Mercedes-Benz A 250e – Ensaio Teste

By on 7 Fevereiro, 2021

Mercedes-Benz A 250e – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Eficiência premium

A realidade atual “obriga” os construtores de automóveis a procurar novas soluções eletrificadas devido às metas de emissões cada vez mais restritas. Uma das marcas que está a apostar forte neste novo paradigma é a Mercedes-Benz que, através da sigla EQ, tem eletrificado toda a gama de forma faseada. Hoje trazemos o Mercedes-Benz A 250e, o primeiro híbrido plug-in (EQ Power) do modelo Classe A. Até ao momento, o compacto premium tem sido bem aceite na Europa visto que, em dezembro de 2020, foi o segundo híbrido plug-in mais vendido, só atrás do novo Renault Captur, segundo os dados da Jato.


Mais:

Autonomia em modo elétrico; consumos; acelerações

Menos:

Volume da bagageira; preço de alguns opcionais

Exterior

8/10

Exterior (8/10) Relativamente às versões a combustão pura, o A 250e é visualmente semelhante. De facto, apenas se diferencia com uma nova entrada de carregamento. Ou seja, mantém a carroçaria construída com especial atenção à eficiência e estilo, numa clara evolução face à anterior geração do Classe A. A unidade em ensaio conta ainda com o opcional “linha AMG” que garante um design exterior ligeiramente mais desportivo do que nas versões base. 

Interior

8/10

Interior (8/10) No interior, é literalmente uma fotocópia do que já conhecemos do Classe A, contudo, conta com algumas diferenças. Em primeiro lugar, a inclusão da bateria sob os bancos traseiros levou à transição do depósito de combustível para perto do eixo traseiro, “mexidas” essas que retiram 60 litros de capacidade de bagageira quando comparado com as versões a combustão pura, para um total de 310 litros. No capítulo da tecnologia, mantém o sistema de infotainment MBUX, mas este recebe um novo menu específico para esta versão onde é possível controlar e acompanhar o sistema híbrido plug-in.  

Equipamento

7/10

Equipamento (7/10) Sendo esta a versão mais cara do Classe A, apenas atrás das duas variantes desportivas AMG, não é de estranhar o bom recheio de equipamento de série como por exemplo os faróis em LED High PErformance, AMG Line, modos de condução Dynamic Select, volante multifunções em pele, “Pack Parking”, câmra de marcha atrás, funções avançadas do MBUX ou o ecrã central de 10,25 polegadas. No entanto, os clientes têm também uma vasta lista de opcionais para personalizar o veículo a gosto, o que ajuda a aumentar o preço de forma relativamente fácil. No caso da unidade em ensaio, o equipamento opcional mais caro é mesmo a Linha AMG (1829€) que garante a suspensão Conforto, design exterior AMG e bancos desportivos. 

Consumos

/10

(Consumos 8/10) Quanto a consumos, o A 250e mostrou uma boa eficiência. Realizando uma boa gestão de bateria, a um ritmo normal, é possível realizar médias a rondar os 2 litros nos primeiros 100 quilómetros. Porém, quando a bateria chega ao fim é necessário utilizar em exclusivo o motor a combustão e, nesse caso, podemos esperar, naturalmente, uma subida nos consumos.

Ao Volante

8/10

Ao volante (8/10) Ao volante, rapidamente percebemos que esta solução oferece uma condução refinada e silenciosa, com o motor elétrico a acompanhar-nos em percursos citadinos. Ainda assim, de destacar que este motor elétrico tem capacidade para realizar ritmos mais elevados sem que o motor a combustão entre em ação, algo que não se encontra em todos os híbridos plug-in do mercado. De um modo geral, conseguimos percorrer 59 km em modo elétrico durante o nosso ensaio, um valor que permite realizar o trajeto casa-trabalho-casa de vários condutores sem utilizar uma gota de gasolina.

Com o aumento de peso na casa dos 150 kg quando comparado com um Classe A de motor térmico, o comportamento sai um pouco penalizado, mas não em demasia. Ao contrário da grande maioria dos híbridos plug-in atuais, o A 250e não tem um modo de condução com uma denominação especial “Hibrido”. De facto, encontramos o sistema Dynamic Select com os modos Electric, Eco, Confort, Sport e Battery Level, este último com o intuito de preservar o nível de carga da bateria num determinado momento para utilização posterior.

