Kia Sportage 1.6 T-GDi HEV – Ensaio Teste

By on 7 Maio, 2022

Híbrido para iniciantes

A chegada da nova geração do Kia Sportage não podia ter acontecido em melhor momento. No que diz respeito a híbridos e elétricos, a marca coreana tem estado a evoluir a passos largos e a chegada de um novo e original SUV que inclui quase todas as soluções em termos de motorizações, encaixa que nem uma luva nas tendências de mercado. Com o novo Kia Sportage, só não existe uma versão 100% elétrica, uma vez que esse papel está destinado ao eNiro e ao EV6, por enquanto. Em contrapartida, com o novo Sportage, há versões de motor térmico (gasolina ou diesel), híbridas e híbridas plug-in, sendo que optámos pela versão intermédia, perfeita para quem está a dar os primeiros passos na eletrificação.

Texto: André Mendes


Mais:

– Espaço a bordo
– Equipamento
– Garantia

Menos:

– Apple CarPlay com fio
– Poucas hipóteses de personalização

Exterior

7/10

A primeira vez que olhamos para a seção dianteira do novo Kia Sportage ficamos sempre a pensar se gostamos ou não. É que, na nossa opinião, não é feia nem bonita, é apenas diferente do habitual, o que nem sempre é uma coisa má. As luzes de condução diurna em forma de seta a apontar para o centro da grelha identificam este modelo, mas os grupos óticos principais estão fora deste conjunto e incluem um sistema completo em LED. Lá atrás, a estética é mais consensual e até relembra alguns detalhes de novos modelos da marca como o KIA EV6 e a barra horizontal em LED que liga os dois grupos óticos. A diferença é que no Sportage é meramente decorativa e não inclui os tais LED. O que não fica nada mal no conjunto é o tom Experience Green escolhido para a carroçaria e as jantes de 18 polegadas.

Interior

6/10

Depois de termos ensaiado o Kia EV6 há umas semanas, é fácil reconhecer diversos dos elementos usados no interior deste novo Sportage. A consola central entre os assentos também inclui o comando rotativo da caixa de velocidades e os monitores da instrumentação (personalizáveis) e do infotainment têm um visual e um funcionamento muito semelhantes, o que é bom. Mesmo a consola na zona inferior do monitor, com os comandos que permitem alternar entre o ar condicionado e o sistema de som, também são iguais aos do modelo totalmente elétrico da marca e apenas requerem um pouco de habituação

Outra das notas positivas é o espaço disponível a bordo, não tão amplo como um EV6, mas mais do que suficiente para duas pessoas viajarem atrás sem qualquer restrição de espaço e conforto. Até porque na fila traseira, também há saídas de ar condicionado e tomadas USB-C nas costas dos assentos dianteiros para conseguir carregar a maioria dos dispositivos portáteis. Na frente, o espaço mantém-se e a posição de condução é muito boa.

Lá mais atrás, esta versão oferece uma bagageira com 587 litros de capacidade, sendo que a partir deste compartimento se podem rebater facilmente as costas dos assentos traseiros através de uma alavanca na lateral. A chapeleira é que precisa de evoluir, uma vez que o conceito de a enrolar e ter de a colocar no encaixe correto dos dois lados ao mesmo tempo, é algo que já nem parece deste século.

Equipamento

7/10

A versão híbrida conta com o nível de equipamento Tech, já bastante completo, deixando na lista de opcionais apenas a pintura metalizada (500 €) e o teto de abrir panorâmico (1.500 €). De resto, tudo parece estar incluído, não faltando os assentos aquecidos e o volante com o mesmo sistema, perfeito para manhãs mais frias, o sistema de navegação, os modos de condução, as câmaras de ajuda ao estacionamento e tantas outras coisas. Só ficou mesmo a faltar a possibilidade de utilizar o sistema Apple CarPlay ou Android Auto, sem ter de recorrer a um cabo.

Consumos

6/10

No final do teste, a média indicada pelo computador de bordo era de apenas 5,4 litros de combustível para cada 100 quilómetros, o que nos dá a entender que a ajuda da eletricidade é mesmo preciosa em diversos dos momentos do dia-a-dia. Especialmente, os que são passados em cidade, onde as hipóteses de regeneração são mais frequentes e fazem com que os números indicados pelo computador de bordo sejam bem mais apelativos.

Ao Volante

7/10

A versão híbrida do Sportage começa sempre a viagem em modo 100% elétrico, o que é perfeito para manobras numa garagem e para começar sempre com mais calma. E depois, ao longo dos primeiros quilómetros, começa o jogo do “durante quanto tempo é que consigo manter o motor de combustão desligado?”. Uma vez que não se trata da versão plug-in, é claro que não estamos à espera de diversos quilómetros em perfeito silêncio, até porque a parte elétrica precisa da “outra” para carregar, mas a verdade é que o Sportage se faz deslizar tranquilamente durante bastante tempo sem consumir combustível.

