Mazda CX-3 1.5 SKYACTIV-D 105 – ensaio

By on 5 Junho, 2017

Ensaiámos o Mazda CX-3 1.5 SKYACTIV-D 105 cv MT 2WD Excellence HT Navi, um modelo que chega a 2017 com um conjunto de melhoramentos que o podem ‘empurrar’ um pouco mais para cima, mas será que chegam?

O Mazda CX-3 surge em 2017 com um conjunto de novos argumentos para o difícil confronto de um sub segmento, cuja batalha é feroz e apesar dos consumos serem bastante modestos, ajudando, portanto nos baixos custos de propriedade, continua muito agradável de conduzir, tal como quando nasceu, em 2015, mas continua também um pouco caro, com preços na gama que começam nos 23.700€.

É claramente um carro muito apetecível no segmento, tem tido um grande sucesso comercial, mas aponta claramente para um tipo de cliente que não procura a melhor relação qualidade/preço. Quer mais, quer ser diferente! Se o cliente esmiuçar bem esse particular, encontra, com facilidade, outras propostas mais baratas e igualmente agradáveis, mas a verdade é que este CX-3 é especial em muitos pontos.

A estética – sempre relativa – é fantástica, o interior tem grande classe, a posição de condução é fantástica, o espaço dos passageiros nem por isso, o motor, apesar de não ser muito potente, ‘joga’ bastante bem com o peso e dimensões deste Cx-3, quase permitindo a mesma sensação do que é conduzir um hatchback. Não é a mesma coisa nem nunca poderá ser, física ‘oblige’ mas as sensações que devolve não são muito distintas, e ficam, por exemplo bem acima do que sinto ao guiar um Renault Captur. Lá, está, o preço também não é o mesmo, e por isso há que perceber o que pode fazer a diferença.

Por exemplo, algo que foi introduzido de série que permite uma sensível melhoria dinâmica. Falo no G-Vectoring Control (GVC) um sistema que se faz notar bastante em pisos escorregadios. Em três dos dias em que tive o carro na mão tive que passar por um percurso que é sinuoso e tem uma sequência de curvas e contracurvas entre árvores que está quase sempre muito húmida quando o tempo está chove/não chove e devido a ter passado ali, para trás e para a frente, com velocidades diversas deu para perceber que mesmo com incrementos sensíveis na velocidade em curva… e contracurva, a dinâmica não se altera pois o sistema ajusta em permanência o binário do motor em função do movimento da direcção para optimizar a carga vertical em cada roda, e isso melhora a tração e a agilidade do veículo na entrada de uma curva ao colocar mais carga nas rodas dianteiras, para depois a transferir para as rodas traseiras, para aumentar a estabilidade num ângulo constante da direção. Confesso que não elevei demasiado a fasquia, mas a verdade é que nunca tinha passado ali aquelas velocidades, com este tipo de carros e é um percurso que faço muito e conheço bem.

Ficha técnica
Motor 4 Cil Linha; Gasóleo, Injeção directa duto comum, Turbo, Intercooler, Cilindrada 1499 cm3; Potência 105 cv/4000 rpm; Binário 270 Nm/1600-2500 rpm; Transmisão Dianteira; Cx. Manual, 6 velocidades; Suspensão Dianteira Tipo McPherson/Traseira Eixo de torção, Travões DV/D; Peso 1275 Kg; Depósito: 48 litros; Mala: 350-1260 litros;
Velocidade máxima 177 km/h; Aceleração 0-100 km/h 10,1s; Consumo médio 4,0 l/100 km, Consumo AutoSport 5,7l/100/Km; Emissões CO2 105 gr/km