ENSAIO: MINI One D Clubman 1.5 116 cv

By on 7 Outubro, 2016

Com o seu estilo menos convencional, o MINI One D Clubman apela à exclusividade distanciando-se dos tradicionais familiares compactos, num automóvel que surge agora maior e mais prático. Mas continua a ser muito agradável de conduzir…

Mais do que uma nova proposta familiar para a complicada batalha dos automóveis familiares, este MINI One D Clubman afigura-se mais como evolução da espécie. É o maior MINI de sempre e também o que tem mais portas, seis! Não é um utilitário, não é uma verdadeira carrinha. E um pouco atípico, mas sedutor… Já está no mercado há uns meses e surgiu com novos argumentos que lhe permitem um maior sucesso no seu segmento. A concorrência é muito forte, está bem enraizada mas, como sempre, a carrinha MINI pretende destacar-se pela diferença. Toda a concorrência oferece mais do mesmo em termos estéticos e isso é algo que nunca se pode dizer da MINI, sendo este desde logo um ponto totalmente diferenciador.

É verdade que a estética pode dividir opiniões, lógico, mas ninguém fica indiferente. Basicamente, o que a MINI fez com este carro foi agarrar na antiga fórmula e torná-la mais prática e confortável, não sendo estes os únicos predicados que há a destacar. Por exemplo, o motor 1.5 de 116 cv permite umas prestações muito interessantes, dentro do contexto, e o prazer de condução é como na generalidade dos MINI, grande. Rodar mais perto do chão permite sempre aquela sensação de maior agilidade, o que não esperava muito nesta carrinha. Não contava com uma condução quase tão agradável quanto noutros MINI sem a traseira ‘lá tão longe’, mas a verdade é que esta conclusão foi tirada sozinho dentro do carro, pois com o MINI cheio, o motor já se mostra, logicamente, bem menos agradável. Felizmente há motores bem mais potentes na gama.

O interior é o típico da MINI, jovem, irreverente. Nota-se que os materiais são rijos, mas a construção é firme e como é habitual na MINI, não faltam as inúmeras soluções de personalização. Os bancos são bons, a posição de condução é muito baixa, com os reflexos que já referimos, a insonorização do carro é boa, talvez porque a montagem transversal do motor permita menos ruído no habitáculo. Outro coisa que ressalta do aumento das dimensões exteriores é um interior bem maior. O espaço atrás é agradável e ajuda ter um banco traseiro colocado mais abaixo, pois eu próprio não fico desconfortável na traseira, apesar de ser alto. O conforto é globalmente bom, mas como é habitual na MINI, a suspensão é seca, excelente para andar sempre bem agarrado à estrada, mas mais penalizante no que ao conforto dos ocupantes diz respeito, com a agravante do mau piso aumentar proporcionalmente o desconforto.

A bagageira é boa, embora a altura do carro dificulte um pouco a sua arrumação. Em suma, para quem goste do estilo MINI, é um carro interessante, guia-se bem, tem um motor que chega e sobra para andamentos vivos, o espaço interior está longe de ser um drama e percebe-o melhor se tiver a oportunidade de entrar e sair do MINI, fazendo o mesmo logo de seguida num concorrente direto. Basicamente, se quiser diferenciar-se, não fica a perder face à concorrência, dependendo, claro está do que considera ser mais importante…

Ficha técnica
MINI One D Clubman 1.5 116 cv

Preço 26.500 € (Base)
Motor 3 cil. turbodiesel 1496 c.c. Inj. Direta, Common Rail,
Potência 116 CV/4000 rpm
Binário 270 Nm/1750-2250 rpm
Transmissão Dianteira, caixa manual de 6 vel.
Suspensão independente McPherson fte./independente mutibraços atrás.
Travagem DV/D
Peso 1395 kgs
Mala 360/1250 lts
Depósito 48 lts
Vel.máx 192 km/h
Acel.0-100 km/h 10.4 s
Consumo médio 3.8 l/100 km
Consumo médio (AutoSport) 5.5 l/100 km
Emissões CO2 99 gr/km

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