Motor

9/10

Motor (9/10) O Mercedes-Benz A 250e está equipado com o já conhecido motor quatro cilindros a gasolina de 1,3 litros associado a um propulsor elétrico que, em conjunto, debitam uma potência combinada de 218 cavalos e 450 Nm de binário. O motor elétrico é “alimentado” por uma bateria de 15,6 kWh que permite, segundo a Mercedes, percorrer até 69 quilómetros em modo elétrico. Não sendo um veículo focado na performance, mas sim na eficiência, o valor de 6,6 segundos nas acelerações dos 0 aos 100 km/h é positivo. Isto é acompanhado por uma velocidade máxima de 235 km/h. 

Balanço Final

8/10

Balanço Final (8/10) O Mercedes-Benz A 250e provou-nos o porquê de ser um dos híbridos plug-in mais procurados da atualidade. O valor de autonomia é satisfatório e suficiente para a grande maioria de trajetos diários e mantém o refinamento e condução já conhecidos das variantes a combustão. Um dos pontos menos favoráveis passa pela diminuição da bagageira e o preço que começa nos 40 800€. Seja como for, se o objetivo é um Classe A para o dia a dia na cidade, o A 250e é, talvez, a melhor solução.

Concorrentes

Audi A3 Sportback 40 TFSI e – Motor: quatro cilindros de 1.4 litros, turbo, gasolina + sistema híbrido plug-in; potência combinada: 204 cavalos e 350 Nm de binário; consumo médio: 1 l/100km; autonomia elétrica: 65 km; emissões CO2: 25 gr/km; Preço base: 39 150€

Ficha Técnica

Motor 

Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina, turbo + Sistema híbrido plug-in

Cilindrada (cm3): 1333

Diâmetro x Curso (mm): 72,2 x 81,4

Taxa de Compressão: n.d.

Potência máxima (CV/rpm): 218/3300-6000

Binário máximo (Nm/rpm): 450/n.d.

Transmissão: Automática de 8 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson / multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados/discos sólidos 

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,6

Velocidade máxima (km/h): 235

Consumo misto (l/100 km): 1,4 a 1,6

Emissões CO2 (gr/km): 32 a 36 

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4419/1796/1452

Distância entre eixos (mm): 2729

Largura de vias (fr/tr mm): 1563/1558

Peso (kg): 1680

Capacidade da bagageira (l): 310

Deposito de combustível (l): 40

Pneus (fr/tr): 205/60 R16

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Relativamente às versões a combustão pura, o A 250e é visualmente semelhante. De facto, apenas se diferencia com uma nova entrada de carregamento. Ou seja, mantém a carroçaria construída com especial atenção à eficiência e estilo, numa clara evolução face à anterior geração do Classe A. A unidade em ensaio conta ainda com o opcional “linha AMG” que garante um design exterior ligeiramente mais desportivo do que nas versões base. 

Interior

Interior (8/10) No interior, é literalmente uma fotocópia do que já conhecemos do Classe A, contudo, conta com algumas diferenças. Em primeiro lugar, a inclusão da bateria sob os bancos traseiros levou à transição do depósito de combustível para perto do eixo traseiro, “mexidas” essas que retiram 60 litros de capacidade de bagageira quando comparado com as versões a combustão pura, para um total de 310 litros. No capítulo da tecnologia, mantém o sistema de infotainment MBUX, mas este recebe um novo menu específico para esta versão onde é possível controlar e acompanhar o sistema híbrido plug-in.  

Equipamento

Equipamento (7/10) Sendo esta a versão mais cara do Classe A, apenas atrás das duas variantes desportivas AMG, não é de estranhar o bom recheio de equipamento de série como por exemplo os faróis em LED High PErformance, AMG Line, modos de condução Dynamic Select, volante multifunções em pele, “Pack Parking”, câmra de marcha atrás, funções avançadas do MBUX ou o ecrã central de 10,25 polegadas. No entanto, os clientes têm também uma vasta lista de opcionais para personalizar o veículo a gosto, o que ajuda a aumentar o preço de forma relativamente fácil. No caso da unidade em ensaio, o equipamento opcional mais caro é mesmo a Linha AMG (1829€) que garante a suspensão Conforto, design exterior AMG e bancos desportivos. 

