Jaguar F-Pace P400e PHEV R-Dynamic – Ensaio Teste

By on 15 Fevereiro, 2022

O melhor de três mundos

Um visual desportivo e requintado de felino num formato familiar de SUV, passa agora também a incluir a tecnologia híbrida plug-in misturando o melhor de três mundos. A imagem dos novos modelos da Jaguar tem melhorado de dia para dia e mesmo o maior dos seus SUV consegue agora um visual mais desportivo, depois desta atualização estética que inclui o nível de equipamento R-Dynamic. A maior das novidades, no entanto, está na presença do sistema híbrido plug-in, que combina uma motorização de dois litros a gasolina, com um motor elétrico capaz de nos transportar ao longo da semana. E em conjunto, tudo funciona ainda melhor.

Texto: André Mendes


Mais:

– Conforto
– Espaço
– Sistema híbrido

Menos:

– Preço
– Equipamento

Exterior

7/10

Com o nível de equipamento SE e o pacote de equipamento R-Dynamic, o Jaguar F-Pace fica desprovido de cromados e outros detalhes mais requintados, sendo todos eles elementos substituídos pelo tom preto brilhante na grelha dianteira, nas molduras das janelas, nos mais variados frisos e até nas letras que identificam a marca, o modelo e a versão desta unidade. Além disso, as jantes de 20 polegadas também recebem o mesmo tom escuro brilhante, deixando que tudo isto faça sobressair da melhor forma o tom cinzento escolhido para a carroçaria. Além disso, os ajustes estéticos mais recentes deste modelo nas óticas dianteiras e traseiras também o deixaram um pouco mais desportivo e tecnológico, o que melhorou bastante o visual de todo o conjunto.

Interior

7/10

Sentados ao volante do F-Pace, uns centímetros acima do que é habitual, ficamos num ambiente cativante, que não se destaca por ideias mais arrojadas e fora do comum, mas que nos deixa confortáveis e envoltos num clima mais requintado. E silencioso, muito silencioso. O lado mais tecnológico deste modelo começa no painel de instrumentos totalmente digital e no enorme monitor da consola central, ligeiramente curvo e destacado do tablier, mas com um grafismo moderno e uma interface que só não é mais simples de utilizar pela quantidade de funções que inclui.

A posição de condução é muito boa e totalmente ajustável através das diversas regulações elétricas do assento e da coluna da direção e o espaço disponível é bastante amplo, seja para quem se senta na frente ou para quem viaja nos lugares traseiros. O espaço mais comedido é mesmo o da bagageira que, devido ao posicionamento da bateria de 17,1 kWh do sistema híbrido, se viu forçada a abdicar de mais de 150 litros de capacidade. Além disso, o formato de rampa na zona mais exterior não ajuda a arrumar pequenos objetos, mas, em compensação, há um pequeno alçapão para os guardar a todos.

Equipamento

6/10

Se estacionarmos o F-Pace e começarmos a descobrir a quantidade de sistemas e funções existentes no monitor central, fica garantido que vamos ficar aqui sentados durante algum tempo. Começando pela configuração do telefone através do Apple CarPlay ou Android Auto, mas passando de imediato para as inúmeras visualizações das camaras do sistema de 360 graus, o monitor central revela uma enorme qualidade e facilidade de utilização. E depois, podemos configurar o modo de condução mais desportivo, ao qual não falta um cronómetro e um medidor de forças G, mas também explorar o que nos permite efetuar uma condução mais económica ou as definições do lado elétrico do sistema híbrido. E tudo isto, ao mesmo tempo que usamos o sistema de som da Meridian.

Consumos

6/10

Usando apenas o motor elétrico sempre que possível, torna-se uma espécie de jogo ver durante quanto tempo conseguimos circular em cidade com a média de consumo nos 0,0 litros para cada 100 quilómetros. A potência de 143 cavalos é suficiente para circular pela cidade num ritmo convencional e mesmo que o motor de combustão vá acordando de vez em quando, é possível ir mantendo a média ligeiramente acima dos dois litros. Apesar disto, a autonomia em torno dos 53 km não dura para sempre e assim que a eletricidade começa a falar é o motor de combustão que fala mais alto. E neste caso, o computador de bordo não se coíbe de nos mostrar valores próximos dos oito litros.

Ao Volante

7/10

Os quatro modos de condução disponíveis têm a missão de personalizar a experiência de condução, mas confessamos que em 80% do tempo acabamos por usar o Confort, pré-definido assim que ligamos o F-Pace e também o que acaba por gerir o sistema híbrido de uma forma quase automática. E na percentagem restante, estão os momentos em que selecionamos o modo mais desportivo, com o objetivo de melhorar a resposta ao pedal direito e a agilidade das quase 2,2 toneladas deste F-Pace, ao mesmo tempo que o sistema de som nos oferece uma sonoridade mais envolvente e desportiva nas acelerações.

