Honda Jazz X-Road 1.3 i-VTEC – Ensaio Teste

By on 25 Maio, 2018

Honda Jazz X-Road 1.3 i-VTEC 102 cv

 Texto: André Duarte

Laivo aventureiro

A Honda apresentou a versão X-Road da mais recente atualização do Jazz no Salão de Genebra deste ano. Agora tivemos oportunidade de a conhecer, na única motorização disponível, 1.3l a gasolina com 102 cv.

Nota: à exceção da foto de abertura, as demais são do modelo normal, em tudo idêntico, à exceção dos contornos em plástico, jantes de 16” e pintura cinzento metalizado na zona inferior dos pára-choques dianteiro e traseiro.

Mais:

Detalhes exteriores X-Road / equipamento / espaço interior

 

Menos:

Resposta do motor / escalonamento da caixa

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motorizações e versões
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

A versão X-Road confere ao Jazz um laivo de urbano aventureiro. No geral, o modelo mantém as suas valências, mas é apimentado por alguns pormenores distintivos, alusivos aos universos SUV/crossover. Especificamente falamos de

aplicações em preto em volta das cavas das rodas e saias laterais e da pintura cinzento metalizado na zona inferior dos pára-choques dianteiro e traseiro. Específico da versão são também as capas de espelho em preto e jantes de liga leve de 16 polegadas. Pormenores que no conjunto conferem um visual mais sugestivo face ao Jazz normal.

Interior

No interior mantém as características já conhecidas do modelo. É espaçoso, e, segundo a marca, o melhor do segmento. Os materiais  geram agrado, e apenas a estética do ecrã de 7” embutido no tablier deixa a desejar em relação a tudo o resto. As aplicações cromadas e em preto brilhante dão um toque elegante ao habitáculo, assim como os tapetes específicos com logo alusivo à versão. Nos lugares traseiros a sensação de espaço mantém-se. Os bancos, à exceção do lugar do meio, mais rijo, são confortáveis. Rebatem na proporção 60:40 e permitem a bagageira de 354l chegar aos 1314l.

Os locais de arrumação são agradáveis, assim como alguns pormenores: tomada de 12 V, entrada HDMI e USB  na consola central; entrada USB e de 12 V sob o apoio de braços entre os bancos dianteiros, sendo estes aquecidos.

O já referido ecrã tátil de 7” no centro do tablier aloja o sistema de infotainment Honda Connect. Este permite-nos aceder a: navegação; telefone; áudio; defenições e informações do veículo; Honda App Center.

Equipamento

Em termos de equipamento, a versão X-Road vem naturalmente bem fornecida: cruise control; bancos aquecidos; faróis automáticos; sistema de travagem ativa em cidade; câmara de estacionamento traseiro; sistema de acesso e arranque sem chave; avisador de colisão frontal; avisador de saída de faixa; avisador de saída de estrada; sistema de reconhecimento de sinais de trânsito.

Consumos

Os consumos situam-se perto dos anunciados 5,2l, o que é uma mais valia. Falamos de registos de 5,4l numa condução serena e dentro da legalidade.

Ao volante

O Honda Jazz X-Road surge equipado com um motor 1.3l a gasolina a debitar 102 cv. Estes revelam-se de forma humilde ao invés da disponibilidade e prontidão que gostaríamos para uma proposta de 102 cv para 1073 kg de peso. Já o facto de estarmos perante um motor de 4 cilindros atmosférico pode exigir algum tato e sensibilidade extras ao condutor, dado a esmagadora maioria dos concorrentes a gasolina surgirem com motorizações de 3 cilindros, que têm necessariamente a sua diferença ao volante, com outro fôlego pela resposta do turbo.

A caixa de seis velocidades apresenta um escalonamento de pendor longo em demasia para uma proposta que se prevê maioritariamente para uma utilização em trajeto urbano, algo que obriga a puxar por cada relação, que só acima das 3000 rpm encontram a faixa de utilização ideal. Situação devidamente audível no habitáculo.

