Dacia Duster TCe 130 Prestige 4×2 – Ensaio Teste

By on 31 Janeiro, 2022

Quando a razão fala mais alto do que a emoção

O Dacia Duster pode não ser o modelo mais vendido de marca, uma vez que esse lugar cabe ao Sandero, mas é certamente um dos automóveis que mais notoriedade lhe tem dado nos últimos anos. E com a chegada da nova geração ao mercado nacional, o pequeno e SUV ganha ainda mais destaque, graças a um visual mais cuidado e moderno, mas também a uma maior dose de equipamento. O preço, no entanto, é que continua a ser um dos seus melhores argumentos.

Texto: André Mendes


Mais:

– Preço competitivo
– Equipamento
– Motor

Menos:

– Materiais do habitáculo
– Classe 1 apenas com Via Verde

Exterior

7/10

Visualmente muito semelhante ao seu antecessor, a verdade é que todos os painéis da carroçaria do novo Duster são diferentes. E é por isso que este modelo também acabou por crescer um pouco. Ainda assim, como se costuma dizer, em equipa que ganha não mexe, pelo que o formato geral do SUV da Dacia continua a ser facilmente identificado como sendo um Duster.

As proteções na carroçaria continuam a estar presentes em torno de toda a carroçaria e a ser responsáveis pelo aspeto robusto deste modelo, mas as grandes novidades desta nova geração estão mesmo nos novos grupos óticos dianteiros e traseiros, aos quais nem falta uma nova assinatura visual em LED, que também dão uma ajuda na conquista de uma imagem mais moderna.

 

Interior

4/10

Assim que nos sentamos no lugar do condutor e olhamos à nossa volta, o desenho dos mais variados componentes são-nos sempre familiares, mas não demora muito tempo até que verificamos que todos os plásticos são rijos e que a atenção ao detalhe não é das mais cuidadas. E depois, a estrutura dos assentos dianteiros também se mantém menos robusta que o desejado, deixando-nos a pensar na sua durabilidade.

Em contrapartida, os novos assentos são mais ergonómicos e contribuem para uma boa posição de condução, ainda que ligeiramente vertical. E as regulações disponíveis na coluna da direção oferecem uma amplitude suficiente para que o volante fique praticamente na posição desejada.

Em termos de espaço, o tamanho do Duster deixa antever melhores medidas do que as que estão disponíveis, mas com uma boa parceria entre quem viaja na frente e quem se senta nos lugares traseiros, chegamos facilmente a um bom compromisso.

 

Equipamento

6/10

A unidade ensaiada contava com o nível de equipamento Prestige, já com um equipamento de série bastante completo. Há vidros elétricos nas quatro portas e ar condicionado automático com condutas de ar para os lugares traseiros, regulador de velocidade automático, sensores de luminosidade e de estacionamento, mas também o obrigatório computador de bordo, entre diversos outros.

Face a muitos outros modelos disponíveis no nosso mercado, já começa a ser estranho olhar para um painel de instrumentos monocromático, com os tradicionais ponteiros do velocímetro e do conta-rotações. Mas com a nova geração do Duster, também está presente um novo monitor tátil mesmo no centro do tablier que acaba por nos distrair da instrumentação. Neste, está disponível um sistema de navegação e a possibilidade de utilizar, sem fios, os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, que é muito capaz de ser uma das melhores invenções do mundo automóvel logo a seguir à roda. Mas não é por isso que deixam de existir diversas tomadas USB à frente e atrás, destinadas ao carregamento dos mais variados dispositivos portáteis.

Em termos de opcionais, a unidade ensaiada tinha a carroçaria pintada num apelativo Azul Iron e também contava com a presença do sempre útil cartão de mãos-livres que deteta a nossa presença assim que nos aproximamos do carro, acendendo as luzes de presença e destrancando-se quando estamos mesmo ao seu lado. E depois, resta entrar, premir o botão para acordar o motor e arrancar. Além disso, a presença do monitor central, deu também origem à possibilidade de incluir um sistema de camaras “Multiview” que, além da camara traseira e da dianteira, ainda inclui duas outras camaras debaixo dos espelhos retrovisores, com o objetivo de nos deixar ver com grande precisão o local que estamos prestes a pisar.

