Audi A1 30 TFSI Citycarver – Ensaio Teste

By on 6 Julho, 2020

Audi A1 30 TFSI Citycarver

Texto: José Manuel Costa ([email protected])

Valerá a pena esta versão Allroad do A1?

Esta nova versão do A1 quer fazer a ponte para os SUV e recupera a receita que começa a ser uma tendência na indústria depois de lançada pela Audi com o famoso Allroad. Este Citycarver é, afinal, uma resposta a modelos como o Ford Fiesta Active, vestindo uma farda mais robusta e pensada para a evasão, embora o A1 dificilmente vá mais longe que o acesso da quinta. Mas para que o “tromp l’oeil” seja perfeito, o A1 exibe vários detalhes reservados aos modelos Q da Audi. A questão é a de sempre: vale a pena gastar quase 30 mil euros nesta versão Allroad do A1? Venha descobrir isso comigo neste ensaio à versão Citycarver.

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.


Mais:

Estilo, Interior, Habitabilidade      

Menos:

Preço, não acrescenta muito ao A1

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Pontuação 7/10

O A1 Citycarver está mais longe do solo 50 mm, mas não tem quatro rodas motrizes. Tem o aspecto de um SUV pequeno com as cavas das rodas protegidas com plástico preto, o mesmo material usado na parte inferior dos para choques e nas embaladeiras, além de barras de alumínio que imitam proteções inferiores à frente e atrás. Confesso que quando olhei para o Citycarver me veio à mente a imagem do Rover 25 Streetwise. Claro que são carros diferentes, mas o Rover deu a dica para uma tendência que ganha adeptos nos dias de hoje. Foi um percursor e o resto são lendas. O carro tem a grelha dianteira semelhante aos modelos Q da Audi e no mundo atual, os rivais são o Ford Fiesta Active e o Kia XCeed. O resto é igual ao A1.

Interior

Pontuação 8/10

Absolutamente nada diz-nos que este é um A1 Citycarven. Exceto algo que é capaz de não dar por isso: o banco está mais elevado que no A1 oferecendo uma posição de condução mais elevada “á la SUV”. Tudo o resto é igual, desde o excelente sistema de info entretenimento, ao painel de instrumentos digital, à qualidade, bom gosto nos detalhes e nos acabamentos, com um interior que só a Audi faz. O espaço disponível é mais que suficiente à frente e atrás, mesmo que quem tiver mais de 1,80 metro terá mais dificuldade em se arrumar, mas pelo menos é maior que um Mini, por exemplo. A bagageira tem 335 litros, um valor muito interessante que só o Honda Jazz consegue bater.

Equipamento

Pontuação 6/10  

O A1 Citycarver oferece de série jantes de liga leve de 16 polegadas e sensores de luz e chuva, vidros elétricos á frente e atrás e volante em pele, espelhos elétricos e ar condicionado manual, fecho central com comando à distância e painel de instrumentos digital, sistema MM1 com ecrã de 8,8 polegadas e Audi Connect Remote & Connect, sistema de diálogo e Bluetooth, Audi pre sense à frente e limitador de velocidade. Tudo isto custa 29.015 euros. A versão ensaiada custa 43.413 euros, pois os extras são muitos. Das aplicações interiores em alumínio (85 euros) ao ar condicionado automático (480 euros), do Audi connect navegação e entretenimento (265 euros) ao audi virtual cockpit (180 euros), do cruise control (335 euros) ao equipamento da versão Edition One (6.739 euros). O pacote Dynamic custa 1.135 euros, o pacote de navegação Plus fica por 1.785 euros e os sensores de estacionamento à frente e atrás (825 euros). Contas feitas, a unidade ensaiada tinha 14.399 euros de extras.  

Consumos

Pontuação 5/10

Os consumos do pequeno motor 1.0 TFSI com 116 CV, segundo as cifras homologadas pela Audi, oscilam entre os 5,4 e 5,2 litros. Não consegui chegar a esses valores, mas no final do ensaio registei 7,1 l/100, o que não deixa de ser um nadinha elevado. Com algum cuidado ao volante é possível baixar dos sete litros.

