Mercedes entende que baterias orgânicas são tecnologia prometedora

By on 2 Abril, 2020

Para a casa de Estugarda, as baterias orgânicas são uma forma muito inteligente de acumular energia. Pequeno problema: estamos a cerca de 15 anos de as tornar industrializáveis.

A tecnologia das baterias orgânicas tem por base a reação química de células orgânicas à base de grafeno e um eletrólito á base de água. Ou seja, não há metais raros ou materiais tóxicos, tornando esta baterias totalmente recicláveis através da compostagem. Adicionam mais vantagens porque revelaram ter alta densidade energética (mais energia em menos espaço e peso) e capacidade de recarregamento mais veloz que atualmente.

O responsável pela pesquisa e desenvolvimento do departamento de baterias da Mercedes, Andreas Hintennach, sustentou que “é uma tecnologia muito promissora e já vi a funcionar em laboratório, onde os resultados são realmente muito bons. Mas não será possível, para já, utilizá-la na produção em série. Estamos entre 15 a 20 anos disso ser possível.”

Ora, a Mercedes tem o compromisso de se tornar totalmente neutra em carbono em 2039, ou seja, daqui a 19 anos. Por isso, percebe-se o investimento nesta e em outras tecnologias que permitam reduzir o impacto ambiental da produção de baterias, nomeadamente, reduzindo o uso de materiais como o cobalto e o lítio. Recordamos que os modelos da gama EQ da Mercedes utilizam, juntamente com os híbridos, baterias de iões de lítio.

Segundo aquele responsável, a Mercedes está a trabalhar a fundo na melhoria da eficiência das baterias de iões de lítio (estima-se que a autonomia possa ser aumentada 25% graças a isso) avaliando tecnologias que possam melhorar a utilização num prazo entre 5 e 15 anos. Entre elas estão as baterias de estado sólido, que acrescenta muitas vantagens, mas não é “um milagre” disse Andreas Hintennach. Isto porque se estas baterias oferecem mais capacidade, por outro lado exigem longos períodos de carregamento, o que as torna impossíveis de ser usadas em veículos de passageiros. Já em autocarros ou camiões de longo curso, a situação é diferente.

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