Ensaio: Hyundai i30 1.0 T-GDI 120 CV

By on 20 Abril, 2017

Sem artifícios, o i30 oferece-nos o pragmatismo da condução diária, com opções para fazer suprir as necessidades essenciais, ao volante e fora dele.

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Ao nos abeirarmos do novo i30, cedo percebemos que estamos na presença de um modelo de linhas leves e dinâmicas em que sobressai de imediato a nova imagem de marca da Hyundai, a grelha dianteira em Cascata, atribuindo carácter a uma carroçaria que transmite a ideia de suavidade e compostura, com um longo capot e uma silhueta de tejadilho cónica. Na traseira o design assume um aspeto tridimensional e esculpido, com uma assinatura gráfica de luz que incorpora os refletores, tendo faróis de nevoeiro em posição elevada. Um agradável bem estar exterior, convidativo a uma viagem para adensarmos o nosso conhecimento… interior.

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Da teoria à prática

O habitáculo recebe-nos com agrado, espaço e com a permissividade de colocarmos cinco viajantes comodamente. O volante multifunções está, talvez em demasia, munido de possibilidades, o que por vezes e quando necessário dificulta a sua utilização, por excesso de oferta. Ligado e iniciando a marcha, rapidamente percebemos que o i30 nos oferece exatamente aquilo que se espera dele, nem mais, nem menos, o que é bom porque sabemos com o que contar, sem se correr o risco inglório de se acabar com expectativas defraudadas. De facto, isso não acontece. O motor é perfeitamente capaz para uma utilização diária, ainda que tenhamos que, em percursos urbanos, com maior preponderância de trânsito, recorrer com alguma frequência à troca de relações. Por outro lado, a caixa tem um escalonamento demasiado longo, com a 3ª a poder atingir os 150 km/h.

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O binário disponível fica ligeiramente aquém e numa condução mais despreocupada e afoita, em percurso encadeado, por exemplo, temos de nos preparar atempadamente, para não nos acontecer aquilo que sentimos quando esperamos muito por aquele momento e depois, ele não surge, ficando apenas o amargo de boca, neste caso, pela falta de motor quando por ele mais ansiávamos. Para o termos ‘na mão’ o ideal é trabalharmos acima das 3000 rpm, de preferência, 3500 rpm, algo que irá naturalmente influir nos consumos. Estes, em condução dentro da legalidade, não são exagerados, sendo possível fazerem-se médias de 6l/100 km. Como em tudo, se formos atreitos a sensações mais emotivas e quisermos aqui e ali avivar o coração tricilindríco, podem subir até aos 10l.

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Em estrada é muito perceptível e de fácil maneabilidade, com as mexidas protagonizadas pela Hyundai ao nível da suspensão a irem ao encontro das necessidades. O i30 reage a preceito, entrando e saindo bem em curva, acompanhado por um movimento ligeiramente torsional do chassis, num conjunto que nos avisa subtilmente dos seus limites, com um ligeiro escorregar da traseira em situações de menor aderência… ou de maior entusiasmo, sendo muito transparente o seu parecer às nossas solicitações. Ao nível de equipamento, o modelo vem também muito bem apetrechado para que nada falte ao nosso quotidiano: travagem autónoma de emergência; alerta de colisão dianteira e de fadiga; manutenção na faixa de rodagem; informação de limite de velocidade e máximos de acendimento automático; iluminação em curva; sistema de ajuda ao arranque em subidas; e câmara de estacionamento traseira. No interior temos ainda um ecrã flutuante touchscreen de 8″ a cores com navegação e bluetooth, com comandos no volante, e reconhecimento de voz. Por 24.600€, a satisfação na chegada ao destino é garantida.

André Duarte

24.600€
Preço base

Mais: Pragmatismo ao volante; suspensão
Menos: excesso de opções no volante; binário em baixas

Ficha técnica:

Motor 3 cil. em linha, turbo, injeção, intercooler, 998 cc
Potência 120 cv/6000 rpm
Binário 171 Nm/1500 – 4000 rpm
Transmissão dianteira, cx manual de 6 vel.
Suspensão Tipo McPherson à frente e Multi-Link atrás
Travagem DV/D
Peso 1191 kg
Mala 395l/1301 (c/ traseiros bancos rebatidos)
Depósito 50l
Aceleração 0 aos 100 km 11,1s
Velocidade máxima 190 km/h
Consumo médio 5,0l/100 km
Consumo médio AutoSport 6,0l/100 km
Emissões C02 115 g/km

 

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