Numa utilização convencional e quase sempre em piso plano, é raro ouvirmos o motor de combustão a funcionar. Primeiro, porque é bastante silencioso e depois porque ele passa mesmo muito tempo desligado. O indicador da carga da bateria que se encontra na instrumentação anda quase sempre um pouco acima de meio ou um pouco abaixo de meio, nada de extremos.

Em termos dinâmicos, o Kia Sportage consegue cativar, mas a sua filosofia está noutro departamento e as estradas mais sinuosas não estão incluídas. Agora, se marcarmos uma viagem de fim-de-semana em família, esta será uma companhia perfeita.

Motor

7/10

Sobejamente conhecido na Kia e também na Hyundai, o motor 1.6 T-GDi é base deste sistema, oferecendo 230 cavalos de potência quando funciona em conjunto com o sistema elétrico. Isto faz com que o Sportage consiga prestações muito interessantes para um modelo deste tamanho e peso, mas também que consiga impor um bom ritmo em qualquer viagem. E com a ajuda do sistema híbrido podemos conduzir com o apoio do lado elétrico do sistema, o que dá a ideia de um motor ainda mais “cheio” e disponível.

Balanço Final

7/10

A versão híbrida do Kia Sportage é uma excelente escolha para quem ainda não está muito dentro do assunto da eletrificação e dos modelos que se ligam a uma ficha. Inclui uma boa motorização térmica e um sistema elétrico que faz bom uso da mesma, mas apenas quando é preciso.

O preço de 43.500 euros pode provocar caretas, mas a campanha de lançamento deste modelo inclui uma oferta de 3.700 euros, que faz o preço descer para baixo da fasquia dos 40 mil euros. Em conjunto com os dez anos de garantia ou 200 mil quilómetros, a proposta da marca coreana começa a ganhar outros contornos.

Concorrentes

Hyundai Tucson 1.6 T-GDi HEV
Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo, gasolina + motor elétrico; potência: 180 cv; preço base: 39.505 €

Ficha Técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina, turbo
Cilindrada (cm3): 1.598
Potência máxima (CV/rpm): 230/5.500
Binário máximo (Nm/rpm): 350/1.500-4.500
Tração: Dianteira
Transmissão: Automática de 6 velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, McPherson / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8
Velocidade máxima (km/h): 193
Consumos misto (l/100 km): 5,7
Emissões CO2 (gr/km): 129

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.515/1.865/1.650
Distância entre eixos (mm): 2.680
Largura de vias (fr/tr mm): 1.615/1.622
Peso (kg): 1.649
Capacidade da bagageira (l): 587
Deposito de combustível (l): 52
Pneus (fr/tr): 235/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 45.500 €
Preço da versão base (Euros): 43.500 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

A primeira vez que olhamos para a seção dianteira do novo Kia Sportage ficamos sempre a pensar se gostamos ou não. É que, na nossa opinião, não é feia nem bonita, é apenas diferente do habitual, o que nem sempre é uma coisa má. As luzes de condução diurna em forma de seta a apontar para o centro da grelha identificam este modelo, mas os grupos óticos principais estão fora deste conjunto e incluem um sistema completo em LED. Lá atrás, a estética é mais consensual e até relembra alguns detalhes de novos modelos da marca como o KIA EV6 e a barra horizontal em LED que liga os dois grupos óticos. A diferença é que no Sportage é meramente decorativa e não inclui os tais LED. O que não fica nada mal no conjunto é o tom Experience Green escolhido para a carroçaria e as jantes de 18 polegadas.

Interior

Depois de termos ensaiado o Kia EV6 há umas semanas, é fácil reconhecer diversos dos elementos usados no interior deste novo Sportage. A consola central entre os assentos também inclui o comando rotativo da caixa de velocidades e os monitores da instrumentação (personalizáveis) e do infotainment têm um visual e um funcionamento muito semelhantes, o que é bom. Mesmo a consola na zona inferior do monitor, com os comandos que permitem alternar entre o ar condicionado e o sistema de som, também são iguais aos do modelo totalmente elétrico da marca e apenas requerem um pouco de habituação

Outra das notas positivas é o espaço disponível a bordo, não tão amplo como um EV6, mas mais do que suficiente para duas pessoas viajarem atrás sem qualquer restrição de espaço e conforto. Até porque na fila traseira, também há saídas de ar condicionado e tomadas USB-C nas costas dos assentos dianteiros para conseguir carregar a maioria dos dispositivos portáteis. Na frente, o espaço mantém-se e a posição de condução é muito boa.