Consumos

5/10

Com a versão TCe de 130 cavalos, ainda não existem sinais de eletrificação neste Duster. Apenas um simples motor a gasolina, utilizável como todos sabemos e sem segredos. Apenas colocar gasolina e andar, à boa maneira antiga. Segundo a marca, a média de combustível prevista para um consumo misto ronda os 6,2 litros, mas no nosso teste fechamos a média nos 7,3. Verdade seja dita, com muita cidade à mistura e ritmo de caracol, pelo que acreditamos ser possível fazer descer este valor. Até porque só depois de quase 150 quilómetros percorridos, é que as luzes do indicador de combustível se começaram a mexer.

Ao Volante

6/10

A altura mais elevada da carroçaria deixa-nos mais confortáveis junto de diversos outros modelos nas ruas a avenidas das cidades, uma daquelas características que os SUV incluem no seu cartão de visita e que tem a vantagem de nos deixar sair do asfalto com alguma confiança para aquele caminho de terra mais junto da praia e onde ainda há pouco que se atrevem a ir, mesmo com apenas duas rodas motrizes. Mas o Duster ainda adiciona outra que não é assim tão comum. As suspensões mais brandas fazem com que a carroçaria possa oscilar mais do que o desejado se formos nós a provocar, caso contrário, tudo parece sempre muito composto, mas a grande vantagem é que esta afinação, em conjunto com uns pneus de perfil 60 em jante 17, ignora a grande maioria das irregularidades do piso, sejam ruas de empedrado em pior estado de conservação, ou as inúmeras lombas que muitas autarquias parecem estar a comprar em saldo e insistem em espalhar um pouco por toda a parte.

Motor

6/10

O motor de apenas 1,3 litros da Aliança a que a Dacia pertence tem-se revelado uma excelente aposta em quase todos os patamares de potência em que é proposto. Na unidade ensaiada são 130 os cavalos que temos disponíveis, mas há situações em que até parecem ser mais. O facto de o binário máximo estar disponível logo a partir das 1600 rpm, faz com que o seu desempenho nos soe cheio e bastante enérgico, sempre com potência disponível para o que estamos a pensar fazer e a caixa de velocidades manual de seis relações funciona em perfeita sintonia nesta configuração. Se não percorrer muitos quilómetros por dia, um diesel nem parece fazer muito sentido, até porque o preço é mais elevado.

Balanço Final

6/10

O novo Duster continua a ser um Duster. Simples, prático, versátil e perfeito para uma pequena família. As novidades desta versão em termos de estilo deixam-no mais moderno e mais apelativo, mas é necessário começar a encontrar formas de melhorar a qualidade dos materiais a bordo sem que isso prejudique (muito) o seu preço final, que continua a ser um dos seus grandes argumentos de compra. Além disso, não conseguimos deixar de imaginar como ficaria o Duster com um dos sistemas híbridos que fazem parte de algumas gamas na Renault.

Concorrentes

Citroën C3 AirCross 1.2 Puretech 110 C-Series
Motor: Três cilindros, turbo, a gasolina; 110 cv e 205 Nm de binário; Mala: 410-520 litros; 0-100 km/h: 10,1 seg.; Consumo combinado: 5,9 l/100 km; Preço: 19.377 €

Seat Arona 1.0 TSI 110cv Style
Motor: Três cilindros, turbo, a gasolina; 110 cv e 200 Nm de binário; Mala: 400 litros; 0-100 km/h: 10,3 seg.; Consumo combinado: 5,2 l/100 km; Preço: 21.855 €

Ficha Técnica

Motor:

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.332
Potência máxima (CV/rpm): 130/5000
Binário máximo (Nm/rpm): 240/1600
Tração: Dianteira
Transmissão: Manual de seis velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / eixo de torção
Travões (fr/tr): discos ventilados / tambores

Prestações e consumos:

