Ford Fiesta ST-Line 1.0 EcoBoost 95 cv – Ensaio Teste

By on 30 Novembro, 2020

Ford Fiesta ST-Line 1.0 EcoBoost 95 cv – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Imagem desportiva com motor mais racional

O Ford Fiesta, no mercado desde 2017, está a sofrer a pressão de todas as atualizações que existem atualmente no segmento dos utilitários. Rodeado por novos Clio, 208 e Corsa, tem a difícil tarefa de se manter atrativo para os clientes. Testámos o Fiesta com o nível de equipamento mais desportivo, ST-Line, e o motor mais acessível da gama, o 1.0 EcoBoost de 95 cavalos. Será a escolha mais indicada?


Mais:

Dinâmica; imagem; condução.

Menos:

Começa a acusar a idade; bagageira.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Começando pelo exterior, tal como indica o título, tem o equipamento ST-Line que confere uma imagem mais agressiva face ao Fiesta base. Destaque para os para-choques específicos e uma asa traseira de dimensões generosas. De um modo geral é uma versão aproximada ao mais potente da gama, ST, mas com características mais contidas. A “cereja no topo do bolo” são as jantes de 17 polegadas ST-Line. 

Interior

Interior (7/10) Passando para o habitáculo, o principal destaque é a inclusão de detalhes claramente desportivos. Uma das coisas que salta rapidamente à vista é o punho metálico da caixa manual e um volante recortado com pespontos a vermelho que transmitem ao condutor a sensação de conduzir um “quase” desportivo. Os bancos são confortáveis e garantem um bom apoio lateral em curvas mais apressadas. Porém, a posição de condução é ligeiramente elevada, um detalhe que deve ser sentido por pessoas com altura superior a 1.80 m. Seja como for, o espaço é bom nos bancos dianteiros e atrás está em linha com o apresentado pelos rivais. Quanto à bagageira, temos 311 litros disponíveis, o que fica bem atrás do líder do segmento, Renault Clio (391 litros).

Ao nível tecnológico apresenta soluções semelhantes ao “irmão” Focus, desde o painel de instrumentos, que conjuga o digital com analógico, ao sistema de infotainment SYNC 3 que é transmitido pelo ecrã central de 6,5 polegadas. Este mostrou-se suficiente numa utilização diária, mas já começa a ser demasiado simples quando comparado com os mais recentes concorrentes do segmento. O Fiesta é um dos “veteranos” nos utilitários e um dos pontos em que as evoluções da indústria automóvel são mais sentidas é no capítulo tecnológico.

Equipamento

Equipamento (7/10) Sendo o já referido nível de equipamento ST-Line, o Fiesta recebe grelha e para-choques exclusivos desta versão. Para além disso, está equipado de série com saída de escape em acabamento cromado, sistema de infotainment Sync 3, pedais em alumínio, bancos desportivos com ajuste lombar no caso do condutor e com regulação manual do banco em quatro posições. Na lista de opcionais da unidade ensaiada, destaque para a cor “Desert Island Blue” (393€), spoiler traseiro (124€), revestimento dos bancos a couro com inserções a vermelho (455€), vidros traseiros escurecidos (99€), sistema de navegação (290€), a muito necessária roda suplente (99€) e o pacote de segurança Premium (1116€). Este último acrescenta cruise control adaptativo, sistema de aviso de saída de faixa, assistência de pré-colisão, reconhecimento de sinais de trânsito, alerta ao condutor, faróis com máximos automáticos, proteção das portas, câmara traseira, sistema de estacionamento automático e sistema de deteção de ângulo morto. 

Consumos

Consumos (7/10) No capítulo dos consumos, os valores não são muito distantes dos anunciados pela marca. Aqui no AutoMais conseguimos realizar uma média de 5,5 l/100 km numa utilização normal, valor esse que sobe para perto dos 7 l/100 km caso o trajeto seja maioritariamente no para-arranca da cidade. Caso “puxe” pelos 95 cavalos do Fiesta, vai perceber que os valores sobem com relativa facilidade. 

Ao volante

Ao volante (9/10) Tal como a imagem desportiva ST-Line indica, é na condução que encontramos os principais argumentos do Ford Fiesta. O utilitário tem um dos melhores chassis do mercado e isso é bastante evidente. Numa condução diária apresenta-se como um carro estável e confortável, mas se tiver num dia mais “apressado” saiba que pode contar com um veículo capaz de oferecer uma condução divertida graças a uma afinação de suspensão equilibrada e uma direção rápida e precisa.

Concorrentes

Renault Clio RS Line TCe 100 – Motor: 1.0 TCe com caixa manual de cinco velocidades; potência: 100 cavalos; consumo declarado: 5,3 l/100 km; preço base: 20 050€

Peugeot 208 GT 1.2 Puretech – Motor: 1.2 Puretech com caixa manual de seis velocidades; potência: 100 cavalos; consumo declarado: 5,3 l/100 km; preço base: 20 840€

Volkswagen Polo Confortline 1.0 TSI – Motor: 1.0 TSI com caixa manual de cinco velocidades; potência: 95 cavalos; consumo declarado: 5,3 l/100 km; preço base: 19 721€

Opel Corsa GS-Line 1.2 – Motor: 1.2 com caixa manual de seis velocidades; potência: 100 cavalos; consumo declarado: entre 5,3 e 6,1 l/100 km; preço base: 19 660€

Hyundai i20 Style 1.0 T-GDi – Motor: 1.0 T-GDi com caixa manual de seis velocidades; potência: 100 cavalos; consumo declarado: 5,4 l/100km; preço base: 17 806€

Motor

Motor (8/10) Neste ensaio contamos com o motor 1.0 Ecoboost de 95 cavalos. Apesar do que os números podem indicar, esta solução é mais do que suficiente para impulsionar o pequeno utilitário. É capaz de garantir ritmos elevados, apesar de ser necessário explorar toda a rotação, mas ao mesmo tempo ser contido em consumos. Para além disso, encontra-se entre os 90 e 115 cavalos, valores de potência muito utilizados e populares no segmento de utilitários. 

Balanço final

Balanço Final (8/10) Em suma, o Ford Fiesta começa a acusar a idade em alguns capítulos, como na tecnologia, mas faz-se valer por um dos melhores chassis do segmento. Se o objetivo é um carro de utilização diária para levar do ponto A ao ponto B, o motor 1.0 de 95 cavalos é mais do que suficiente e, muito provavelmente, a escolha certa. Mas se preferir alguma “pimenta” ao pisar o acelerador tem sempre o mesmo bloco com 125 cv ou o “todo poderoso” ST com 200 cavalos. Contudo, saiba que isso vai sair mais caro no preço final e nas contas de combustível ao final do mês.

Ficha técnica

Motor Tipo: 3 cilindros em linha, injeção direta, turbo, intercooler, gasolina; Cilindrada (cm3): 998; Diâmetro x Curso (mm): nd.; Taxa de Compressão: nd.; Potência máxima (CV/rpm): 95/6000; Binário máximo (Nm/rpm): 170/entre as 1400 e as 4500; Transmissão: manual de seis velocidades; Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente; Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson/eixo de torção; Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 10,9; Velocidade máxima (km/h): 180; Consumo misto (l/100 km): 5,1; Emissões CO2 (gr/km): 117; Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4065/1735/1466; Distância entre eixos (mm): 2493; Largura de vias (fr/tr mm): 1513/1476; Peso (kg): 1164; Capacidade da bagageira (l): 311; Deposito de combustível (l): 42; Pneus (fr/tr): 205/45 R17

Preço da versão ensaiada (Euros): 22811€
Preço da versão base (Euros): 20235€