Mercedes-Benz C 300 d – Ensaio Teste

By on 4 Agosto, 2021

Mercedes-Benz C 300 d – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Novo Classe C vem para dominar

A Mercedes entrou a “pés juntos” com o novo Classe C. A nova geração do modelo mais vendido da marca alemã na última década, chega com o papel de manter o legado deixado pelos antecessores e, para além disso, ser líder num segmento onde tem como principais rivais o BMW Série 3 e o Audi A4. Com um exterior mais apelativo, interior recheado de tecnologia e com uma filosofia bem ao estilo do maior Classe S, o novo Classe C tem vários argumentos para chegar e dominar o mercado. Tivemos a possibilidade de o ensaiar na versão C 300 d, a mais potente das alternativas Diesel.


Mais:

tecnologia, habitáculo, conforto

Menos:

preço de alguns opcionais

Exterior

8/10

Exterior (8/10) Ao nível do design o Mercedes-Benz Classe C apresenta pequenos detalhes que fazem a diferença face ao antecessor, não numa revolução, mas sim uma evolução. Assim, encontramos faróis LED redesenhados, uma secção dianteira mais expressiva, principalmente com o equipamento AMG, com destaque para uma nova grelha com o preenchimento a ser feito com pequenas estrelas de três pontas que compõe o símbolo da marca. As linhas são agora mais simples, mas isso não impossibilitou a inclusão de duas saliências no capot que ajudam a acentuar a expressividade do modelo.

Interior

9/10

Interior (9/10) Se por fora é uma evolução, no interior é mesmo uma revolução. O principal ponto forte é a adoção de um design semelhante ao do Classe S, ou seja, o painel de instrumentos digital é agora separado do ecrã central, ecrã esse que passa a estar disposto na vertical. Para além disso adota novas saídas de ventilação ligeiramente mais achatadas e o mais recente volante multifunções da marca que, na nossa opinião, está muito bem conseguido. Como seria de esperar da Mercedes, tanto os materiais como a construção são praticamente irrepreensíveis.

Nesta nova geração do Mercedes-Benz Classe C, todos os passageiros a bordo vão ter boas sensações de espaço. Com o crescimento de 25 mm da distância entre eixos face ao antecessor, a Mercedes anuncia um aumento de espaço em todos os sentidos – altura, largura e comprimento – que permite pessoas com mais de 1,80 cm viajar com conforto nos bancos traseiros. Tudo isto acompanhado por uma bagageira de 455 litros, curiosamente, o mesmo valor da geração anterior. Passando para a tecnologia, é aqui que a Mercedes ganha pontos face aos rivais. O sistema de infotainment MBUX de segunda geração, o mesmo do Classe S, está muito completo, intuitivo e é fácil de utilizar. De facto, todos os menus estão bem organizados e com um visual apelativo. De um modo geral, o interior do Mercedes-Benz Classe C é agora bastante evoluído e, diga-se, está num patamar superior face aos rivais.

Equipamento

8/10

Equipamento (8/10) Como é comum no segmento D premium, o novo Mercedes-Benz Classe C tem um bom recheio. É caso de isso o sistema de infotainment MBUX, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, ecrã central de 11,9 polegadas, assistente ativo de faixa de rodagem, assistente ativo de travagem, sensores de chuva e de luz, cruise control, pack de estacionamento de 360º, linha exterior e interior AMG, entre outras. A unidade em ensaio conta ainda com alguns opcionais: head-up display (1017€), consola central com aparência metalizada (163€), sistema de som premium ada Burmester (1017€) e pack premium executive (4472€).

Consumos

8/10

Consumos (8/10) Relativamente a consumos, a Mercedes anuncia uma média de 5,3 l/100 km para o C 300 d. Durante o nosso ensaio percebemos que é possível fazer valores a rondar os 5,5 l/100 km caso o pé direito esteja muito “levezinho”. No total do ensaio, sem qualquer tipo de preocupações em conquistar o melhor valor de consumos possível, registámos um valor médio de 6,4 l/100 km. Apesar de ser a versão Diesel mais potente, os consumos continuam a ser uma das grandes vantagens deste tipo de motorização que tem cada vez menos importância na indústria automóvel.

Ao Volante

9/10

Ao volante (9/10) A nova geração do Classe C mantém a plataforma do antecessor, mas a mesma passou por algumas melhorias. Para além de apresentar uma maior distância entre eixos apresenta-se com uma nova afinação de suspensão. De referir que a unidade em ensaio conta com suspensão desportiva (não adaptativa). Desde os primeiros quilómetros que o Mercedes C 300 d apresentou uma experiência mais confortável do que os rivais e só em estradas mais degradadas é que as imperfeições se fazem sentir no habitáculo. Por outro lado, num ritmo mais dinâmico e desportivo, sentimos um pouco a falta de uma adaptação da dureza da suspensão, algo que iria melhorar a performance principalmente em curva. Apesar de cumprir, graças a uma direção com o peso certo e o chassis permitir uma condução divertida com a traseira a “escapar” em alguns casos, parece continuar ligeiramente atrás do Série 3 no capítulo dinâmico.

