Para a Mazda, o futuro da mobilidade será assim

By on 27 Novembro, 2020

A Mazda estabeleceu no seu programa “Sustainable Zoom-Zoom 2030” que pretende reduzir em 50% as suas emissões de CO2 nos próximos dez anos e em 90% até 2050, quando comparado com os níveis de 2010 e considerando igualmente as emissões de produção de eletricidade e de combustível, não se focando, apenas, naquelas relacionadas com a condução.

Para o conseguir, a marca de Hiroshima optou por uma abordagem multisoluções assente em motorizações puramente elétricas, bem como em motores de combustão interna, a gasolina e Diesel, com respetiva eletrificação. Recentemente, a Mazda apostou igualmente na sua família de motores Skyactiv-X a gasolina e que recorrem à tecnologia de ignição por compressão controlada por faísca para uma superior eficiência.

Nos planos da marca está igualmente o desenvolvimento de uma nova plataforma capaz de receber motores de seis cilindros em linha Diesel e a gasolina, colocados em posição longitudinal. A tecnologia Skyactiv-X estará também presente e os novos motores serão apoiados por uma componente elétrica para uma ainda maior redução de emissões. Estarão disponíveis mecânicas híbridas plug-in, de tração traseira e integral, apontando a maiores autonomias elétricas.

“Infelizmente, os motores Diesel caíram em descrédito como resultado dos escândalos das emissões, no entanto, a última geração de motores Diesel mostra-se exemplarmente limpa e, uma vez aplicada em veículos de maiores dimensões, regista, muitas vezes, uma maior eficiência face a outras mecânicas. Se pudermos continuar a mostrar que os motores diesel modernos, mesmo que um pouco mais caros, vão ao encontro dos requisitos ambientais, eles merecem uma hipótese de sobrevivência. Para além disso, não devemos limitar a evolução em termos tecnológicos. A ‘eletromobilidade’ é importante, mas não é uma tecnologia universal”, refere Christian Schultze, Diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Centro Europeu de Pesquisa e Desenvolvimento da Mazda, em Oberursel

Para além do seu primeiro 100% elétrico, o MX-30, já em comercialização, com o qual pretende atingir um equilíbrio positivo de CO2, nem sempre garantido num veículo elétrico devido à produção da energia elétrica necessária, que pode resultar da queima de combustíveis fósseis, bem como da das suas baterias, a Mazda está igualmente focada no desenvolvimento de um biocombustível líquido neutro em CO2 feito a partir de microalgas produzidas artificialmente. Também as células de combustível terão um papel essencial na mobilidade do futuro da Mazda, uma tecnologia em que a marca tem vindo a trabalhar desde o final da década de 1990.

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