Ensaio: Fiat 124 Spider Lusso 1.4 140 cv

By on 25 Março, 2017

Há coisas que nunca passam de moda e este novo Fiat 124 Spider foi buscar muita da sua inspiração no modelo original de Pininfarina, surgindo logicamente com o leve toque ‘japonês’, já que ‘bebe’ muito do Mazda MX-5, que lhe ‘dá’ o chassis, linha de montagem e muitas outras peças.
Contudo, este 124 Spider é único, continua a ter um enorme sex-appeal, aproveitando também para prestar uma bela homenagem ao 124 Spider original, lançado há 50 anos. A herança é pesada e vem de um modelo que marcou uma época nos anos 70, quando no Rali de Portugal, logo nas suas primeiras andanças no Mundial de Ralis viu Raffaele Pinto e Markku Alen gravarem a letras de ouro o nome do Fiat 124 Abarth Spider no palmarés da prova portuguesa. Essa herança continua vem vincada na memória dos adeptos.
Como era de esperar, o 124 Spider diverge muito pouco do seu irmão nipónico, o Mazda MX-5, pois dessa forma, sinergias como por exemplo a linha de montagem são totalmente aproveitadas. Ainda assim, a Fiat deu claramente um toque pessoal e de classe, alterando detalhes como por exemplo o tamanho das rodas, mexeu nos amortecedores, direção, e teve, como se calcula de adaptar a caixa de velocidade ao binário do 1.4 turbo italiano, bem diferente do motor atmosférico do Mazda MX-5. Já lá vamos com mais detalhe, mas como se pode esperar, o motor atmosférico do MX-5 é mais rotativo e este 124 Spider surge com um turbo, digamos, mais brutal, dentro do contexto. O Fiat 124 Spider é também mais comprido e pesado, mas por outro lado surge mais refinado que o seu ‘irmão’ nipónico.

ESTÉTICA SÓBRIA
O novo 124 Spider é um roadster elegante, bebe muitos traços não só do modelo que lhe deu vida há 50 anos, mas também do seu irmão japonês, embora se notem grandes diferenças quando analisamos com mais atenção os dois modelos. O 124 tem uma frente bem mais alta e comprida, o habitáculo está muito recuado, mas todas as linhas do carro são sóbrias, ficando a sensação que simplesmente se modernizou o modelo antigo, mantendo-lhe uma espécie de beleza clássica. O carro tem uma silhueta muito elegante.
O habitáculo é sóbrio, mas ao contrário do que possa parecer, cabem perfeitamente dois adultos altos. O banco do condutor encaixa bem e permite uma ótima posição de condução, naturalmente baixa, mas todos os movimentos necessários no habitáculo se fazem com facilidade, até porque tudo o que é necessário está perfeitamente à mão ainda que tenha faltado um pouco de mais imaginação para guardar por perto uma coisa tão simples como um smartphone, o que até se compreende pois o útil ecrã tátil de sete polegadas com sistema Uconnect permite guardar o telefone longe, pois integra-se com ele na perfeição, dispensando-o de o ter por perto. Velhos hábitos!

SUSPENSÃO SUAVE
Outro pormenor muito agradável no 124 Spider é o conforto, pois apesar do carro ter uma boa dinâmica, a sua ligação à estrada vê-se que foi bem ponderada, tendo sido encontrado um bom equilíbrio. O carro é, logicamente, duro, mas o esquema de braço duplo à frente e multilink atrás, oferece boa estabilidade em travagem e em curva. Mesmo ‘apertado’, o carro sente-se sempre bem equilibrado, sendo preciso provocá-lo muito para o desestabilizar.
A maior diferença entre o Fiat 124 Spider e o Mazda MX-5 é o motor, já que ao contrário do MX-5 que tem um motor atmosférico, este propulsor italiano é o bloco 1.4 litros turbo MultiAir de 140 cv, uma excelente opção para a leveza deste carro possibilitando-lhe prestações muito interessantes, permitindo ao 124 Spider atingir os 215 km/h e chegar dos 0 aos 100 km/h em apenas 7,5 segundos. O motor sente-se bem melhor em rotações mais elevadas onde as recuperações são bem mais lestas do que em velocidades e rotações muito mais baixas. O carro é muito divertido de guiar, o motor não é bombástico, mas o 124 Spider é ágil e agradável de guiar, se bem me recordo, mais ágil que o Mazda. A resposta do motor não é tão evidente nos baixos regimes, mas acima das 3000 rpm começa a notar-se grande diferença, e se o levarmos lá para cima, sobressai também a boa caixa manual de seis velocidades que é rápida e surge bem escalonada, que ajuda também muito na fase mais molengona do motor, até às 3000 rpm.
O carro tem um bom comportamento em curva, boa estabilidade direcional, é preciso provocá-lo muito para o sentir ‘abanar’ na traseira, mas a experiência de condução é muito interessante. Mesmo em auto estrada a alta velocidade, o ruído e vibrações são perfeitamente suportáveis de capota aberta. A capota do Fiat 124 Spider tem abertura fácil, não exige grande esforço. Para o que custa, é diversão garantida!

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Ficha técnica
Motor: 4 Cil. Linha, gasolina, 1.4 turbo Inj. Direta, Intercooler; Cilindrada: 1368 cc; Potência: 140 cv/5000 rpm; Binário: 240 Nm/2250 rpm; Transmissão: traseira; Caixa 6 Vel. Manual, Suspensão: Braço duplo à frente e multilink atrás; Velocidade máxima 215 km/h; Aceleração 0-100 km/h 7,5s; Consumo Médio 6,4 l/100 km; Consumo AutoSport 7,7 l/100 Km; Emissões de CO2 148 gr/km, Peso 1125 Kg; Depósito: 45 litros; Mala: 140 l;

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