Lá mais atrás, esta versão oferece uma bagageira com 587 litros de capacidade, sendo que a partir deste compartimento se podem rebater facilmente as costas dos assentos traseiros através de uma alavanca na lateral. A chapeleira é que precisa de evoluir, uma vez que o conceito de a enrolar e ter de a colocar no encaixe correto dos dois lados ao mesmo tempo, é algo que já nem parece deste século.

Equipamento

A versão híbrida conta com o nível de equipamento Tech, já bastante completo, deixando na lista de opcionais apenas a pintura metalizada (500 €) e o teto de abrir panorâmico (1.500 €). De resto, tudo parece estar incluído, não faltando os assentos aquecidos e o volante com o mesmo sistema, perfeito para manhãs mais frias, o sistema de navegação, os modos de condução, as câmaras de ajuda ao estacionamento e tantas outras coisas. Só ficou mesmo a faltar a possibilidade de utilizar o sistema Apple CarPlay ou Android Auto, sem ter de recorrer a um cabo.

Consumos

No final do teste, a média indicada pelo computador de bordo era de apenas 5,4 litros de combustível para cada 100 quilómetros, o que nos dá a entender que a ajuda da eletricidade é mesmo preciosa em diversos dos momentos do dia-a-dia. Especialmente, os que são passados em cidade, onde as hipóteses de regeneração são mais frequentes e fazem com que os números indicados pelo computador de bordo sejam bem mais apelativos.

Ao volante

A versão híbrida do Sportage começa sempre a viagem em modo 100% elétrico, o que é perfeito para manobras numa garagem e para começar sempre com mais calma. E depois, ao longo dos primeiros quilómetros, começa o jogo do “durante quanto tempo é que consigo manter o motor de combustão desligado?”. Uma vez que não se trata da versão plug-in, é claro que não estamos à espera de diversos quilómetros em perfeito silêncio, até porque a parte elétrica precisa da “outra” para carregar, mas a verdade é que o Sportage se faz deslizar tranquilamente durante bastante tempo sem consumir combustível.

Numa utilização convencional e quase sempre em piso plano, é raro ouvirmos o motor de combustão a funcionar. Primeiro, porque é bastante silencioso e depois porque ele passa mesmo muito tempo desligado. O indicador da carga da bateria que se encontra na instrumentação anda quase sempre um pouco acima de meio ou um pouco abaixo de meio, nada de extremos.

Em termos dinâmicos, o Kia Sportage consegue cativar, mas a sua filosofia está noutro departamento e as estradas mais sinuosas não estão incluídas. Agora, se marcarmos uma viagem de fim-de-semana em família, esta será uma companhia perfeita.

Concorrentes

Hyundai Tucson 1.6 T-GDi HEV
Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo, gasolina + motor elétrico; potência: 180 cv; preço base: 39.505 €

Motor

Sobejamente conhecido na Kia e também na Hyundai, o motor 1.6 T-GDi é base deste sistema, oferecendo 230 cavalos de potência quando funciona em conjunto com o sistema elétrico. Isto faz com que o Sportage consiga prestações muito interessantes para um modelo deste tamanho e peso, mas também que consiga impor um bom ritmo em qualquer viagem. E com a ajuda do sistema híbrido podemos conduzir com o apoio do lado elétrico do sistema, o que dá a ideia de um motor ainda mais “cheio” e disponível.

Balanço final

A versão híbrida do Kia Sportage é uma excelente escolha para quem ainda não está muito dentro do assunto da eletrificação e dos modelos que se ligam a uma ficha. Inclui uma boa motorização térmica e um sistema elétrico que faz bom uso da mesma, mas apenas quando é preciso.

O preço de 43.500 euros pode provocar caretas, mas a campanha de lançamento deste modelo inclui uma oferta de 3.700 euros, que faz o preço descer para baixo da fasquia dos 40 mil euros. Em conjunto com os dez anos de garantia ou 200 mil quilómetros, a proposta da marca coreana começa a ganhar outros contornos.

Ficha técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina, turbo
Cilindrada (cm3): 1.598
Potência máxima (CV/rpm): 230/5.500
Binário máximo (Nm/rpm): 350/1.500-4.500
Tração: Dianteira
Transmissão: Automática de 6 velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, McPherson / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8
Velocidade máxima (km/h): 193
Consumos misto (l/100 km): 5,7
Emissões CO2 (gr/km): 129

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.515/1.865/1.650
Distância entre eixos (mm): 2.680
Largura de vias (fr/tr mm): 1.615/1.622
Peso (kg): 1.649
Capacidade da bagageira (l): 587
Deposito de combustível (l): 52
Pneus (fr/tr): 235/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 45.500 €
Preço da versão base (Euros): 43.500 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 45.500€
Preço da versão base (Euros): 43.500€