Mazda CX-30 2.0 Skyactiv-G 150 cv – Ensaio Teste

By on 13 Outubro, 2020

Mazda CX-30 2.0 Skyactiv-G 150 cv

Texto: João Isaac

Todas as qualidades de sempre, agora com mais motor

A chegada ao mercado do CX-30 veio preencher um importante espaço na gama da Mazda, completando a sua ofensiva SUV com uma proposta ideal para os fãs da marca que precisavam de algo maior do que um CX-3, mas não tão grande quanto o CX-5. Depois dos motores Diesel Skyactiv-D e do revolucionário Skyactiv-X, bem como da versão de 122 cavalos do Skyactiv-G, mild hybrid, a gasolina, surge agora uma versão que a marca designa por high power, com 150 cavalos, e que promete igualmente compensar a potência algo justa de que o CX-30 Skyactiv-G dispunha.


Mais:

Qualidade de construção; comportamento; caixa de velocidades.

Menos:

Ausência de pontos de ligação USB atrás; capacidade da mala vs. rivais.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (9/10) Já tudo foi dito sobre a linguagem de design Kodo da Mazda e pouco mais há a acrescentar, apenas reconhecer, uma vez mais, o excelente momento que a marca atravessa, algo também notório pelas reações positivas de quem se cruzou com o “nosso” CX-30 durante este ensaio. Mesmo neste mais discreto tom Branco Pérola, o CX-30 destaca-se, fruto da forte personalidade das suas linhas, elegantes mas desportivas, combinada também com a robustez que se exige de um moderno SUV familiar, conseguida pelo elevado contraste entre a carroçaria e os habituais elementos negros que a protegem, no caso do CX-30, de dimensões consideráveis.

Interior

Interior (8/10) No habitáculo do CX-30 a primeira sensação transmitida é a de uma robustez e qualidade geral elevadas. A escolha de materiais convence, agradáveis ao toque, e a montagem merece também ser destacada. A unidade ensaiada combina o azul escuro e preto no tablier, consola central e portas, uma combinação que ao início se estranha, mas que acaba por resultar, na nossa opinião, bastante bem. O infotainment possui um grafismo simples e fácil de ler, ainda que a dimensão das letras e dos acessos às funções pudessem ser ligeiramente maiores. Os passageiros de trás vão, tal como os da frente, bem sentados, uma vez que o assento possui comprimento adequado para suportar as pernas, uma característica essencial, principalmente nas longas viagens. Mais atrás, a bagageira conta com 430 litros de capacidade e com uma plataforma rebatível em três partes para ajudar a compartimentar o espaço.

Equipamento

Equipamento (8/10) Mesmo tratando-se do nível de equipamento Evolve, o CX-30 está longe de desiludir no que à oferta de equipamento diz respeito. De série, propõe elementos como a iluminação full LED, os retrovisores exteriores com rebatimento automático, ajustáveis e aquecidos, o ar condicionado, o head up display, o acesso e arranque sem chave e o sistema de navegação. No que diz respeito a equipamento de segurança, destacam-se, por exemplo, o apoio à travagem em cidade, a deteção de ângulo morto com controlo do tráfego traseiro, o assistente de manutenção na faixa de rodagem, os máximos automáticos e o cruise control adaptativo.

Consumos

Consumos (7/10) A nota que demos ao CX-30 neste campo foi exatamente o consumo que com ele terminámos o nosso circuito de ensaio, 7 l/100 km. Foram cerca de 50 quilómetros mistos, com autoestrada e alguma condução urbana pelo meio, mas nesta última, na verdade, não enfrentámos muito do habitual trânsito que um SUV familiar normalmente encontra no seu quotidiano. Considerando alguns percursos que realizámos depois, nestas condições, o consumo do CX-30 aproximar-se-á dos 8 l/100 km, média que só não é maior devido à presença das tecnologias mild hybrid e desativação de cilindros. Apesar do incremento de potência, as emissões de CO2 reduziram cerca de 10 gr/km.