Ao volante

Pontuação 7/10

O A1 Cityvcarver com este motor 1.0 TFSI na versão de 116 CV é mais ou menos a mesma coisa que o A1 30 TFSI! Em primeiro lugar, dizer que este é o melhor motor para o A1. Depois, tenho de confessar que não senti grande diferença entre este A1 mais alto e o A1 normal. O Citycarver não utiliza as suspensões mais duras das versões S, o que é uma bênção, agradecendo o conforto, pois assim lombas e irregularidades são absorvidas pelo carro e não por nós. Posso dizer que gostei do conforto do A1 Citycarver. O reverso da medalha está no curso alongado da suspensão, que leva a haver um menor controlo dos movimentos da carroçaria, particularmente em curva. Isso não quer dizer que o carro não seja eficaz em termos de comportamento. Continua a ter um eixo dianteiro com muita aderência, uma direção direta que nos permite posicionar o carro em curva com confiança, mesmo que a sensibilidade seja quase inexistente e seja complicado saber o que andam as rodas a fazer. Em cidade é ligeira e permite uma boa agilidade.

Concorrentes

Dacia Sandero Stepway 999 c.c. turbo; 101 CV; 160 Nm; 0-100 km/h em nd,; nd km/h; 5,0 l/100 km, 114 gr/km de CO2; 14.220 euros

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Ford Fiesta Active 998 c.c. turbo; 100 CV; 170 Nm; 0-100 km/h em 11,0 seg,; 181 km/h; 5,0 l/100 km, 114 gr/km de CO2; 21.231 euros

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

Motor

Pontuação 8/10

O melhor motor para o A1 Citycarver é mesmo este 1.0 litros TFSI com 116 CV, pois tem fôlego suficiente para mexer com desenvoltura o utilitário da Audi. Tem boa capacidade de recuperar a aceleração a baixa rotação em ambiente urbano, mas consegue funcionar de forma perfeita fora do casco urbano e suporta as idas á auto estrada. A caixa DSG que equipava o modelo de ensaio, torna tudo mais interessante, pois a caixa não tem hesitações e tudo rima de forma perfeita. O peso 40 kgs acima do A1 normal, mas o motor lida bem com isso e não se nota na aceleração. São apenas milésimos de diferença face a um A1 30 TFSI. Nem chega a um piscar de olhos!  

Balanço final

Pontuação 7/10

Acredito que se sinta seduzido pelo aspeto do A1 CityCarver. Mas antes de ir a correr gastar mais 3.220 euros que um A1 30 TFSI, lembre-se do seguinte: ambos têm um bom comportamento, são espaçosos para a maior parte das necessidades quotidianas, confortáveis e ambos são bem construídos e, sobretudo, exibem grande qualidade. Se o Citycarver não tem tração integral e os 50 mm a mais de altura ao solo não dão para muito mais que subir passeios, o A1 Citycarver é… redundante! Até porque pode comprar um Volkswagen T-Roc 1.0 TSI com 115 CV e equipamento Style por menos de 25 mil euros. Infelizmente, o preço acaba por ser o grande contra deste A1 Citycarver. Se gosta muito do A1, prefira o “normal” e se quer mesmo um SUV, o Volkswagen é uma melhor escolha.

Ficha técnica

Motor

Tipo: 3 cilindros em linha, injeção direta, turbo

Cilindrada (cm3): 999

Diâmetro x Curso (mm): 74,5 x 76,4

Taxa de Compressão: 10.5

Potência máxima (CV/rpm): 116/5000 – 5500

Binário máximo (Nm/rpm): 200/2000 – 3550

Transmissão: dianteira, com caixa dupla embraiagem com 7 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson/eixo torção

Travões (fr/tr): discos ventilados/discos

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s): 9,9

Velocidade máxima (km/h): 198

Consumo misto (l/100 km): 5,2 – 5,4

Emissões CO2 (gr/km): 118 – 122

Dimensões e pesos

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4046/1756/1483

Distância entre eixos (mm): 2566

Largura de vias (fr/tr mm): 1523/1505

Peso (kg): 1140

Capacidade da bagageira (l): 355

Deposito de combustível (l): 40

Pneus (fr/tr): 205/60 R16

Preço da versão base (Euros): 29.015

Preço da versão Ensaiada (Euros): 43.414

Preço da versão ensaiada (Euros): 43414€
Preço da versão base (Euros): 29015€