Ensaio: MERCEDES CLASSE C250 D COUPÉ

By on 25 Maio, 2016

Pode um coupé tirar as rugas do rosto? Ainda não. Mas isso não impede esta proposta da Mercedes de fazer maravilhas ao espírito sempre que nos agarramos ao volante. Descubra porquê

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Pode parecer arrojado ou até mesmo mal-interpretado, mas o novo Mercedes Classe C Coupé parece ter sido desenhado a régua e esquadro para os quarentões que já têm os filhos relativamente crescidos. As necessidades de espaço foram-se abatendo pelo caminho e eis que de forma súbita os pais se encontram livres da obrigação de ter que andar com a carrinha C ou E para trás e para frente.

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Não queremos com isto compartimentar um dos mais recentes membros da marca da estrela, até porque o estilo é capaz de agradar a todas as idades. Mas há qualquer coisa nele que se ajusta a um homem com cabelos grisalhos, impecavelmente aprumado, e sem grandes preocupações a não ser aproveitar a vida o melhor possível. Ou a uma mulher independente, de lenço ao pescoço, saia acima do joelho e salto alto – a melhor definição que encontrámos, em ambos os sexos, para transmitir uma noção de enorme elegância, a palavra que mais se ajusta ao modelo.

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ENTUSIASMANTE
Ao contrário de encarnações anteriores, em que no fundo o termo indicava “três no lugar de cinco portas”, o novo Mercedes Classe C Coupé respeita finalmente o conceito que a designação esconde. Já não são só as portas, mas também toda a traseira, do tejadilho ao para-choques, mala e grupos óticos, a fazerem-lhe justiça. Tudo funciona esteticamente, contribuindo para o efeito o belíssimo e impactante ‘cinza matte’ aplicado à carroçaria. E mais ainda com as jantes de liga leve AMG de 19 polegadas, um opcional no valor de 722€. Mas o habitáculo tem as suas particularidades. O acesso aos bancos traseiros é naturalmente mais difícil do que no C convencional, tal como o espaço, mais reduzido, a bordo. Já a consola central é praticamente tirada a papel dos restantes modelos da família.

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Agradável, é certo, mas talvez a pedir mais exclusividade. Depois há o preço de 69.476€ para a versão ensaiada, que nos parece exagerado (a gama começa nos 46.050€ para o 220 d de 170 cv) apesar do vasto equipamento e mesmo que o motor Diesel de 2.0 litros esconda uns entusiasmantes 204 cv e incríveis 500 Nm. O consumo sem grandes preocupações ronda os 6,1 litros, e a caixa automática de nove velocidades (exclusiva nesta versão) não compromete, mas também não faz mais do que isso. Convém recordar que o C250d não é um AMG, e que a sua utilização, apesar do chassis dinâmico e bom comportamento, não é indicada para um circuito ou aventuras pelas estradas de serra. É um excelente automóvel para viagens longas e oferece aquele pico de emoção quando queremos ultrapassar sem preocupações um veículo mais lento ou simplesmente desfrutar de um determinado percurso. O estilo, no entanto, faz maravilhas, e se por acaso se enquadrar no perfil que inicialmente traçámos (esqueça o cabelo grisalho ou as saias curtas e concentre-se antes no “solteiro”, “sem filhos” ou “com filhos crescidos”), verá que tem aqui um amigo para vida. A rever, apenas a insonorização, notando-se no habitáculo o ‘ruído’ do bloco de quatro cilindros.

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Preço base 50 850€

Motor: 4 cil., Diesel, Inj. direta, turbo, intercoole, 2143 cm3,
Transmissão: Dianteira, Cx. Auto de 9 vel.
Potência: 204 cv/3800 rpm
Binário: 500 N.m./1600-1800 rpm
Travagem: DV/D
Suspensão: Multibraços à frente e atrás com molas helicoidais
Peso: 1645 kg
Depóstio: 66 l
Vel. Máx.: 247 km/h
Aceleração 0 aos 100 km/h: 6,7 S
Consumo médio: 4,2 l/100 km (6,1 l AutoSport)
Emissões de CO2: 109 g/km

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