Aceleração 0-100 km/h (s): 10,6
Velocidade máxima (km/h): 193
Consumos misto (l/100 km): 6,2
Emissões CO2 (gr/km): 141

Dimensões e pesos:

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4341/1804/1693
Distância entre eixos (mm): 2673
Largura de vias (fr/tr mm): 1563/1570
Peso (kg): 1337
Carga útil (kg): 430
Deposito de combustível (l): 50
Pneus (fr/tr): 215/60 R17 H

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Visualmente muito semelhante ao seu antecessor, a verdade é que todos os painéis da carroçaria do novo Duster são diferentes. E é por isso que este modelo também acabou por crescer um pouco. Ainda assim, como se costuma dizer, em equipa que ganha não mexe, pelo que o formato geral do SUV da Dacia continua a ser facilmente identificado como sendo um Duster.

As proteções na carroçaria continuam a estar presentes em torno de toda a carroçaria e a ser responsáveis pelo aspeto robusto deste modelo, mas as grandes novidades desta nova geração estão mesmo nos novos grupos óticos dianteiros e traseiros, aos quais nem falta uma nova assinatura visual em LED, que também dão uma ajuda na conquista de uma imagem mais moderna.

 

Interior

Assim que nos sentamos no lugar do condutor e olhamos à nossa volta, o desenho dos mais variados componentes são-nos sempre familiares, mas não demora muito tempo até que verificamos que todos os plásticos são rijos e que a atenção ao detalhe não é das mais cuidadas. E depois, a estrutura dos assentos dianteiros também se mantém menos robusta que o desejado, deixando-nos a pensar na sua durabilidade.

Em contrapartida, os novos assentos são mais ergonómicos e contribuem para uma boa posição de condução, ainda que ligeiramente vertical. E as regulações disponíveis na coluna da direção oferecem uma amplitude suficiente para que o volante fique praticamente na posição desejada.

Em termos de espaço, o tamanho do Duster deixa antever melhores medidas do que as que estão disponíveis, mas com uma boa parceria entre quem viaja na frente e quem se senta nos lugares traseiros, chegamos facilmente a um bom compromisso.

 

Equipamento

A unidade ensaiada contava com o nível de equipamento Prestige, já com um equipamento de série bastante completo. Há vidros elétricos nas quatro portas e ar condicionado automático com condutas de ar para os lugares traseiros, regulador de velocidade automático, sensores de luminosidade e de estacionamento, mas também o obrigatório computador de bordo, entre diversos outros.

Face a muitos outros modelos disponíveis no nosso mercado, já começa a ser estranho olhar para um painel de instrumentos monocromático, com os tradicionais ponteiros do velocímetro e do conta-rotações. Mas com a nova geração do Duster, também está presente um novo monitor tátil mesmo no centro do tablier que acaba por nos distrair da instrumentação. Neste, está disponível um sistema de navegação e a possibilidade de utilizar, sem fios, os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, que é muito capaz de ser uma das melhores invenções do mundo automóvel logo a seguir à roda. Mas não é por isso que deixam de existir diversas tomadas USB à frente e atrás, destinadas ao carregamento dos mais variados dispositivos portáteis.

Em termos de opcionais, a unidade ensaiada tinha a carroçaria pintada num apelativo Azul Iron e também contava com a presença do sempre útil cartão de mãos-livres que deteta a nossa presença assim que nos aproximamos do carro, acendendo as luzes de presença e destrancando-se quando estamos mesmo ao seu lado. E depois, resta entrar, premir o botão para acordar o motor e arrancar. Além disso, a presença do monitor central, deu também origem à possibilidade de incluir um sistema de camaras “Multiview” que, além da camara traseira e da dianteira, ainda inclui duas outras camaras debaixo dos espelhos retrovisores, com o objetivo de nos deixar ver com grande precisão o local que estamos prestes a pisar.

