Mazda CX-30 2.0 e-Skyacytiv X – Ensaio Teste

By on 31 Maio, 2022

Receita caseira

Antes da renovação da gama com as novas soluções híbridas plug-in já prometidas, nomeadamente, com a chegada do CX-60 ainda este ano, a Mazda continua a interpretar a sua própria receita, que não segue as tendências de mercado dos restantes construtores. Com o Mazda CX-30, que recebeu este ano uma ligeira atualização, a motorização de destaque é o Skyactiv-X, a gasolina, com 186 cavalos e dois litros de cilindrada, sem sobrealimentação, mas com alguns truques e já com a companhia de um sistema mild-hybrid de 24V.

Texto: André Mendes


Mais:
  • Comportamento
  • Conforto
  • Equipamento
Menos:
  • Relações de caixa demasiado longas
  • Monitor central não é tátil

Exterior

7/10

Em termos estéticos o Mazda CX-30 inclui algumas diferenças face a um CX-5, por exemplo. Não é apenas uma versão mais pequena do mesmo modelo. No CX-30, o Kodo Design inclui uma linha de cintura um pouco mais elevada, com um tejadilho mais baixo, que lhe confere um visual que até é um pouco mais desportivo. Com as jantes de 18 polegadas, como na unidade ensaiada, ficamos com a ideia de que as rodas são mais pequenas do que são na realidade, uma vez que o desenho deste modelo foi pensado para opções de diâmetro superior. E depois, o tom azul-escuro escolhido para a unidade que ensaiámos também não é dos que dá mais destaque às linhas da carroçaria.

Interior

6/10

Ao aceder ao habitáculo, o que chama de imediato a atenção são os estofos em pele num tom bastante claro e que contrasta com o castanho usado para forrar algumas zonas do tablier, do apoio de braços e dos painéis das portas. As linhas do tablier primam pela simplicidade, sem grandes arestas e contrastes, ficando o monitor na zona superior a desejar ser um pouco maior do que acontece. Ainda assim, oferece uma boa leitura, mas não comandos táteis, obrigado a recorrer ao comando rotativo arrumado entre os assentos dianteiros. Já a instrumentação é que começa a parecer algo datada, uma vez que ainda existem diversos elementos analógicos e apenas um monitor central com o velocímetro e outras informações na zona central.

O que se mantém sempre num patamar elevado é a posição de condução e a ligação entre o condutor e a máquina, ou o Jinba Ittai como a Mazda gosta de lhe chamar, numa associação à ligação entre o cavalo e o cavaleiro. Ao volante do Mazda CX-30, como não poderia falhar, a posição de condução é excelente e os comandos destinado a comandar a “máquina” estão todos onde deveriam estar de uma forma milimétrica. O comando da caixa de velocidades manual é de uma precisão extrema, dando o exemplo sobre como deveriam ser todos os modelos.

Equipamento

6/10

Com o nível de equipamento Excellence, o topo da oferta na gama CX-30, o recheio é generoso. Não faltam os assentos em pele ou as jantes de liga leve de 18 polegadas, sendo apenas necessário adicionar o valor do sistema de som da Bose e o da pintura metalizada, por um acréscimo de mil euros para os dois e ficamos com o valor final da unidade ensaiada, de duas rodas motrizes e com caixa de velocidades manual.

Consumos

7/10

As médias de consumo e a redução das emissões poluentes são a tecla em que a Mazda continua a bater para justificar a presença deste tipo de motorizações num mercado que já começa a olhar para elas com má cara. Mas a verdade é que este bloco de dois litros, atmosférico, e com relações de caixa mais longas que o desejado, enfrentou um trajeto urbano, com trânsito e de ar condicionado ligado, alguns quilómetros de autoestrada e outros em ritmo de nacional, chegando ao final com o computador de bordo a indicar uma média de consumo de 7,9 litros. Está longe dos 5,7 declarados pela marca, mas ficámos com a certeza de que este valor pode descer sem grandes dificuldades com uma utilização mais tranquila.

Ao Volante

7/10

Em termos de condução, o CX-30 tem um ponto importante que se destaca pela positiva e outro que se destaca pela negativa. O primeiro está relacionado com os movimentos da carroçaria e com o controlo que oferece ao condutor. A suspensão faz um excelente trabalho e apesar da altura mais elevada, a estabilidade é elevada e a carroçaria não adorna em excesso. Em contrapartida, o funcionamento do motor é tão suave e discreto que mal damos por ele, restando escolher uma mudança qualquer e perceber se está com vontade de progredir ou não. Para tirarmos partido dos 186 cavalos declarados pela marca, temos de ir mudando de relação e usar praticamente toda a escala do conta-rotações. Ainda que seja contranatura com o que temos aprendido para conseguir poupar o máximo de combustível, a verdade é que o Skyactiv-X de dois litros não fica muito mais guloso por causa disso.

