Primeiro SUV da Lotus Cars chama-se Eletre e tem 600 cavalos de potência

By on 30 Março, 2022

É o primeiro de três novos modelos de Lifestyle que a Lotus tem programado apresentar nos próximos quatro anos. A produção será feita na China e inicia-se no final deste ano.

A transformação da Lotus Cars chegou finalmente ao dia da apresentação de um dos seus modelos mais importantes de sempre. Trata-se do totalmente novo e totalmente elétrico Lotus Eletre, o primeiro Hyper-SUV, como a marca lhe chama.

Conhecido apenas pelo código Type 132, este é um modelo que já está prometido há algum tempo, mas que foi finalmente apresentado pela marca com o objetivo de se integrar neste novo mundo eletrificado e na enorme transformação por que a Lotus Cars está a passar.

Com mais de 70 anos de experiência no desenvolvimento e produção de automóveis desportivos, a Lotus Cars dá agora um importante passo com a apresentação do novo Eletre. O seu novo SUV apresenta um sistema de 800v e inclui dois motores elétricos, um em cada eixo, simulando um sistema de tração integral. A bateria destinada a alimentar o sistema tem uma capacidade de 100 kWh e a autonomia anunciada ronda os 600 quilómetros, segundo a norma WLTP, e pode ser carregada com potências de carregamento até aos 350kW. Ou seja, em cerca de 20 minutos, é possível adicionar cerca de 400 quilómetros à autonomia do Eletre.

A carroçaria inclui um desenho bastante arrojado, com uma enorme inspiração no primeiro automóvel elétrico da marca, o Lotus Evija. Ao longo dos seus cinco metros de comprimento e dois de largura, o Eletre está longe de ser um modelo pequeno, e inclui tecnologias como um LIDAR integrado, que se ativa no topo do para-brisas.

Com a presença da bateria debaixo do piso obrigou a que a distância entre eixos ficasse acima dos três metros, não é difícil imaginar um habitáculo bastante amplo, mas também uma dinâmica mais apurada tal como esperamos de um Lotus. É justamente por isso que a aerodinâmica foi bastante trabalhada, mas também a razão por que a marca apostou bastante em materiais como o alumínio ou a fibra de carbono, sem com a redução de peso em mente.

De facto, e no que diz respeito ao capítulo da dinâmica, os 70 anos de experiência da marca ajudaram a conseguir que a bateria e os motores ficassem na mais baixa posição possível, melhorando o centro de gravidade, ao mesmo tempo que a suspensão também foi desenvolvida com o objetivo de oferecer um excelente prazer de condução. A suspensão pneumática inclui uma configuração multibraços no eixo traseiro, que também é direcional e estão disponíveis barras estabilizadoras ativas e um sistema de vectorização de binário.

Em termos de prestações, o sistema oferece uma potência máxima de 600 cavalos, suficientes para deixar o Eletre acelerar dos 0 aos 100 km/h em menos de três segundos e alcançar uma velocidade máxima de 260 km/h.

Quanto ao habitáculo, o maior destaque é o enorme monitor central tátil OLED com 15,1 polegadas de diagonal de imagem, uma vez que em frente ao condutor, além do original volante, está apenas um painel com três centímetros de altura, igual ao que também se encontra em frente ao passageiro. A grande maioria das informações e controlos estão mesmo no monitor central, onde podemos comandar sistemas como a navegação ou o sistema de som.

Existem dois sistemas de som disponíveis para este modelo, ambos desenvolvidos e afinados pela KEF. Na versão Premium está presente um sistema de 15 altifalantes com 1.380 watts de potência, enquanto na versão KEF Reference, o sistema é atualizado para uma versão de 2.160 watts, com 23 altifalantes e um ambiente surround 3D.

Com um desenho sofisticado, o habitáculo do Eletre oferece ainda quatro assentos individuais (ainda que também esteja disponível numa tradicional configuração de cinco assentos), um teto de abrir em vidro panorâmico que oferece uma iluminação melhorada para o habitáculo e outras soluções que, não sendo uma novidade, ainda são pouco comuns, como as camaras que substituem os espelhos retrovisores.

Ainda que a sede da Lotus Cars se mantenha na mítica fábrica de Hethel, no Reino Unido, onde é agora produzido apenas o novo Emira, a produção do novo Eletre será feita no avançado centro tecnológico que inaugurou recentemente na China e deverá começar mais perto do final deste ano.

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