Audi A3 Sportback 30 TFSI – Ensaio Teste

By on 10 Março, 2021

Audi A3 Sportback 30 TFSI – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Ataque ao topo do segmento premium

A nova geração do Audi A3 Sportback surge com um reforço de argumentos para atacar os rivais BMW Série 1 e Mercedes-Benz Classe A, este último, um dos mais procurados em Portugal. Para além de uma imagem mais desportiva, recebe uma atualização estética no interior, semelhante ao apresentado no A1, num claro “rasgar” com o que existia até então. Neste ensaio testámos a versão de acesso, o motor três cilindros de 1.0 litros com 110 cavalos, associado a uma transmissão manual. É suficiente para uma utilização diária?


Mais:

dinâmica de condução, visual, qualidade geral

Menos:

preço de alguns opcionais

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Ao nível de imagem, como é comum nas marcas do Grupo Volkswagen, a Audi realizou uma revisão de design, mas sem fugir às linhas características do modelo. Ainda assim, apresenta-se com uma grelha “singleframe” de maiores dimensões, acompanhada pelos novos faróis com tecnologia LED. Atrás destaca-se uma postura mais robusta, acompanhada por farolins, igualmente em LED. A unidade em ensaio inclui o nível de equipamento Advanced que, apesar de não ser o mais desportivo, tem uma imagem agressiva. As jantes opcionais são de 18 polegadas (1215€). De um modo geral, rapidamente percebemos que é um Audi A3 Sportback, mas com uma imagem mais apelativa. 

Interior

Interior (8/10) Se por fora a Audi não mexeu em demasia, no interior não se pode dizer o mesmo. Ao contrário da anterior geração, o A3 Sportback recebe um tablier com visual semelhante ao A1. De facto, o compacto premium recebe uma imagem desportiva e dinâmica, com os comandos orientados para o condutor, nomeadamente o ecrã central.  Sendo um carro premium, a qualidade de construção aparenta boa qualidade. Quanto a materiais utilizados, nas zonas inferiores do habitáculo surgem alguns plásticos rijos ao toque que podiam ser ligeiramente melhores.

Ao nível de tecnologia, o condutor tem à sua frente um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas de série (12,3 polegadas em opcional). Logo ao lado, surge um ecrã central com 10 polegadas com o mais recente sistema de infotainment da marca. O A3 Sportback mantém os comandos físicos do ar condicionado que se encontram numa zona inferior ao ecrã central. Relativamente a espaço, o Audi A3 tem capacidade para transportar quatro adultos sem grandes problemas. Na segunda fila de bancos, o espaço para pernas é suficiente, bem como para cabeça. Já a bagageira garante 380 litros de capacidade, curiosamente o mesmo valor da geração anterior, expansível para 1200 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. A unidade em ensaio conta ainda com alguns opcionais que tornaram a experiência um pouco melhor. É o caso dos bancos dianteiros desportivos em couro, que apresentam um bom apoio lateral e conforto, bem como um volante desportivo multifunções plus em couro.

Equipamento

Equipamento (7/10) A unidade em ensaio está equipada com o nível Advanced, o intermédio da gama A3 Sportback. Apesar de um bom recheio de equipamento de série, com destaque para faróis LED, Audi Drive Select, ar condicionado bi-zona e painel de instrumentos digital, é fácil perdermo-nos na longa lista de opcionais da marca. O A3 deste artigo recebe alguns como é o caso das jantes de 18 polegadas (1215€), câmara traseira de estacionamento (500€), estofos em couro (1060€), pacote iluminação (295€), bancos dianteiros desportivos (440€), Audi hold assist (100€), volante desportivo multifunções plus em couro (145€), bancos traseiros rebatíveis em 40/20/40 (245€), retrovisor antiencandeamento (195€), forro do tejadilho em preto (290€), retrovisores elétricos (405€), sensores de estacionamento com assistência ao estacionamento (430€) e Audi sound System (335€).

Consumos

Consumos (8/10) O Audi A3 Sportback 30 TFSI, equipado com o motor três cilindros de 1.0 litros com 110 cavalos, tem um consumo combinado anunciado de 5,7 l/100 km. Durante o nosso ensaio, conseguimos uma média de 6,2 l/100 km, um valor satisfatório quando comparado com soluções semelhantes.

Ao volante

Ao volante (8/10) Desde os primeiros quilómetros que percebemos que a Audi fez um bom trabalho no capítulo da dinâmica. De facto, o A3 Sportback demonstrou uma boa solidez e argumentos para uma condução mais divertida. A afinação de suspensão firme garante uma condução precisa em trajetos mais sinuosos, ajudada por uma direção precisa, principalmente no modo dynamic que a deixa ligeiramente mais pesada.

Nesta versão com 110 cavalos, o chassis respondeu da melhor forma a todas as solicitações, base esta que será interessante explorar em variantes com maior potência, como por exemplo, o desportivo S3. A suspensão mais firme, associada a jantes de 18 polegadas com pneus de baixo perfil, não prejudica em demasia o conforto dos passageiros.

Concorrentes

Mercedes-Benz A 160 – Motor: quatro cilindros de 1.3 litros a gasolina; potência: 109 cavalos; preço base: 27 500€

BMW 116i – Motor: três cilindros de 1.5 litros a gasolina; potência: 109 cavalos; preço base: 28 621€

Motor

Motor (7/10) A sigla 30 TFSI significa que estamos perante o motor três cilindros de 1.0 litros a gasolina que debita 110 cavalos e 200 Nm de binário, um decréscimo de 6 cv face à solução semelhante da anterior geração. Esta motorização é acompanhada por uma caixa manual de seis velocidades. Para versão de entrada, tem argumentos suficientes para ser um bom “amigo” no dia a dia. De facto, é suficiente para qualquer tipo de percurso, sem que se sinta a falta de alguma potência extra. Ainda assim, se o objetivo é, de vez em quando, desafiar o chassis num andamento mais acelerado, talvez se sinta a necessidade de um pouco mais de potência, algo que se pode encontrar, por exemplo, na versão 35 TFSI com o bloco quatro cilindros e 150 cavalos.

Balanço final

Balanço Final (8/10) Em suma, o Audi A3 Sportback mantem-se igual a si mesmo, mas com a “cara lavada” e um interior moderno, numa clara e importante evolução que o tornam numa das melhores propostas do segmento de compactos premium. A versão de entrada, 30 TFSI, com 110 cavalos é suficiente para uma utilização diária, não só pela eficiência, mas também pela facilidade de utilização. Contudo, se pretende explorar todos os argumentos de um chassis muito bem construído, talvez deva procurar uma variante mais potente.

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 3 cilindros em linha, injeção direta, turbo, gasolina

Cilindrada (cm3): 999

Diâmetro x Curso (mm): 74,5 x 76,4

Taxa de Compressão: 11,5

Potência máxima (CV/rpm): 110 / 5500

Binário máximo (Nm/rpm): 200 / 2000 e 3000

Transmissão: manual de 6 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / eixo semi-rígido (barra de torção)

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos 

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 10,6

Velocidade máxima (km/h): 204

Consumos misto (l/100 km): 5,7

Emissões CO2 (gr/km): 130 g/km 

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4343/1816/1449

Distância entre eixos (mm): 2636

Largura de vias (fr/tr mm): 1554/1525

Peso (kg): 1295

Capacidade da bagageira (l): 380

Deposito de combustível (l): 45

Pneus (fr/tr): 225/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 38689€
Preço da versão base (Euros): 31734€