Numa condução sem grandes pressas no quotidiano, para ritmos brandos e/ou moderados, o Jazz cumpre. Porém, a resposta do bloco leva-nos a ter alguns cuidados em antecipar ultrapassagens ou recuperações, fruto de um bloco que nos garante 123 Nm de binário máximo às 5000 rpm e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 11,4s, que não convida a grandes emoções. Mas este também não é o seu propósito. É sim o de garantir uma companhia capaz na deslocação diária. E isso é cumprido. A suspensão é confortável e permite-nos abordagens agradáveis em curva. Tratando-se de um citadino, reage a rigor, assim como a direção e travões. No geral, o modelo é muito perceptível em estrada.

Concorrentes

Neste caso cabe ressalvar que apresentamos propostas do mesmo segmento, sendo que a sua aproximação à versão ensaiada é por partilharem esse mesmo ‘berço’. Dado o Honda Jazz do presente ensaio ser a versão X-Road, os concorrentes em questão não são diretos, tanto nas características estéticas, como pelas diferenças ao nível da potência e caixa de velocidades:

Hyundai i20 1.0 T-Gdi LED com 100 cv e caixa manual de 5 velocidades por 18.095€

Renault Clio Energy TCe com 90 cv e caixa manual de 5 velocidades por 18.560€

Seat Ibiza 1.0 TSI Xcellence com 95 cv e caixa manual de 6 velocidades por 19.173€

Volkswagen Polo 1.0 TSI Confortline com 95 cv e caixa manual de 5 velocidades por 18.180€

Motorizações e versões

O Honda Jazz X-Road está apenas disponível com a motorização do presente ensaio, 1.3l i-VTEC de 102 cv alocada a uma caixa manual de 6 relações ou CVT. Já o Jazz ‘normal’ conta também com um bloco 1.5l i-VTEC com 130 cv e ambas as opções de caixa. Aqui os níveis de equipamento disponíveis são quatro: Trend; Comfort; Elegance; Dynamic. A versão de entrada surge com o nível de equipamento Trend e o bloco 1.3l i-VTEC associado a uma caixa manual de 6 relações por 18.300€.

Balanço final

A versão X-Road confere ao Honda Jazz pormenores estéticos que lhe dão um cunho mais off road. Ainda que estes sejam discretos, são o suficiente para nos fazer sentir ter um Jazz com algum ‘extra’ diferenciador. No fundo, dotá-lo de um estilo ainda mais jovem e urbano. Em estrada, é uma proposta equilibrada, que cumpre o propósito de utilização, ainda que o seu motor não prima pela desenvoltura de resposta. No global, é um modelo que satisfaz numa utilização quotidiana, em que procuremos deslocar-nos do ponto A para o ponto B sem grandes exigências no pedal do acelerador.

Ficha técnica

Motor

Tipo – gasolina, 4 cil. em linha injeção direta, turbo, intercooler

Cilindrada (cm3) – 1318

Diâmetro x curso (mm) – 73,0 x 78,7

Taxa de compressão – 13,5:1

Potência máxima (cv/rpm) – 102/6000

Binário máximo (Nm/rpm) – 123/5000

Transmissão e direcção – dianteira, transmissão manual de 6  velocidades; pinhão cremalheira com assistência elétrica

Suspensão (fr/tr) – Tipo McPherson com molas helicoidais à frente e eixo de torção com molas helicoidais atrás

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 11,4s

Velocidade máxima (km/h) – 190 km/h

Consumos Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) – 4,6/6,3/5,2

Emissões de CO2 (g/km) – 116

Dimensões e pesos 

Comp./largura/altura (mm) –  4028/1694/1525

Distância entre eixos (mm) – 2530

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1483/1472

Travões (fr/tr) – Discos ventilados/Discos

Peso (kg) – 1073

Capacidade da bagageira (l) – 354 até 1314 (c/ bancos traseiros rebatidos)

Capacidade do depósito (l) – 40

Pneus (fr/tr) – 185/65 R16

Preço da versão base (Euros): 23300€

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