Kia XCeed PHEV – Ensaio Teste

By on 29 Novembro, 2020

Kia XCeed PHEV – Ensaio Teste

Texto: João Isaac

Meio SUV, meio elétrico, muito carro

A família Ceed é uma das mais completas do mercado atual. Do habitual hatchback à mais familiar station wagon, passando igualmente por carroçarias inéditas como a shooting brake Proceed e este muito apelativo CUV inteligentemente designado por XCeed, um crossover urbano, um híbrido entre um SUV e um veículo de aspirações mais desportivas. E híbrido é também o motor do XCeed deste ensaio, versão eletrificada que tem a responsabilidade de continuar a levar o CUV da família no bom caminho, pois é o formato Ceed que mais vende em Portugal.


Mais:

Imagem; comportamento; preço e garantia.

Menos:

Capacidade da mala; visibilidade traseira um pouco limitada.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Segundo a Kia, apenas as portas dianteiras são partilhadas com o Ceed e é por isso de aplaudir o esforço da marca coreana ao desenhar um veículo que se identifique imediatamente como membro da família Ceed mas que seja, ao mesmo tempo, distinto, apelando ao cliente que procura uma proposta do segmento SUV mas que não prescinde de uma carroçaria mais desportiva. O XCeed é o resultado desse esforço e apenas as jantes pequenas, com 16”, se destacam pela negativa na unidade em ensaio, pois a carroçaria encorpada do XCeed merece mais. Ainda assim, é preciso relembrar que estamos perante a versão híbrida, cuja eficiência é prioritária, e também valorizar o conforto proporcionado por pneus com 205 milímetros de largura e medida 60 de perfil.

Interior

Interior (7/10) Por dentro, e relativamente aos restantes modelos com Ceed no nome, destaca-se de imediato a inclusão, em exclusivo, de um painel de instrumentos totalmente digital com 12,3“. O sistema de infotainment é em tudo idêntico, sendo que neste caso inclui um menu dedicado ao fluxo energético. Gostámos da qualidade dos materiais utilizados bem como da sensação de solidez. A posição de condução é boa e caracteriza-se por ser mais baixa do que nos SUV mais vulgares, agradando, certamente, aos condutores que apreciam uma maior sensação de ligação com a estrada. As sensações seriam ainda melhores com um volante de aro mais grosso. Já a visibilidade traseira sai um pouco prejudicada pelo desenho desportivo do XCeed, mas nada de grave.

Atrás o espaço é adequado para dois passageiros, sendo que em altura apenas sobram cerca de dois dedos de folga para quem meça sensivelmente 1,8 metros. Ali não faltam saídas de ventilação, bem como bolsas nas costas dos bancos dianteiros, mas o assento do banco podia ser ligeiramente mais extenso. O túnel central é bastante reduzido e a bagageira, com portão elétrico, possui um compartimento para guardar os cabos de carregamento, mas viu a sua capacidade ser reduzida devido às baterias, passando de 426 para 291 litros.

Equipamento

Equipamento (7/10) O XCeed PHEV está disponível na versão First Edition e que inclui, como já referido, o painel de instrumentos digital, mas também o infotainment com ecrã tátil de 10,25” compatível com Android Auto e Apple Car Play, o carregador sem fios para smartphones, o acesso e arranque sem chave e a iluminação LED com máximos automáticos, por exemplo. No que diz respeito a segurança, não lhe falta o alerta de colisão dianteira e o assistente de manutenção na faixa de rodagem.

Consumos

Consumos (8/10) A Kia declara uma autonomia elétrica de 59 quilómetros para o XCeed plug-in e essa foi exatamente a distância que conseguimos percorrer sem ouvir o motor a gasolina. Terminámos os primeiros 100 quilómetros do nosso ensaio com média de 1,8 l/100 km. Não o voltámos a carregar e fizemo-nos à estrada em modo híbrido, deixando que a carga da bateria oscilasse entre os 9 e os 14% e que o XCeed decidisse que motor usar para responder aos nossos inputs de acelerador. Com este tipo de condução, terminámos o nosso ensaio com média de 5,5 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (8/10) O XCeed, ao eletrificar-se com um motor de 45 kW alimentado por uma bateria de 8,9 kW ganhou cerca de 250 kg quando comparado com as versões puramente térmicas. No entanto, ao volante, o PHEV mantém as muito boas sensações obtidas de contactos prévios com o CUV coreano, mostrando-se ágil e dinâmico, mesmo equipado com pneus mais estreitos. Estes ajudam também no bom nível de conforto sentido, como referimos acima, complementando o bom compromisso de suspensão conseguido pela Kia e que inclui batentes hidráulicos no eixo dianteiro.

Concorrentes

Renault Captur E-Tech PHEV, 1598 cc, gasolina + elétrico, 160 cv, 300 Nm; 0-100 km/h em 10,1 seg,; 173 km/h; 1,5 l/100 km; 33 gr/km de CO2; autonomia elétrica WLTP de 65 km; 33 590 euros

Motor

Motor (7/10) O capot do XCeed PHEV esconde um motor 1.6 a gasolina e um outro, elétrico, capazes de, em conjunto, entregar às rodas da frente 141 cavalos e 265 Nm. São valores suficientes para uma aceleração de 0 a 100 km/h em 11 segundos e para uma velocidade máxima de 160 km/h. Valores que chegam e sobram para a utilização a que este XCeed aponta. Também a caixa DCT, embora não se destaque pela rapidez normalmente associada às transmissões de dupla embraiagem, contribui para a boa experiência ao volante, sem a sensação de arrasto e esforço de outras configurações. Para os momentos menos “verdes”, há um botão Sport que torna a experiência de condução mais despachada mas não necessariamente desportiva.

Balanço final

Balanço final (8/10) O Kia XCeed é uma proposta muito bem conseguida do ponto de vista estético, mas sem com isso comprometer a utilização familiar que se espera de um crossover moderno. Para quem a eletrificação é essencial, em particular na configuração plug-in, o XCeed volta a responder bem, cumprindo com a boa autonomia declarada pela Kia e mantendo consumos muito aceitáveis quando a bateria se esgota. É verdade que a capacidade da mala é um pouco limitada, mas é o preço a pagar pela eficiência desta motorização híbrida. E já que falámos em preço, o que dizer da campanha da Kia, de 9750 euros, que coloca o preço final desta First Edition nos 33 240 euros? Um preço muito apelativo, complementado pela garantia de 7 anos ou 150 mil quilómetros.

Ficha técnica

Motor Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina + motor elétrico Cilindrada (cm3): 1580 Diâmetro x Curso (mm): 72 x 97 Taxa de Compressão: 13:1 Potência máxima (CV/rpm): 141/n.d. Binário máximo (Nm/rpm): 265/n.d. Transmissão: dupla embraiagem de 6 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson/independente, multibraços Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 11 Velocidade máxima (km/h): 160 Consumo misto (l/100 km): 1,4 Emissões CO2 (gr/km): 32 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4395/1826/1495 Distância entre eixos (mm): 2650 Largura de vias (fr/tr mm): 1585/1583 Peso (kg): 1594 Capacidade da bagageira (l): 291 Deposito de combustível (l): 37 Pneus (fr/tr): 205/60 R16 Preço da versão base (Euros): 33.240 Preço da versão ensaiada (Euros): 33.240

Preço da versão ensaiada (Euros): 33240€
Preço da versão base (Euros): 33240€