Ensaio: VOLVO XC90 D4 MOMENTUM

By on 15 Maio, 2016

A chegada do motor D4 veio democratizar o Volvo XC90, que se torna um dos SUV de sete lugares de luxo mais em conta no mercado nacional, com uma boa lista de equipamento e opcionais, um motor frugal e um conforto ímpar

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A geração anterior do Volvo XC90 sobreviveu durante muitos anos até ser substituída, culminando no longo desenvolvimento do primeiro carro da marca sueca desde que esta se tornou independente do Grupo Ford e foi adquirida pelos chineses da Geely. Era necessário criar um carro que correspondesse à imagem histórica da Volvo como um símbolo de conforto e segurança, e que servisse como indicador da nova identidade independente da marca. É sempre bom ter um carro novo, mas o que é que isto significa para o condutor do novo XC90? O XC90 chegou recentemente ao mercado como um SUV de luxo de grandes dimensões, contando como apelo principal com a sua excelente habitabilidade. Espaço é coisa que não falta no interior do XC90, com a segunda fila de bancos a oferecer o mesmo nível de conforto de um sofá.

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O espaço para as pernas é a primeira coisa que salta à vista, mas o espaço para os ombros e para a cabeça também são impressionantes, especialmente quando três pessoas estão sentadas. Mesmo a terceira fila de bancos, que praticamente não é mais que um assento de recurso, permite transportar duas crianças sem grandes perdas de conforto. Nos bancos da frente, há a destacar a excelente ergonomia, com um ecrã ativado por toque na consola central, que responde a comandos como se fosse um smartphone, deslizando o dedo pelo ecrã. Este ecrã permite acessibilidade fácil, com uma habituação rápida para descobrir mum truque ou outro, mas rapidamente se descobre que é fácil aceder a qualquer comando. Com a terceira fila de bancos rebatida, a bagageira ultrapassa facilmente os 1800 litros de capacidade, o que é um valor excelente quando comparado a qualquer carrinha executiva, mas já fica abaixo de alguns modelos mais recentes, que beneficiam de uma carroçaria mais comprida para conseguir arrumar mais algumas malas. Seja como for, o Volvo XC90 tem uma versão de base movida a gasóleo mais acessível ao público, graças à chegada do motor Drive-E 2.0 de 190 cv, na versão D4. Esta motorização permite aceder ao SUV topo de gama da Volvo por um preço pouco acima dos 60 mil euros, na versão Kinetic, mas a variante mais interessante em termos de equipamento é a Momentum, que sobe para pouco mais de 65 mil euros, mas é bem mais barata que a concorrência de outras marcas. O nível de equipamento já é mais do que aceitável, mas para acrescentar alguns extras como cruise control adaptativo, bancos aquecidos, luzes LED ou sistema de navegação, é preciso jogar um pouco com os pacotes de opcionais, resultando numa adição ao cheque que pode ir até aos 5000 ou 6000 euros.

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POTÊNCIA SUFICIENTE
O motor D4 é a versão mais recente a ser introduzida no Volvo XC90. Com esta variante, que usa o mesmo motor 2.0 de quatro cilindros que é quase omnipresente na gama da Volvo, o SUV sueco tem 190 cv de potência, um pouco além dos valores atingidos pelos modelos mais potentes da concorrência. Aliás, tendo em conta que o carro pesa mais de duas toneladas, há motivo para desconfiar das capacidades deste propulsor. Para nossa surpresa, mesmo com no peso elevado, nunca se nota falta de força, com uma aceleração rápida desde rotações baixas, para isso contribuindo também a caixa automática de oito relações, que tem uma tendência para trocar de mudança de modo algo afoito. Esta programação da caixa serve, essencialmente, para manter os consumos sob controlo, já que a Volvo anuncia um valor concorrencial, e na realidade este não é muito elevado, com um consumo médio que mal passa dos sete litros. Apesar de ser um SUV, o XC90 está disponível de série com tração dianteira com o motor D4. Mas este tipo de carros já não serve, obviamente, para fazer verdadeiro todo-o-terreno. Aliás, a suspensão do XC90 é um excelente exemplo de como usar a engenharia para maximizar o conforto, absorvendo facilmente todas as agruras da estrada. O desenho da suspensão dianteira, com triângulos duplos sobrepostos, também ajuda a manter um excelente nível de estabilidade a curvar, contrariando a tendência natural de um veículo com um centro de gravidade de adornar em curva. Para os ocupantes do carro, é como se não existissem forças centrífugas. E é esta preocupação com o conforto, mais que o preço inferior ao da concorrência, que se torna a verdadeira arma de ataque deste XC90.

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Preço base: 65 623 €

Motor: Diesel, 4 cil., 16 v., common-rail biturbo,  1969 cm3
Potência: 190 cv/4250 rpm
Binário 400 N.m./1750-2500 rpm
Transmissão dianteira: Dian., cx. Auto. 8 vel.
Suspensão: Triângulos duplos À frente e eixo integral atrás
Travagem: DV/DV
Peso: 2050 kg
Mala: 1868 l
Depósito: 71 l
Vel. Max.: 205 km/h
Aceleração o aos 100 km:  9,2s
Consumo médio: 5.2 l/100 km
Consumo médio AutoSport: 7.2 l
Emissões CO2: 136 g/km