Motor

7/10

Além do motor elétrico de 143 cavalos que é mais adequado para uma utilização diária e de preferência na cidade e arredores, a versão híbrida plug-in do F-Pace ainda inclui um bloco de dois litros a gasolina, com quatro cilindros capaz de contribuir para uma potência conjunta do sistema acima dos 400 cavalos. E quando tudo isto funciona em conjunto, o F-Pace parece ficar mais ágil e nem nos lembramos do peso. Até porque o sistema de travagem lá se vai aguentando sem queixar muito dos abusos.

Balanço Final

7/10

As versões híbridas plug-in continuam a parecer ser a melhor solução para o momento em que vivemos, uma vez que não nos obrigam a uma mudança radical de mentalidade, mas já nos colocam em contacto direto com este novo mundo eletrificado. E no caso do F-Pace PHEV, é mesmo possível ir usando o sistema elétrico durante o dia e ter um motor convencional para distâncias maiores. A maior “desvantagem”, é que esta dose de elegância e tecnologia inclui quase oito mil euros de opcionais, o que deixa o preço final da unidade ensaiada muito próximo dos 98 mil euros. Mas lá que é um conjunto muito cativante, disso não há dúvida.

Concorrentes

Audi Q5 50 TFSIe quattro S line – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 265; Autonomia elétrica: 56-62 km: Consumo combinado: 1,9-1,8 l/100 km; Preço: 71.592 €

BMW X3 xDrive 30e Pack M – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 292 cv; Autonomia elétrica: 51-55 km; Consumo combinado: 2,4-2,1 l/100 km; Preço: 69.400 €

Mercedes-Benz GLC 300e 4Matic AMG Line – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 320 cv; Autonomia elétrica: 45 km; Consumo combinado: 2 l/100 km; Preço: 73.433 €

Ficha Técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.997
Potência máxima (CV/rpm): 404/5500
Binário máximo (Nm/rpm): 640/1500-4400
Tração: Integral
Transmissão: Automática ZF de oito velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 5,3
Velocidade máxima (km/h): 240
Consumos misto (l/100 km): 2,2
Emissões CO2 (gr/km): 49

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4762/2071/1670
Distância entre eixos (mm): 2874
Largura de vias (fr/tr mm): 1648/1666
Peso (kg): 2.189
Carga útil (kg): n.d.
Deposito de combustível (l): 69
Pneus (fr/tr): 255/50 R20 109W

Preço da versão ensaiada (Euros): 97 752€
Preço da versão base (Euros): 89.908 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Com o nível de equipamento SE e o pacote de equipamento R-Dynamic, o Jaguar F-Pace fica desprovido de cromados e outros detalhes mais requintados, sendo todos eles elementos substituídos pelo tom preto brilhante na grelha dianteira, nas molduras das janelas, nos mais variados frisos e até nas letras que identificam a marca, o modelo e a versão desta unidade. Além disso, as jantes de 20 polegadas também recebem o mesmo tom escuro brilhante, deixando que tudo isto faça sobressair da melhor forma o tom cinzento escolhido para a carroçaria. Além disso, os ajustes estéticos mais recentes deste modelo nas óticas dianteiras e traseiras também o deixaram um pouco mais desportivo e tecnológico, o que melhorou bastante o visual de todo o conjunto.

Interior

Sentados ao volante do F-Pace, uns centímetros acima do que é habitual, ficamos num ambiente cativante, que não se destaca por ideias mais arrojadas e fora do comum, mas que nos deixa confortáveis e envoltos num clima mais requintado. E silencioso, muito silencioso. O lado mais tecnológico deste modelo começa no painel de instrumentos totalmente digital e no enorme monitor da consola central, ligeiramente curvo e destacado do tablier, mas com um grafismo moderno e uma interface que só não é mais simples de utilizar pela quantidade de funções que inclui.

A posição de condução é muito boa e totalmente ajustável através das diversas regulações elétricas do assento e da coluna da direção e o espaço disponível é bastante amplo, seja para quem se senta na frente ou para quem viaja nos lugares traseiros. O espaço mais comedido é mesmo o da bagageira que, devido ao posicionamento da bateria de 17,1 kWh do sistema híbrido, se viu forçada a abdicar de mais de 150 litros de capacidade. Além disso, o formato de rampa na zona mais exterior não ajuda a arrumar pequenos objetos, mas, em compensação, há um pequeno alçapão para os guardar a todos.