Motor

7/10

O bloco de dois litros a gasolina da família Skyactiv é o que já inclui a letra “E” antes desta designação devido à presença do sistema mild-hybrid de 24 volts. Mas do outro lado da palavra está a letra X, que identifica a presença de um sistema bastante complexo. Graças à presença da tecnologia SPCCI (Spark Controlled Compression Ignition) conseguem-se diferentes soluções de ignição na mesma motorização, seja a tradicional por vela, como estamos habituados nos motores a gasolina, mas também a solução por compressão, mais associada aos motores a gasóleo. A Mazda afirma que esta é uma das formas encontradas para conseguir poupar combustível e reduzir as emissões poluentes, sendo que, para quem está atrás do volante, as diferenças em termos de funcionamento nem sequer se notam.

Balanço Final

7/10

O Mazda CX-30 é a resposta da marca para o segmento dos SUV de tamanho médio. O motor E-Skyactiv X oferece um valor de potência razoável, mas a sua utilização não é das mais simples, uma vez que as relações de caixa e o nível de ruído muito reduzido fazem com que tudo pareça mais vago e menos envolvente. Ainda assim, o comportamento dinâmico do CX-30 está pronto para condutores mais exigentes e com esta versão Excellence nem o equipamento deixa lacunas por preencher.

Concorrentes

Kia Sportage 1.6 T-GDi Drive
Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 150 cavalos; consumo médio: 6,8 l/100km; preço base: 34.650 €

Nissan Qashqai 1.3 Tekna
Motor: quatro cilindros, 1.3 litros, turbo; potência: 158 cavalos; consumo médio: 6,4 l/100km; preço base: 37.100 €

Ficha Técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.998
Potência máxima (CV/rpm): 186/6.000
Binário máximo (Nm/rpm): 240/4.000
Tração: Dianteira
Transmissão: Manual de seis velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson/Eixo de torção
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8,3
Velocidade máxima (km/h): 204
Consumos misto (l/100 km): 5,7
Emissões CO2 (gr/km): 128

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.395/1.795/1.540
Distância entre eixos (mm): 2.655
Largura de vias (fr/tr mm): 1.565/1.565
Peso (kg): 1.368
Capacidade da bagageira (l): 422
Deposito de combustível (l): 51
Pneus (fr/tr): 215/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 43.223 €
Preço da versão base (Euros): 42.223 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Em termos estéticos o Mazda CX-30 inclui algumas diferenças face a um CX-5, por exemplo. Não é apenas uma versão mais pequena do mesmo modelo. No CX-30, o Kodo Design inclui uma linha de cintura um pouco mais elevada, com um tejadilho mais baixo, que lhe confere um visual que até é um pouco mais desportivo. Com as jantes de 18 polegadas, como na unidade ensaiada, ficamos com a ideia de que as rodas são mais pequenas do que são na realidade, uma vez que o desenho deste modelo foi pensado para opções de diâmetro superior. E depois, o tom azul-escuro escolhido para a unidade que ensaiámos também não é dos que dá mais destaque às linhas da carroçaria.

Interior

Ao aceder ao habitáculo, o que chama de imediato a atenção são os estofos em pele num tom bastante claro e que contrasta com o castanho usado para forrar algumas zonas do tablier, do apoio de braços e dos painéis das portas. As linhas do tablier primam pela simplicidade, sem grandes arestas e contrastes, ficando o monitor na zona superior a desejar ser um pouco maior do que acontece. Ainda assim, oferece uma boa leitura, mas não comandos táteis, obrigado a recorrer ao comando rotativo arrumado entre os assentos dianteiros. Já a instrumentação é que começa a parecer algo datada, uma vez que ainda existem diversos elementos analógicos e apenas um monitor central com o velocímetro e outras informações na zona central.

O que se mantém sempre num patamar elevado é a posição de condução e a ligação entre o condutor e a máquina, ou o Jinba Ittai como a Mazda gosta de lhe chamar, numa associação à ligação entre o cavalo e o cavaleiro. Ao volante do Mazda CX-30, como não poderia falhar, a posição de condução é excelente e os comandos destinado a comandar a “máquina” estão todos onde deveriam estar de uma forma milimétrica. O comando da caixa de velocidades manual é de uma precisão extrema, dando o exemplo sobre como deveriam ser todos os modelos.

