ENSAIO: FORD KA+ ULTIMATE

By on 4 Abril, 2017

A mais recente aposta da Ford para o trânsito citadino é também um dos automóveis mais baratos do mercado nacional, oferecendo um nível de habitabilidade acima da concorrência e uma boa quantidade de equipamento

O Ka já é uma presença obrigatória na gama Ford, servindo como modelo de entrada. E embora seja um dos carros mais baratos do construtor americano, sempre houve espaço para dar personalidade a este automóvel. Essa personalidade continua presente nesta nova geração, ainda que o carro tenha ficado mais aproximado ao Fiesta. Mas isso também tem vantagens, já que as dimensões ficam muito próximas do seu ‘irmão’ maior, valendo-lhe o novo nome, Ka+, ao mesmo tempo que consegue ser um dos carros mais baratos no mercado nacional.

A gama do Ka+ é simples, com a versão de entrada, a Essential, a ficar disponível por um preço inferior a 10 mil euros, algo que já é extremamente raro no mercado nacional. Mas é a versão Ultimate, por pouco mais de 11 mil euros (antes de recorrer aos opcionais) que é a mais interessante. As diferenças não são muitas, mas a Ultimate oferece um rádio com o sistema de informação e entretenimento SYNC, sistema MyKey e comandos no volante. Tem também, em exclusivo, um motor mais potente, e acesso a itens específicos no equipamento opcional.

Em comum, as duas versões do Ka+ têm um habitáculo com mais espaço do que toda a concorrência nos modelos citadinos. Como esta geração aproveita tecnologia usada em gerações anteriores do Fiesta, a Ford conseguiu criar um habitáculo com um nível de habitabilidade comparável ao de um automóvel um segmento acima, especialmente nos bancos traseiros, com espaço mais do que aceitável para joelhos e cabeça, mesmo para dois adultos de constituição alta. Também a bagageira é comparável ao de um automóvel de maiores dimensões, com 270 litros, a maior do segmento.

O Ford Ka+ tem apenas um motor, o já conhecido 1.25 mas reduzido para 1,2 litros (uma necessidade fiscal, já que a produção do Ka tem lugar na Índia, onde 1,2 litros é o limite para a categoria de imposto menos onerosa). Mantém a capacidade de atingir valores de potência máxima elevados, com 70 cv para a versão de entrada e 85 para a mais interessante Ultimate. Para um automóvel urbano, o motor acaba por desenvolver melhor em rotações mais elevadas, ficando mais elástico acima das 3000 rpm, mas até lá necessita de trabalhar com a caixa de velocidades para fazer manobras como subidas íngremes ou ultrapassagens.

Apesar desta desvantagem, não é muito difícil controlar o consumo médio do Ford Ka+. Não há um desfasamento muito grande entre os valores anunciados e o consumo registado efetivamente em várias condições de condução, e é fácil manter os consumos nos seis litros baixos, com algum equilíbrio entre uso em cidade e uso em estrada aberta. No entanto, fora do ambiente urbano, o Ka+ não está tão à vontade. O carro é ágil o suficiente e fácil de estacionar nas ruas das grandes cidades, graças a uma excelente direção, mas em estrada a suspensão não é tão eficaz e alguma tendência para adornar nas curvas mais rápidas. Também tem pneus que não são muito largos e travões traseiros de tambor, pelo que o ideal é nunca andar nos limites. Ou então, utilizar o Ka+ onde ele está mais à vontade, no caos do trânsito urbano, um lugar onde tem sempre espaço.

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FICHA TÉCNICA
Motor 4 cil., 16 v., inj. eletrónica, 1196 cm3 Potência 85 cv/6300 rpm Binário 112 N.m/4000 rpm Transmissão Dianteira, cx. manual 5 vel. Suspensão McPherson à frente e eixo de torção atrás Travagem DV/T Peso 1009 kg Mala 270 litros Depósito 42 litros Velocidade máxima 169 km/h Aceleração 0 a 100 km/h 13,3 segundos Consumo médio 5,0 l/100 km Consumo médio AutoSport 6,3 l/100 km Emissões CO2 114 g/km