Equipamento

Se estacionarmos o F-Pace e começarmos a descobrir a quantidade de sistemas e funções existentes no monitor central, fica garantido que vamos ficar aqui sentados durante algum tempo. Começando pela configuração do telefone através do Apple CarPlay ou Android Auto, mas passando de imediato para as inúmeras visualizações das camaras do sistema de 360 graus, o monitor central revela uma enorme qualidade e facilidade de utilização. E depois, podemos configurar o modo de condução mais desportivo, ao qual não falta um cronómetro e um medidor de forças G, mas também explorar o que nos permite efetuar uma condução mais económica ou as definições do lado elétrico do sistema híbrido. E tudo isto, ao mesmo tempo que usamos o sistema de som da Meridian.

Consumos

Usando apenas o motor elétrico sempre que possível, torna-se uma espécie de jogo ver durante quanto tempo conseguimos circular em cidade com a média de consumo nos 0,0 litros para cada 100 quilómetros. A potência de 143 cavalos é suficiente para circular pela cidade num ritmo convencional e mesmo que o motor de combustão vá acordando de vez em quando, é possível ir mantendo a média ligeiramente acima dos dois litros. Apesar disto, a autonomia em torno dos 53 km não dura para sempre e assim que a eletricidade começa a falar é o motor de combustão que fala mais alto. E neste caso, o computador de bordo não se coíbe de nos mostrar valores próximos dos oito litros.

Ao volante

Os quatro modos de condução disponíveis têm a missão de personalizar a experiência de condução, mas confessamos que em 80% do tempo acabamos por usar o Confort, pré-definido assim que ligamos o F-Pace e também o que acaba por gerir o sistema híbrido de uma forma quase automática. E na percentagem restante, estão os momentos em que selecionamos o modo mais desportivo, com o objetivo de melhorar a resposta ao pedal direito e a agilidade das quase 2,2 toneladas deste F-Pace, ao mesmo tempo que o sistema de som nos oferece uma sonoridade mais envolvente e desportiva nas acelerações.

Concorrentes

Audi Q5 50 TFSIe quattro S line – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 265; Autonomia elétrica: 56-62 km: Consumo combinado: 1,9-1,8 l/100 km; Preço: 71.592 €

BMW X3 xDrive 30e Pack M – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 292 cv; Autonomia elétrica: 51-55 km; Consumo combinado: 2,4-2,1 l/100 km; Preço: 69.400 €

Mercedes-Benz GLC 300e 4Matic AMG Line – Motor: Quatro cilindros, turbo, a gasolina; 320 cv; Autonomia elétrica: 45 km; Consumo combinado: 2 l/100 km; Preço: 73.433 €

Motor

Além do motor elétrico de 143 cavalos que é mais adequado para uma utilização diária e de preferência na cidade e arredores, a versão híbrida plug-in do F-Pace ainda inclui um bloco de dois litros a gasolina, com quatro cilindros capaz de contribuir para uma potência conjunta do sistema acima dos 400 cavalos. E quando tudo isto funciona em conjunto, o F-Pace parece ficar mais ágil e nem nos lembramos do peso. Até porque o sistema de travagem lá se vai aguentando sem queixar muito dos abusos.

Balanço final

As versões híbridas plug-in continuam a parecer ser a melhor solução para o momento em que vivemos, uma vez que não nos obrigam a uma mudança radical de mentalidade, mas já nos colocam em contacto direto com este novo mundo eletrificado. E no caso do F-Pace PHEV, é mesmo possível ir usando o sistema elétrico durante o dia e ter um motor convencional para distâncias maiores. A maior “desvantagem”, é que esta dose de elegância e tecnologia inclui quase oito mil euros de opcionais, o que deixa o preço final da unidade ensaiada muito próximo dos 98 mil euros. Mas lá que é um conjunto muito cativante, disso não há dúvida.

Ficha técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.997
Potência máxima (CV/rpm): 404/5500
Binário máximo (Nm/rpm): 640/1500-4400
Tração: Integral
Transmissão: Automática ZF de oito velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 5,3
Velocidade máxima (km/h): 240
Consumos misto (l/100 km): 2,2
Emissões CO2 (gr/km): 49

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4762/2071/1670
Distância entre eixos (mm): 2874
Largura de vias (fr/tr mm): 1648/1666
Peso (kg): 2.189
Carga útil (kg): n.d.
Deposito de combustível (l): 69
Pneus (fr/tr): 255/50 R20 109W

Preço da versão ensaiada (Euros): 97 752€
Preço da versão base (Euros): 89.908 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 97.752€
Preço da versão base (Euros): 89.908€