Ensaio: Toyota Auris Hybrid

By on 11 Novembro, 2016

As políticas de restrição de circulação automóvel nas grandes cidade são cada vez mais comuns e a capital portuguesa, também não foge ao que se vive hoje nas grandes metrópoles mundiais

A pensar naqueles que passam a vida nos grandes centros urbanos, a Toyota não para de colocar no mercado opções híbridas que são verdadeiramente interessantes de ter em linha de conta. A verdade é que inicialmente olhei para o novo Auris Hybrid com algum cepticismo, até porque nunca fui verdadeiramente um amante destas soluções. Contudo, depois de meia dúzia de voltas com ele, cedo percebi que de facto estamos perante uma opção bastante interessante para o dia-a-dia da cidade. A mudança efetuada no controlo da caixa de velocidades CVT trouxe um novo espírito ao Auris Hybrid, especialmente quando o utilizamos no modo Power.

Para além disso a capacidade de aceleração do carro, com 136CV, surpreendeu-me quando na verdade esperava que fosse algo lenta, devido ao espírito imposto pelos híbridos de grande poupança de combustível. Mas a verdade é que a Toyota emagreceu o Auris, retirando-lhe 75 kg face ao modelo anterior, o que ajuda a uma capacidade de aceleração que surpreende o mais incauto. O ‘nervo’ do Auris para se desenvencilhar rapidamente na cidade é de facto uma das maiores surpresas, tal como a facilidade que temos na utilização e gestão do modo elétrico, que funciona durante muito mais tempo do que se pensa inicialmente quando se olha para o painel. Aliás, quando estamos a uma velocidade entre os 50 e os 60 km/h, claramente percebemos que o Auris passa a rodar em modo elétrico.

Em termos de condução, o Auris Hybrid está longe de ser um desafio, mas esqueça se pensa que vai encontrar um carro aborrecido de conduzir, antes pelo contrário, mostra-se bastante competente a curvar, e a direção é bastante suave. Ou seja, estamos perante uma aposta da Toyota onde a competência e a segurança são notas dominantes. No que respeita ao seu interior, o Auris apresenta um espaço razoável, com uma bagageira de 360 litros. A consola central é dotada do novo sistema de infoentretenimento ‘Toyota Touch 2’ que é uma verdadeira janela para o mundo da conectividade. O novo ecrã TFT no painel de instrumentos exige os dados da viagem, comandos de navegação e informações do ‘Toyota Safety Sense’. A marca nipónica fez um esforço para tornar este Auris mais espaçoso e confortável e bem se pode dizer que o conseguiu já que nada foi deixado ao acaso, dos bancos aquecidos ao volante em pele. Se não fosse um tablier com algum plástico a mais estaríamos perante uma revolução perfeita da marca. Apesar disso, é uma solução cheia de garra e bastante económica a a ter em conta por quem se desloca nos grandes centros urbanos.

Ficha Técnica

Motor: Dianteiro transversal 16 válvulas DOHC, VVT-i; 4 cilindros em linha, Gasolina 4 válvulas por cilindro. Injeção direta; 1798 cm3; Potência: 99cv /5000 rpm; Binário:142Nm às 4000 rpm, Motor Eléctrico: Motor síncrono de magneto permanente Potência máxima 60 Kw, Motor eléctrico – Voltagem máxima 650 v; Motor eléctrico – Potência máxima 60 kw; Motor eléctrico – Binário máximo 207 Nm; Bateria híbrida – Tipo Hidretos metálicos de níquel; Bateria – Voltagem (nominal) 201.6 v; Bateria – Capacidade 6.5 Ah; Transmissão: CVT Automática; Vel.Max: 180 Km/h; Peso:1385 Kg; Deposito: 45 litros; Mala: 360 litros, Suspensão: Tipo McPherson à frente e Suspensão traseira Barra de torção / Triângulos sobrepostos Travões: Disco ventilado à frente e Disco atrás; Aceleração 0-100 km/h 10,9s; Consumo médio 3,5 l/100 km; Consumo (AutoSport) 4,0l/100 Km; Emissões CO2 79 gr/km

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