Consumos

Com a versão TCe de 130 cavalos, ainda não existem sinais de eletrificação neste Duster. Apenas um simples motor a gasolina, utilizável como todos sabemos e sem segredos. Apenas colocar gasolina e andar, à boa maneira antiga. Segundo a marca, a média de combustível prevista para um consumo misto ronda os 6,2 litros, mas no nosso teste fechamos a média nos 7,3. Verdade seja dita, com muita cidade à mistura e ritmo de caracol, pelo que acreditamos ser possível fazer descer este valor. Até porque só depois de quase 150 quilómetros percorridos, é que as luzes do indicador de combustível se começaram a mexer.

Ao volante

A altura mais elevada da carroçaria deixa-nos mais confortáveis junto de diversos outros modelos nas ruas a avenidas das cidades, uma daquelas características que os SUV incluem no seu cartão de visita e que tem a vantagem de nos deixar sair do asfalto com alguma confiança para aquele caminho de terra mais junto da praia e onde ainda há pouco que se atrevem a ir, mesmo com apenas duas rodas motrizes. Mas o Duster ainda adiciona outra que não é assim tão comum. As suspensões mais brandas fazem com que a carroçaria possa oscilar mais do que o desejado se formos nós a provocar, caso contrário, tudo parece sempre muito composto, mas a grande vantagem é que esta afinação, em conjunto com uns pneus de perfil 60 em jante 17, ignora a grande maioria das irregularidades do piso, sejam ruas de empedrado em pior estado de conservação, ou as inúmeras lombas que muitas autarquias parecem estar a comprar em saldo e insistem em espalhar um pouco por toda a parte.

Concorrentes

Citroën C3 AirCross 1.2 Puretech 110 C-Series
Motor: Três cilindros, turbo, a gasolina; 110 cv e 205 Nm de binário; Mala: 410-520 litros; 0-100 km/h: 10,1 seg.; Consumo combinado: 5,9 l/100 km; Preço: 19.377 €

Seat Arona 1.0 TSI 110cv Style
Motor: Três cilindros, turbo, a gasolina; 110 cv e 200 Nm de binário; Mala: 400 litros; 0-100 km/h: 10,3 seg.; Consumo combinado: 5,2 l/100 km; Preço: 21.855 €

Motor

O motor de apenas 1,3 litros da Aliança a que a Dacia pertence tem-se revelado uma excelente aposta em quase todos os patamares de potência em que é proposto. Na unidade ensaiada são 130 os cavalos que temos disponíveis, mas há situações em que até parecem ser mais. O facto de o binário máximo estar disponível logo a partir das 1600 rpm, faz com que o seu desempenho nos soe cheio e bastante enérgico, sempre com potência disponível para o que estamos a pensar fazer e a caixa de velocidades manual de seis relações funciona em perfeita sintonia nesta configuração. Se não percorrer muitos quilómetros por dia, um diesel nem parece fazer muito sentido, até porque o preço é mais elevado.

Balanço final

O novo Duster continua a ser um Duster. Simples, prático, versátil e perfeito para uma pequena família. As novidades desta versão em termos de estilo deixam-no mais moderno e mais apelativo, mas é necessário começar a encontrar formas de melhorar a qualidade dos materiais a bordo sem que isso prejudique (muito) o seu preço final, que continua a ser um dos seus grandes argumentos de compra. Além disso, não conseguimos deixar de imaginar como ficaria o Duster com um dos sistemas híbridos que fazem parte de algumas gamas na Renault.

Ficha técnica

Motor:

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.332
Potência máxima (CV/rpm): 130/5000
Binário máximo (Nm/rpm): 240/1600
Tração: Dianteira
Transmissão: Manual de seis velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / eixo de torção
Travões (fr/tr): discos ventilados / tambores

Prestações e consumos:

Aceleração 0-100 km/h (s): 10,6
Velocidade máxima (km/h): 193
Consumos misto (l/100 km): 6,2
Emissões CO2 (gr/km): 141

Dimensões e pesos:

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4341/1804/1693
Distância entre eixos (mm): 2673
Largura de vias (fr/tr mm): 1563/1570
Peso (kg): 1337
Carga útil (kg): 430
Deposito de combustível (l): 50
Pneus (fr/tr): 215/60 R17 H

Preço da versão ensaiada (Euros): 21.350€
Preço da versão base (Euros): 20.400€