Equipamento

Com o nível de equipamento Excellence, o topo da oferta na gama CX-30, o recheio é generoso. Não faltam os assentos em pele ou as jantes de liga leve de 18 polegadas, sendo apenas necessário adicionar o valor do sistema de som da Bose e o da pintura metalizada, por um acréscimo de mil euros para os dois e ficamos com o valor final da unidade ensaiada, de duas rodas motrizes e com caixa de velocidades manual.

Consumos

As médias de consumo e a redução das emissões poluentes são a tecla em que a Mazda continua a bater para justificar a presença deste tipo de motorizações num mercado que já começa a olhar para elas com má cara. Mas a verdade é que este bloco de dois litros, atmosférico, e com relações de caixa mais longas que o desejado, enfrentou um trajeto urbano, com trânsito e de ar condicionado ligado, alguns quilómetros de autoestrada e outros em ritmo de nacional, chegando ao final com o computador de bordo a indicar uma média de consumo de 7,9 litros. Está longe dos 5,7 declarados pela marca, mas ficámos com a certeza de que este valor pode descer sem grandes dificuldades com uma utilização mais tranquila.

Ao volante

Em termos de condução, o CX-30 tem um ponto importante que se destaca pela positiva e outro que se destaca pela negativa. O primeiro está relacionado com os movimentos da carroçaria e com o controlo que oferece ao condutor. A suspensão faz um excelente trabalho e apesar da altura mais elevada, a estabilidade é elevada e a carroçaria não adorna em excesso. Em contrapartida, o funcionamento do motor é tão suave e discreto que mal damos por ele, restando escolher uma mudança qualquer e perceber se está com vontade de progredir ou não. Para tirarmos partido dos 186 cavalos declarados pela marca, temos de ir mudando de relação e usar praticamente toda a escala do conta-rotações. Ainda que seja contranatura com o que temos aprendido para conseguir poupar o máximo de combustível, a verdade é que o Skyactiv-X de dois litros não fica muito mais guloso por causa disso.

Concorrentes

Kia Sportage 1.6 T-GDi Drive
Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 150 cavalos; consumo médio: 6,8 l/100km; preço base: 34.650 €

Nissan Qashqai 1.3 Tekna
Motor: quatro cilindros, 1.3 litros, turbo; potência: 158 cavalos; consumo médio: 6,4 l/100km; preço base: 37.100 €

Motor

O bloco de dois litros a gasolina da família Skyactiv é o que já inclui a letra “E” antes desta designação devido à presença do sistema mild-hybrid de 24 volts. Mas do outro lado da palavra está a letra X, que identifica a presença de um sistema bastante complexo. Graças à presença da tecnologia SPCCI (Spark Controlled Compression Ignition) conseguem-se diferentes soluções de ignição na mesma motorização, seja a tradicional por vela, como estamos habituados nos motores a gasolina, mas também a solução por compressão, mais associada aos motores a gasóleo. A Mazda afirma que esta é uma das formas encontradas para conseguir poupar combustível e reduzir as emissões poluentes, sendo que, para quem está atrás do volante, as diferenças em termos de funcionamento nem sequer se notam.

Balanço final

O Mazda CX-30 é a resposta da marca para o segmento dos SUV de tamanho médio. O motor E-Skyactiv X oferece um valor de potência razoável, mas a sua utilização não é das mais simples, uma vez que as relações de caixa e o nível de ruído muito reduzido fazem com que tudo pareça mais vago e menos envolvente. Ainda assim, o comportamento dinâmico do CX-30 está pronto para condutores mais exigentes e com esta versão Excellence nem o equipamento deixa lacunas por preencher.

Ficha técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.998
Potência máxima (CV/rpm): 186/6.000
Binário máximo (Nm/rpm): 240/4.000
Tração: Dianteira
Transmissão: Manual de seis velocidades
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson/Eixo de torção
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8,3
Velocidade máxima (km/h): 204
Consumos misto (l/100 km): 5,7
Emissões CO2 (gr/km): 128

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.395/1.795/1.540
Distância entre eixos (mm): 2.655
Largura de vias (fr/tr mm): 1.565/1.565
Peso (kg): 1.368
Capacidade da bagageira (l): 422
Deposito de combustível (l): 51
Pneus (fr/tr): 215/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 43.223 €
Preço da versão base (Euros): 42.223 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 43223€
Preço da versão base (Euros): 42223€