100 km, 124 gr/km de CO2; 19.300 euros (Conheça todas as versões e motorizações AQUI)   Opel Corsa 1199 c.c. turbo a gasolina; 100 CV; 205 Nm; 0-100 km/h em 9,9 seg,; 188 km/h; 4,3 l/100 km, 98 gr/km de CO2; 19.360 euros (Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)  

Motor

Pontuação 8/10 O pequeno bloco do Renault Clio V nesta variante TCe 100 estará longe de ser deslumbrante, e nem sequer será isso que se espera das suas prestações, mas é claramente eficaz com níveis de consumos e emissões adequados ao segmento em que se insere esta proposta do segmento B. Com quatro adultos a bordo, se pretendermos desafiar percursos mais íngremes teremos que estar preparados para que os consumos subam exponencialmente, mas nem por isso para valores proibitivos, continuando a ser um veículo poupado, tão ao gosto de quem permite para estes modelos uma boa prestação ao nível de vendas.

Balanço final

Pontuação 8/10 Se até aqui a quarta geração do Renault Clio deixava à sua passagem a condição de segundo modelo mais vendido na Europa e campeão de vendas em Portugal, a nova geração transporta todos os predicados para permitirem a manutenção daquele estatuto. O motor de três cilindros, com uma caixa de apenas cinco velocidades, aparentemente menos capaz do que outros concorrentes no mesmo segmento, compensa no peso menor do conjunto, assumindo uma impressionante capacidade de resposta que coloca afinal o Clio V no topo do patamar dos principais concorrentes, agora com melhores materiais, mais espaço no habitáculo e prestações de nível superior Afinal, em fórmula que ganha não se mexe… ou mexe-se pouco!

Ficha técnica

Motor Tipo: 3 cilindros em linha com injeção direta e turbocompressor, a gasolina Cilindrada (cm3): 999 Diâmetro x Curso (mm): 72,2 x 81,3 Taxa de Compressão: nd Potência máxima (CV/rpm): 100/5000 Binário máximo (Nm/rpm): 160/2750 Transmissão: dianteira, caixa manual de 5 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): McPherson/eixo de torção Travões (fr/tr): Discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 11,8 Velocidade máxima (km/h): 186 Consumos extra-urb./urbano/misto (l/100 km): 3,7/5,6/4,4 Emissões CO2 (gr/km): 100 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4050/1798/1440 Distância entre eixos (mm): 2583 Largura de vias (fr/tr mm): 1509/1494 Peso (kg): 1178 Capacidade da bagageira (l): 391/1069 Deposito de combustível (l): 42 Pneus (fr/tr): 195/55 R16

Preço da versão ensaiada (Euros): 21475€
Preço da versão base (Euros): 21475€