Ao volante

Ao volante (8/10) Para quem o look SUV é a prioridade, mas não quer, de todo, prescindir de uma posição de condução e sensações ao volante mais próximas do chão, então o CX-30 pode ser o SUV indicado. Graças também a uma linha de cintura elevada, sentimo-nos sempre à frente do volante e não tanto por cima da ação, como noutras propostas do segmento. A visibilidade dianteira é, porém, bastante boa e para isso contribui não só o desenho do pilar A, como também a colocação recuada do retrovisor exterior. Quanto a comportamento, o CX-30 é mais um bom exemplo do ótimo trabalho realizado pela marca de Hiroshima, sendo um SUV que não tem medo de curvas, mostrando-se sempre ágil e dinâmico, sem colocar em causa o conforto oferecido, avaliação onde os pneus de perfil adequado dão igualmente um importante contributo ajudando a absorver as irregularidades do piso. Ainda no campo da condução, é essencial referir as excelentes sensações providenciadas pela caixa manual de 6 velocidades – de relações longas – com um tato preciso e curto, das melhores do mercado.

Concorrentes

SEAT Ateca 1.5 TSI Xperience, 1498 cc, gasolina, 150 cv, 250 Nm; 0-100 km/h em 8,5 seg,; 200 km/h; 6,5 l/100 km, 149 gr/km de CO2; 34 219 euros

Motor

Motor (7/10) Seja na versão de 122 cavalos ou nesta de 150, os motores Skyactiv-G, não dispondo de sobrealimentação, dispõem sim de uma resposta imediata ao acelerador, algo que é, cada vez mais, uma raridade no mercado automóvel visto que quase todos os motores em comercialização estão associados a turbocompressores. Com um binário de 213 Nm às 4000 rpm, inalterado relativamente à versão de 122 cavalos, é um motor pelo qual é necessário puxar, podendo causar alguma estranheza a quem se habitou ao empurrão da entrada em cena dos turbos atuais. Não é defeito, é feitio. E com mais 28 cavalos de potência, o CX-30 acelera agora dos 0-100 km/h em 9,1 segundos, menos 1,3 segundos que a versão menos potente, superando-a, também, na velocidade máxima, com 206 km/h “contra” 197 km/h.

Balanço final

Balanço final (8/10) O que já era bom, foi melhorado. As qualidades do CX-30 são inquestionáveis. Um SUV familiar, espaçoso, bem equipado, bem construído e com uma gama de motorizações completa, com propostas eletrificadas a gasolina, um Diesel para quem é ainda a opção certa e o inovador Skyactiv-X. No entanto, na oferta a gasolina, faltava-lhe uma opção com mais potência, lacuna bem preenchida por este dois litros agora com 150 cavalos. Não só permite explorar melhor a dinâmica do SUV intermédio da Mazda, como manteve praticamente inalterados os consumos, reduzindo ainda as emissões de CO2 declaradas. O preço, relativamente à versão de 122 cavalos, subiu 1000 euros.

Ficha técnica

Motor Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina Cilindrada (cm3): 1998 Diâmetro x Curso (mm): 83,5 x 91,2 Taxa de Compressão: 13:1 Potência máxima (CV/rpm): 150/n.d. Binário máximo (Nm/rpm): 213/n.d. Transmissão: manual de 6 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson/barra de torção Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 9,1 Velocidade máxima (km/h): 206 Consumos misto (l/100 km): n.d. Emissões CO2 (gr/km): 141 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4395/1795/1540 Distância entre eixos (mm): 2655 Largura de vias (fr/tr mm): 1565/1565 Peso (kg): 1395 Capacidade da bagageira (l): 430 Deposito de combustível (l): 51 Pneus (fr/tr): 215/55 R18 Preço da versão base (Euros): 30.317 Preço da versão ensaiada (Euros): 30.317

Preço da versão ensaiada (Euros): 30317€
Preço da versão base (Euros): 30317€