Ensaio: AUDI TT 2.0 TDI (com vídeo)

By on 17 Outubro, 2016

O Audi TT é um dos ex libris da marca alemã, ganhando espaço como uma peça importante junto dos clientes da marca durante quase duas décadas. Como um coupé, tem as formas tradicionais compactas de um automóvel desportivo, mas a sua base mecânica é bem moderna, dividindo a sua estrutura técnica com berlinas de tração dianteira, num cocktail tecnológico que oferece uma recompensadora experiência de condução.

O motor 2.0 TDI é o modelo menos potente à venda em Portugal, mas é também o mais acessível, por ser o único abaixo da barreira psicológica dos 50 mil euros, e tem performance suficiente para cumprir as expectativas do condutor.

Para equipar o TT com uma opção Diesel, a Audi escolheu a variante de 184 cv do motor 2.0 TDI. Esta versão já tem uma boa resposta a baixa rotação e garante níveis mais do que respeitáveis de acelerações e recuperações para uma versão de entrada de gama. Em condução normal tem também consumos mais baixos que um desportivo normal.

Esta versão do coupé alemão está disponível exclusivamente com a caixa manual de seis velocidades, fazendo dele a escolha ideal para os condutores mais controladores que preferem trabalhar com os pedais.

Tradicionalmente, os coupés 2+2, mesmo com motor dianteiro, são carros de tração traseira, mas a Audi tem apostado com sucesso na fórmula de tração dianteira para o TT, desde a primeira geração do modelo. Na mais recente encarnação, a Audi procurou reduzir o peso de muitos dos componentes responsáveis pelo comportamento do carro.

É o caso da suspensão, construída em alumínio, baixando o peso total do conjunto e consequentemente o centro de gravidade do carro. Para assegurar melhor estabilidade em curva, a suspensão traseira recorre a uma construção multilink, de quatro braços, e para colocar o carro na linha de curva ideal, a Audi dotou o TT de uma direção assistida progressiva, para dar mais sensibilidade ao condutor. O uso de materiais leves estende-se a outros elementos, como os discos dos travões e as jantes, tudo isto contribuindo para uma maior agilidade de todo o conjunto.

No Audi TT, a marca alemã optou por substituir o painel de instrumentos tradicional pelo que apelida de cockpit virtual. Não é apenas um mero tacómetro eletrónico, mas sim o computador de bordo que toma conta de todo o aspeto visual. Este inclui não só os instrumentos tradicionais, mas também permite ao condutor qual o ecrã de informação que quer ter à sua frente.

Isto inclui informação de viagem, opções de personalização do sistema, comandos do rádio e do sistema multimédia e navegação. O condutor pode optar pelos botões embutidos no volante ou pelo MMI, o botão rotativo localizado junto à manete das velocidades na consola central.

Alguns elementos, como o comandos dos faróis, dos espelhos retrovisores, e da climatização, poderiam ser revistos, ficando demasiado longe do condutor se este escolher uma posição de condução rebaixada. Neste caso, também é notória uma perda de visibilidade traseira, devido ao desenho do pilar traseiro. O uso de um travão de mão permite adicionar alguns espaços adicionais para arrumação de objetos na consola central.

Embora o Diesel nem sempre seja a escolha ideal para um coupé deste género, neste caso acaba por ser a opção mais em conta para o mercado nacional. Além do preço ficar abaixo dos 50 mil euros, os consumos baixos também lhe permitem servir como carro normal do dia-a-dia para um condutor mais individualista.

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FICHA TÉCNICA

Motor 2000 cc turbo diesel

Potência 184 cv

Binário 380 Nm

Peso 1340 kg

Vel. max. 241 km/h

Arranque parado – 7,1s 0-100 km/h

Consumos 4,4 l/100 km

Capacidade deposito – 50 l

Autonomia – 1136 km