ENSAIO: MERCEDES AMG C 43 STATION

By on 19 Janeiro, 2017

Uma inofensiva carrinha aproxima-se, efetuando uma manobra de ultrapassagem com maior velocidade e estabilidade do que se pensa possível. Não, não é ficção científica, é a nova variante AMG da carrinha Mercedes Classe C

A Mercedes transformou a AMG numa submarca, passando a oferecer vários níveis de potência e de preparação técnica, mas sempre procurando criar um automóvel de espírito desportivo. Neste caso, criou a versão intermédia AMG C 43, recorrendo a uma versão mais potente do seu motor 3.0 biturbo. Como é habitual, a Mercedes também aplicou à carrinha Classe C o tratamento AMG, criando um automóvel capaz de atingir velocidades estonteantes, mas que nos outros dias pode perfeitamente ser usado como um carro familiar. Este tipo de carros, comummente conhecidos como ‘sleepers’, aparentam, à primeira vista, ser perfeitamente inofensivos, mas quando passam rapidamente por nós percebemos quais são as suas verdadeiras capacidades.

Para criar esta versão AMG C 43, a Mercedes começou por ampliar a potência do motor V6, aumentando a pressão dos turbos. Assim, o propulsor de 3 litros sobe dos 333 para os 367 cv, um valor que se revela melhor quando se roda com o motor a um nível de rotação mais elevado. Em arranque com condições normais do piso, o peso do carro faz-se sentir de início, mas logo ganha a vivacidade que se espera dele, ainda que fique longe da potência do topo de gama C 63. Com o programa de controlo dinâmico a permitir escolher as opções Eco, Comfort, Sport e Sport Plus, a mais interessante de utilizar no dia-a-dia é a Sport. Com a afinação Comfort, a velocidade de reação do acelerador e da caixa de nove velocidades são demasiado longas e o motor sente-se muito estrangulado. Com o modo Sport, o condutor sente a potência a chegar mais naturalmente, naquele ponto que fica entre o suave e o agressivo.

Esta versão AMG C 43 está equipada de série com tração integral, o que lhe dá uma maior vantagem em curva, em comparação com a mais potente C 63. Mesmo quando o carro parece demasiado pesado para controlar, na verdade não há qualquer mudança na aderência e o condutor nunca deverá sentir perda de motricidade, já que dois terços da potência estão sempre voltados para o eixo traseiro. A caixa automática, com comandos no volante, tem uma resposta agradável, mas podia ser ainda mais rápida, principalmente quando comparada os produtos de outros concorrentes. Além da tração integral, a estabilidade é garantida por uma nova suspensão com amortecedores

ajustáveis pelo condutor, através de um botão no fundo da consola central. Isto permite ao condutor selecionar sempre a afinação ideal, conforme o tipo de condução, podendo oscilar entre uma postura mais confortável em utilização diária e colocar o chassis pronto para atacar quando o condutor quer acelerar. O habitáculo tem uma decoração especial, com vários elementos que apenas podem ser adquiridos em versões com pacotes de equipamento AMG. No entanto, o C 43 ainda tem uma aparência mais civilizada que o C 63, mesmo no interior. Os revestimentos em cabedal são luxuosos e os bancos desportivos oferecem um bom apoio lateral, mas nunca há a sensação de que estamos ao volante de um verdadeiro desportivo. Neste aspeto, não se diferencia muito de uma versão normal com equipamento mais exclusivo. Como é habitual no Classe C, a habitabilidade dianteira é bem superior à habitabilidade traseira. A bagageira tem as mesmas capacidades da carrinha Classe C normal, onde se destaca a possibilidade de aproveitar espaços adicionais de arrumação por baixo da cobertura normal, ampliando os aspetos práticos da bagageira.

Como todas as versões desportivas, o Mercedes-AMG C 43 apela essencialmente à emoção antes da razão. O motor V6 biturbo é potente, mas isso significa também que tem custos de utilização acrescidos, principalmente no combustível. Esta versão funciona para pessoas que procuram algo com performances fora do vulgar, mas não têm posses para o verdadeiro topo de gama. Mas quem procura uma versão recheada de equipamento com bom andamento em utilização normal, pode preferir apostar numa versões Diesel com pacotes de equipamentos adicionais.

FICHA TÉCNICA

Motor V6, 24 v., inj. direta e biturbo, 2996 cm3 Potência 367 cv/5500-6000 rpm Binário 520 N.m/2000-4200 rpm Transmissão Integral, cx. auto. 9 vel. Suspensão Multilink em ambos os eixos Travagem DV/DV Peso 1735 kg Mala 490-1510 litros Depósito 66 litros Velocidade máxima 250 km/h Aceleração 0 a 100 km/h 4,8 segundos Consumo médio 7,9 l/100 km Consumo médio AutoSport 10,0 l/100 km Emissões CO2 181 g/km

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