Ensaio: RANGE ROVER EVOQUE CABRIO TD4 HSE DYNAMIC

By on 1 Novembro, 2016

O Range Rover Evoque Cabrio é uma das boas novidades de 2016, num automóvel que abre um novo sub segmento, o SUV Cabrio. Se a versão ‘normal’ já vira cabeças, imagine agora. Viva o verão, e em topless!

É compreensível, só a cor Phoenix Orange chama a atenção, mas este Range Rover Evoque Cabrio é muito mais do que isso. Não falamos só de beleza, tem inteligência também! Em primeiro lugar é preciso colocar em contexto de que quando falamos num Cabrio oriundo de um SUV como o Evoque, já sabemos de antemão que com espaço necessário para o recolhimento da capota de lona o espaço atrás é parco. Fica na linha dum utilitário. É algo que não há volta a dar, a versatilidade e sentido prático deste tipo de carros fica comprometido, mas como é lógico, as vantagens de poder andar de cabelos ao vento valem muitos outros óbices que possamos encontrar. Mas não estamos a falar de espaço ‘impossível’, pois nada disso sucede. É apertado, especialmente, como sucedeu no meu caso, quando o condutor é alto, portanto quem vai atrás sofre. Mas nada que não se ultrapasse. Até porque tudo o resto é muito positivo. Não nos podemos esquecer que, no nosso país, num ano normal temos 300 dias sem chuva, a grande maioria com uma temperatura mais do que agradável para andar com a capota recolhida e, nesse aspeto, andar com este Evoque Cabrio num dia ameno é fantástico, especialmente se for em passeio. O simples facto de estarmos inseridos no meio ambiente e talvez também beneficiando do facto de rodarmos numa posição alta, torna a viagem mesmo muito agradável e num dos casos levei o meu pai à ‘terra’ onde nasceu e cresceu, e aí pode beneficiar duma experiência 360º, pois conseguiu identificar com facilidade os locais da sua juventude, “olha a minha escola”, “nasci naquela casa”, “era ali que namorava com a tua mãe”. Só isso, valeu o passeio! Isso e passar em dia de semana à frente dos pastéis de Belém e ver quase toda a gente da enorme fila a esquecer a doce iguaria por uns momentos. O Evoque também era ‘docinho’”. Quem desenhou o Evoque estava mesmo num dia ‘daqueles’. E quando o Sol apertou, a capota fechou e o ambiente mudou. Não é decididamente a mesma coisa, mas o Evoque fica bem isolado do exterior. O processo de abrir e fechar a capota é facílimo, demora 23 segundos, e pode ser feito até uma velocidade de 48 km/h, num sistema totalmente elétrico.

PESADÃO
Quanto à qualidade geral de construção, nota-se que o Evoque não tem a mesma rigidez torsional do seu irmão ‘sem lona’, mas nada demasiado notório, mas o que se nota é que o carro é pesadão. Há uma razão para isso suceder, pesa mais 300 kg, precisamente pelo facto de ter sido reforçado no chassis de modo a manter a sua integridade estrutural, e apresentar uma boa solidez. Com tudo isto chega quase às duas toneladas, e por isso o motor 2.0 turbodiesel de 180 cv parece, por vezes, um pouco molengão. O peso do conjunto é elevado e isso nota-se, se estivermos com um pouco mais de pressa, não é tão ágil quanto o seu ‘irmão’. Falta-lhe essencialmente um pouco mais de vigor inicial, mas depois até se despacha bem. Outro dos predicados, como não podia deixar de ser para um carro que tem Range Rover no nome, é a sua aptidão fora de estrada, e nota-se que o ADN está lá todo. A tração integral permanente ajuda, bem como os pneus que, não sendo perfeitos para o asfalto, dão imenso jeito nestas saídas de estrada que o carro permite. Na verdade, o sistema Terrain Response, responde muito bem. Saí de estrada para um percurso que nem por sombras faria com o meu carro de família, e este Evoque saiu-se às mil maravilhas, não denotando a mais pequena hesitação. Houve uma zona do percurso, com uma vala mais pronunciada e alguma lama à mistura que já não quis arriscar, mas acho que o Evoque ter-se-ia safado melhor do que a vontade do condutor permitiu. A posição condução é a mesma do Evoque normal, mas rodar em auto-estrada não é nada agradável para as pessoas atrás, com a capota aberta. O sistema está feito para que se desfrute de um passeio e AE não se adequa, devido à velocidade. No que respeita à acessibilidade, é mais fácil entrar para os lugares traseiros com a capota aberta, e no que à bagageira diz respeito esta tem apenas metade da capacidade do Evoque normal. O conforto é bom, a afinação da suspensão é equilibrada e o comportamento em curva do Evoque Cabrio é ótimo, pois o carro é largo, sendo que o motor não permite deixar perceber muito bem o que aguenta o chassis. O Evoque dispõe de várias ajudas de condução que podem dar jeito em algumas situações mais complicadas, e se quiser arriscar-se ‘à séria’ no TT, fique a saber que este automóvel é capaz de ultrapassar pendentes de 45 graus e os seus ângulos de entrada, ventral e de saída são 19, 18,9 e 31,0 graus. Os consumos não são ótimos, mas escapam, o preço é carote, mas há que ter em conta que este é um carro distinto e este Phoenix Orange chama mesmo muito à atenção.

FICHA TÉCNICA
Motor 4 Cil. Linha Turbo Diesel, 1999 cm3, Common Rail, Intercooler
Potência 179cv/4000 prm
Binário 430 Nm/1750 rpm
Transmissão 4X4
Cx. Automática 9 Velocidades
Vel. Máxima 195 km/h
Aceleração 0-100 km/h 10,3s
Consumo médio 5,7 l/100 km
Consumo AutoSport 7,3 l/100 km
Emissões de CO2 149 gr/km
Peso 1967 Kg
Depósito 54 litros
Mala 251 litros
Suspensão Dianteira/Traseira Tipo McPherson
Travões DV/D
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