Hyundai i10 1.0 T-GDi N-Line – Ensaio Teste

By on 5 Janeiro, 2021

Hyundai i10 1.0 T-GDi N-Line – Ensaio Teste

Texto: João Isaac

Bem mais quente, mas sem queimar

Um dos nossos citadinos preferidos, o Hyundai i10, recebeu um novo motor 1.0 Turbo, agora o mais potente da gama, bem como, nesta nova versão, vários elementos que lhe dão um aspeto mais agressivo. O Hyundai i10 N-Line passa assim a ser uma das opções mais despachadas do cada vez mais pequeno segmento dos pequenos automóveis de cidade.


Mais:

Habitabilidade; preço e garantia; “pulmão” adicional do motor e tato da caixa de velocidades.

Menos:

Consumo; assistente de faixa de rodagem muito interventivo; ágil, mas pouco divertido.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Sem querer dar demasiado nas vistas, o i10 N-Line veste um fato claramente mais desportivo do que o das versões mais vulgares. Os para-choques são específicos, assim como o desenho da iluminação diurna, agora mais agressiva. As jantes são de 16 polegadas e ainda na lateral destaca-se o lettering “i10” em vermelho, no terceiro pilar, acentuando os contrastes desta versão mais desportiva. Atrás, o escape ganha também uma saída dupla.

Interior

Interior (8/10) Visualmente, no habitáculo, o N-Line utiliza também alguns elementos específicos, como o pesponto vermelho nos bancos, volante e caixa de velocidades, esta última com um punho metálico com o logótipo N, talvez o elemento mais desportivo do interior desta versão do mais pequeno dos Hyundai. Mas mesmo sendo o mais pequeno, voltámos a ficar impressionados com o espaço disponível no banco traseiro, centímetros que chegam bem para quatro passageiros de estatura até 1,8 metros e uma bagageira que, com cerca de 250 litros, não vai impor qualquer limitação numa utilização diária ou até mesmo numas férias a dois.

Equipamento

Equipamento (8/10) Quanto a equipamento, este i10 N-Line tem tudo aquilo que um condutor pode desejar numa proposta de segmento A. Não lhe falta o ar condicionado, um infotainment com display tátil com 8” e com compatibilidade com Android Auto e Apple Car Play, bem como outros elementos apontados à segurança. São disso exemplo o sistema de manutenção na faixa de rodagem e a travagem autónoma de emergência.

Consumos

Consumos (6/10) No que diz respeito a consumo, o pequeno 1.0 T-GDi podia ter sido ligeiramente mais comedido durante o nosso ensaio. A Hyundai declara uma média de consumo misto de 5,2 litros/100 km, mas no dia em que o devolvemos nas instalações da marca coreana, o computador de bordo mostrava 6,2 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (7/10) O N-Line mantém inalteradas as capacidades de citadino de um mais comum i10, mostrando-se à altura das exigências da cidade, sempre ágil e compacto, facilitando na hora de fintar o trânsito ou de estacionar em qualquer canto. A boa visibilidade e posição de condução merecem igualmente ser destacadas. Quando o ritmo sobe, pois esse é objetivo desta versão N-Line, trazer mais emoção aos cerca de 3,7 metros de comprimento do i10, não se espere aqui encontrar um puro e mini hot hatch. A resposta do motor é convincente, bem como o tato da caixa manual de 5 velocidades (bastante bom, na verdade), mas o comportamento, embora ágil e seguro, não chegará, certamente, para entreter quem procura um citadino mais focado na emoção, mais radical. Isto apesar da maior rigidez da suspensão, que continua, no entanto, bem adaptada a piso menos simpático para o pequeno Hyundai.

Concorrentes

KIA Picanto 1.0 T-GDi GT Line, 998 cc, gasolina, 100 cv, 172 Nm; 0-100 km/h em 10,3 seg,; 180 km/h; 5,2 l/100 km; 118 gr/km de CO2; desde 15.180 euros

Motor

Motor (7/10) O motor 1.0 T-GDi que agora chega à gama i10, surge nesta versão N-Line na sua configuração de 100 cavalos e 172 Nm combinado com uma transmissão manual de cinco velocidades, de tato convincente, como referido anteriormente, mas com relações muito longas. Juntos, levam o N-Line dos 0 aos 100 km/h em 10,5 segundos e até uma velocidade máxima de 185 km/h.

Balanço final

Balanço final (7/10) É importante voltar a frisar que não estamos na presença de um puro modelo N. Este i10 é sim um N-Line, uma versão mais desportiva, mas que não o quer ser na totalidade. Mantém por isso inalteradas as suas capacidades citadinas, mas adiciona à oferta um motor turbo com muito mais pulmão do que o modelo estava habituado a receber. Pode até não ter o desempenho mais recompensador de um Volkswagen Up! GTI, mas a habitabilidade continua em grande destaque, assim como a garantia de 7 anos e um muito apelativo preço final de 17 100 euros.

Ficha técnica

Motor Tipo: 3 cilindros em linha, injeção direta, gasolina, turbo Cilindrada (cm3): 998 Diâmetro x Curso (mm): 71 x 84 Taxa de Compressão: 10:1 Potência máxima (CV/rpm): 100/4500 Binário máximo (Nm/rpm): 172/1500 Transmissão: manual de 5 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson/barra de torção Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 10,5 Velocidade máxima (km/h): 185 Consumo misto (l/100 km): 5,2 Emissões CO2 (gr/km): 119 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 3675/1680/1483 Distância entre eixos (mm): 2425 Largura de vias (fr/tr mm): 1467/1478 Peso (kg): n.d. Capacidade da bagageira (l): 252 Deposito de combustível (l): 36 Pneus (fr/tr): 195/45 R16 Preço da versão base (Euros): 17.100 Preço da versão ensaiada (Euros): 17.100

Preço da versão ensaiada (Euros): 17100€
Preço da versão base (Euros): 17100€