ENSAIO: Ford Mustang Convertible 2.3 Ecoboost (com vídeo)

By on 21 Outubro, 2016

Pela primeira vez, o Ford Mustang está oficialmente à venda na Europa. Foi preciso esperar cinco décadas para que este ícone americano pudesse mostrar o que vale num ambiente completamente diferente. Para tal, a Ford deixou muitos dos elementos tradicionais do Mustang para trás, modernizando-o.

 

 

Em particular, para tornar o Mustang mais atrativo para o condutor europeu, a Ford teve que tornar este automóvel mais interessante de conduzir, recorrendo pela primeira vez a suspensão independente às quatro rodas, sistemas de controlo do comportamento mais modernos, e um motor turbo de quatro cilindros, compacto mas de alta potência.

 

Quando pensamos em carros americanos, imaginamos sempre um motor V8 barulhento e de cilindrada elevada. Neste caso, a Ford não foge ao estereótipo, pois a versão topo de gama, a GT tem um 5.0 V8 com mais de 400 cv. Mas para o nível de entrada é preciso algo para lidar com o peso e garantir boas performances, pelo que o Mustang passa a estar disponível com um mais pequeno motor 2.3 Ecoboost, de quatro cilindros, com turbo e 317 cv.

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Normalmente, um motor com esta potência não é suficiente para mover o Mustang, mas o turbo garante um binário mais do que suficiente a baixa rotação, mesmo antes de atingir o valor máximo às 3000 rpm, o que compensa o peso elevado do carro americano. Com a caixa manual, o Mustang é um carro mais interessante, ainda que a Ford tenha optado por uma quinta e sexta velocidades com relações mais longas para manter os consumos a níveis civilizados. Aliás, nestas circunstâncias, o Mustang consegue poupanças interessantes, na casa dos 9 litros, excelente para um carro a gasolina com mais de 300 cv e mais de 1700 kg de peso.

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Para poder lutar com os carros europeus de igual para igual, a Ford adotou pela primeira vez uma suspensão traseira independente com link integral, garantindo maior equilíbrio em curva e um melhor trabalho dos amortecedores. Ao passar por cima de irregularidades no piso, o carro americano é muito duro, mas um condutor sente-se seguro, com um nível de estabilidade comparável ao de qualquer carro europeu, beneficiando também de jantes de 19 polegadas de série. Fica resolvida uma crítica que os fãs americanos tinham de gerações anteriores do carro, que não era muito eficaz em curva.

O sistema de travagem, com discos de grande dimensão, também tem a força apropriada para lidar com o peso adicional do Mustang. A direção é precisa mas fica mais difícil de manusear em condução normal, no entanto, a velocidades mais elevadas, com a ajuda do controlo de tração e do diferencial, garante sempre reações honestas e um controlo fácil de recuperar quando se sente o carro a escorregar no limite.

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A identidade americana do exterior também é trazida para o habitáculo, com um painel de instrumentos de aparência tradicional e um volante o mais simplificado possível, mas mantendo espaço para alguns comandos do computador de bordo e do rádio. Na consola central, a Ford montou o sistema de informação e entretenimento SYNC 2, mas o que mais chama a atenção são os botões que comandam elementos como o controlo de tração, na base da consola, ao lado do botão da ignição, na forma de interruptores tradicionais.

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O interior não é feito para ser confortável. Aliás, é quase caso para dizer, quando estamos ao volante do Mustang, que o conforto é uma modernice. O condutor vai sentir-se como um piloto dos anos 60, encaixado no banco desportivo, com os braços esticados a comandar o volante e a caixa de mudanças curtas ao alcance fácil do braço direito.

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O Ford Mustang é claramente uma escolha emocional, e é também o ideal para alguém que quer algo de diferente, mais selvagem e menos civilizado, mas também com alguns elementos práticos. Ao contrário do coupé, o descapotável fica acima da barreira psicológica dos 50 mil euros, chegando ao mercado por um preço de 53 821 euros. Mas o motor 2.3 Ecoboost oferece consumos mais baixos que o esperado, pelo que, após alguma habituação, torna-se uma alternativa mais racional que um desportivo alemão ou italiano.

 

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FICHA TÉCNICA

 

Motor 2300 cc turbo
Potência 317 cv
Binário 432 Nm

Peso 1715 kg
Vel. max. 234 km/h
Arranque parado – 5,8s 0-100 km/h

Consumos 9,5 l/100 km
Capacidade deposito – 59 l
Autonomia – 621 km

 

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