Consumos

(Consumos 8/10) Quanto a consumos, o A 250e mostrou uma boa eficiência. Realizando uma boa gestão de bateria, a um ritmo normal, é possível realizar médias a rondar os 2 litros nos primeiros 100 quilómetros. Porém, quando a bateria chega ao fim é necessário utilizar em exclusivo o motor a combustão e, nesse caso, podemos esperar, naturalmente, uma subida nos consumos.

Ao volante

Ao volante (8/10) Ao volante, rapidamente percebemos que esta solução oferece uma condução refinada e silenciosa, com o motor elétrico a acompanhar-nos em percursos citadinos. Ainda assim, de destacar que este motor elétrico tem capacidade para realizar ritmos mais elevados sem que o motor a combustão entre em ação, algo que não se encontra em todos os híbridos plug-in do mercado. De um modo geral, conseguimos percorrer 59 km em modo elétrico durante o nosso ensaio, um valor que permite realizar o trajeto casa-trabalho-casa de vários condutores sem utilizar uma gota de gasolina.

Com o aumento de peso na casa dos 150 kg quando comparado com um Classe A de motor térmico, o comportamento sai um pouco penalizado, mas não em demasia. Ao contrário da grande maioria dos híbridos plug-in atuais, o A 250e não tem um modo de condução com uma denominação especial “Hibrido”. De facto, encontramos o sistema Dynamic Select com os modos Electric, Eco, Confort, Sport e Battery Level, este último com o intuito de preservar o nível de carga da bateria num determinado momento para utilização posterior.

Concorrentes

Audi A3 Sportback 40 TFSI e – Motor: quatro cilindros de 1.4 litros, turbo, gasolina + sistema híbrido plug-in; potência combinada: 204 cavalos e 350 Nm de binário; consumo médio: 1 l/100km; autonomia elétrica: 65 km; emissões CO2: 25 gr/km; Preço base: 39 150€

Motor

Motor (9/10) O Mercedes-Benz A 250e está equipado com o já conhecido motor quatro cilindros a gasolina de 1,3 litros associado a um propulsor elétrico que, em conjunto, debitam uma potência combinada de 218 cavalos e 450 Nm de binário. O motor elétrico é “alimentado” por uma bateria de 15,6 kWh que permite, segundo a Mercedes, percorrer até 69 quilómetros em modo elétrico. Não sendo um veículo focado na performance, mas sim na eficiência, o valor de 6,6 segundos nas acelerações dos 0 aos 100 km/h é positivo. Isto é acompanhado por uma velocidade máxima de 235 km/h. 

Balanço final

Balanço Final (8/10) O Mercedes-Benz A 250e provou-nos o porquê de ser um dos híbridos plug-in mais procurados da atualidade. O valor de autonomia é satisfatório e suficiente para a grande maioria de trajetos diários e mantém o refinamento e condução já conhecidos das variantes a combustão. Um dos pontos menos favoráveis passa pela diminuição da bagageira e o preço que começa nos 40 800€. Seja como for, se o objetivo é um Classe A para o dia a dia na cidade, o A 250e é, talvez, a melhor solução.

Ficha técnica

Motor 

Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina, turbo + Sistema híbrido plug-in

Cilindrada (cm3): 1333

Diâmetro x Curso (mm): 72,2 x 81,4

Taxa de Compressão: n.d.

Potência máxima (CV/rpm): 218/3300-6000

Binário máximo (Nm/rpm): 450/n.d.

Transmissão: Automática de 8 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson / multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados/discos sólidos 

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,6

Velocidade máxima (km/h): 235

Consumo misto (l/100 km): 1,4 a 1,6

Emissões CO2 (gr/km): 32 a 36 

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4419/1796/1452

Distância entre eixos (mm): 2729

Largura de vias (fr/tr mm): 1563/1558

Peso (kg): 1680

Capacidade da bagageira (l): 310

Deposito de combustível (l): 40

Pneus (fr/tr): 205/60 R16

Preço da versão ensaiada (Euros): 44200€
Preço da versão base (Euros): 40800€