Ensaio: Skoda Superb Break 2.0 TDI 150 CV Style DSG

By on 14 Abril, 2017

 

A Skoda é uma marca que idilicamente não se encontra tão conotada com a ideia de deslumbramento e paixão quando dela se fala, em comparação com outras do próprio grupo, como a Audi ou a Volkswagen. Porém, a ideia muda por completo quando nos cruzamos com um dos seus modelos. O Superb Break foi só mais um desses exemplos…

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Com 4856 mm de comprimento, 1864 mm de largura e 1477 mm de altura, o Skoda Superb Break passeia-se naturalmente com imponência, associada a uma imagem de galanteria atribuída pelas suas linhas fluídas e definidas, que marcam a longa carroçaria, de inegável apelo estético, com uma silhueta ligeiramente puxada para trás, num laivo coupé sensibilizador. Uma imagem respeitosamente elegante que irá orgulhar o seu proprietário em qualquer parque automóvel. Passado o primeiro contacto, ao abrirmos a porta é-nos oferecido um interior extremamente espaçoso e cómodo. Na traseira, a bagageira de 660l, dará para os pertences de toda a família e mais qualquer coisa…

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Nada a acrescentar

Dotado de um bloco 2.0 TDI, o modelo garante-nos uns progressivos 150 CV que se adequam na perfeição a este Superb Break, permitindo momentos mais vivos, se necessário, e igual comodidade para se desfrutar da viagem em ritmos brandos. A potência é subtilmente transmitida ao eixo dianteiro, através da caixa DSG que é um regalo para quem conduz, podendo-se recorrer às patilhas de volante para a troca de relações.

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À disposição temos cinco modos – Eco; Comfort; Normal; Sport; e Perso. – que nos disponibilizam uma oferta ampla para as necessidades diárias. Uma grande surpresa deste modelo, atendendo às suas dimensões, potência e peso de 1520 kg foram os consumos. No modo Eco, respeitando os limites legais, conseguem-se valores de 5,2 l/100 km, que impressionam.

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O conforto proporcionado pela suspensão é francamente agradável e ameniza mesmo perturbações visualmente mais violentas para a mecânica, que o amortecimento faz por nada parecer ao corpo. Este nível de equipamento Style, mais 4495€ que o Active e 2825€ que o Ambition, acrescenta: os úteis sensores de estacionamento à frente e atrás, principalmente para um modelo destas dimensões; bancos dianteiros – o do condutor com memória – ajustáveis eletricamente; ar condicionado climatronic 3 zonas; estofos em alcântara /pele; dynamic chassis control com driving mode selection; espelhos retrovisores com memória e jantes liga leve de 17” Stratos. O preço de 42.562€ pode fazer-nos hesitar, uma vez ao volante, percebe-se a razão.

Mais: Consumo; Conforto; Espaço
Menos: Preço

Ficha técnica

Motor 4 cil. Em linha, injeção direta, turbo de geometria variável, intercooler 1968 cc
Potência 150 cv/3500-4000 rpm
Binário 1340 Nm/1750-3000 rpm
Transmissão dianteira, caixa auto. DSG de manual de 6 vel.
Suspensão tipo McPherson com molas helicoidais à frente e paralelogramo deformável com molas helicoidais atrás
Travagem DV/D
Peso 1520 kg (c/ condutor 75 kg)
Mala 660l-1950l
Depósito 66l
Vel. Máx. 216 km/h
Aceleração 0 aos 100 km/h 9,0s
Consumo médio 4,6 l/100 km
Consumo médio AutoSport 5,2 l/100 km
Emissões CO2 121 g/km