Motor

8/10

Motor (8/10) Debaixo do capot encontramos o motor quatro cilindros em linha, turbo, Diesel associado a um sistema mild hybrid de 48V. Esta solução, a de topo nas opções Diesel, debita 265 cv e 550 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos e atingir os 250 km/h de velocidade máxima. Durante o nosso ensaio o C 300 d mostrou ser um carro “despachado”, principalmente desde baixa rotação graças à entrega do binário máximo ainda antes das 2000 rpm.  Este motor tem um trabalhar suave e o nível de ruido é contido, fazendo-se apenas sentir quando chegamos perto do “red line”. Esta solução está associada a uma transmissão automática de nove velocidades que mostrou ter passagens suaves e quase impercetíveis.

Balanço Final

8/10

Balanço final (8/10) Por fim, o novo Mercedes-Benz Classe C passou por uma evolução extremamente positiva, numa clara demonstração que não pretende apenas competir com os principais rivais, mas sim dominar o mercado graças a visual exterior bem conseguido e um interior recheado de tecnologia que marca pela diferença e qualidade. Neste primeiro ensaio à nova geração tivemos a versão C 300 d que tem potência mais do que suficiente para satisfazer, porém, as soluções Diesel estão a perder cada vez mais importância. Numa segunda fase chegará a versão híbrida plug-in que promete valores de autonomia a rondar os 100 km, variante essa que deverá ser uma das mais procuradas do modelo e que, certamente, vamos testar no Automais.   

Concorrentes

BMW 330d – Motor: seis cilindros em linha, 3.0 litros, turbo, Diesel + sistema mild hybrid; potência: 286 cv e 650 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,3 segundos; consumo médio: 5,6 l/100 km; preço base: 63 500€

Audi A4 40 TDI – Motor: quatro cilindros em linha, 2.0 litros, turbo, Diesel; potência: 204 cv e 400 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 7,4 segundos; consumo médio: 5,4 l/100 km; preço base: 50 761€

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, Diesel + sistema mild hybrid

Cilindrada (cm3): 1993

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 94,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 265/4200

Binário máximo (Nm/rpm): 550/1800-2200

Tração: traseira

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,7

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 5,3

Emissões CO2 (gr/km): 132-139

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4751/1820/1438

Distância entre eixos (mm): 2865

Largura de vias (fr/tr mm): 1582/1594

Peso (kg): 1775

Capacidade da bagageira (l): 455

Deposito de combustível (l): 50 + 7

Pneus (fr/tr): 225/45 R18 / 245/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 68 550 €

Preço da versão base (Euros): 59 350 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Ao nível do design o Mercedes-Benz Classe C apresenta pequenos detalhes que fazem a diferença face ao antecessor, não numa revolução, mas sim uma evolução. Assim, encontramos faróis LED redesenhados, uma secção dianteira mais expressiva, principalmente com o equipamento AMG, com destaque para uma nova grelha com o preenchimento a ser feito com pequenas estrelas de três pontas que compõe o símbolo da marca. As linhas são agora mais simples, mas isso não impossibilitou a inclusão de duas saliências no capot que ajudam a acentuar a expressividade do modelo.

Interior

Interior (9/10) Se por fora é uma evolução, no interior é mesmo uma revolução. O principal ponto forte é a adoção de um design semelhante ao do Classe S, ou seja, o painel de instrumentos digital é agora separado do ecrã central, ecrã esse que passa a estar disposto na vertical. Para além disso adota novas saídas de ventilação ligeiramente mais achatadas e o mais recente volante multifunções da marca que, na nossa opinião, está muito bem conseguido. Como seria de esperar da Mercedes, tanto os materiais como a construção são praticamente irrepreensíveis.

Nesta nova geração do Mercedes-Benz Classe C, todos os passageiros a bordo vão ter boas sensações de espaço. Com o crescimento de 25 mm da distância entre eixos face ao antecessor, a Mercedes anuncia um aumento de espaço em todos os sentidos – altura, largura e comprimento – que permite pessoas com mais de 1,80 cm viajar com conforto nos bancos traseiros. Tudo isto acompanhado por uma bagageira de 455 litros, curiosamente, o mesmo valor da geração anterior. Passando para a tecnologia, é aqui que a Mercedes ganha pontos face aos rivais. O sistema de infotainment MBUX de segunda geração, o mesmo do Classe S, está muito completo, intuitivo e é fácil de utilizar. De facto, todos os menus estão bem organizados e com um visual apelativo. De um modo geral, o interior do Mercedes-Benz Classe C é agora bastante evoluído e, diga-se, está num patamar superior face aos rivais.

Equipamento

Equipamento (8/10) Como é comum no segmento D premium, o novo Mercedes-Benz Classe C tem um bom recheio. É caso de isso o sistema de infotainment MBUX, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, ecrã central de 11,9 polegadas, assistente ativo de faixa de rodagem, assistente ativo de travagem, sensores de chuva e de luz, cruise control, pack de estacionamento de 360º, linha exterior e interior AMG, entre outras. A unidade em ensaio conta ainda com alguns opcionais: head-up display (1017€), consola central com aparência metalizada (163€), sistema de som premium ada Burmester (1017€) e pack premium executive (4472€).

Consumos

Consumos (8/10) Relativamente a consumos, a Mercedes anuncia uma média de 5,3 l/100 km para o C 300 d. Durante o nosso ensaio percebemos que é possível fazer valores a rondar os 5,5 l/100 km caso o pé direito esteja muito “levezinho”. No total do ensaio, sem qualquer tipo de preocupações em conquistar o melhor valor de consumos possível, registámos um valor médio de 6,4 l/100 km. Apesar de ser a versão Diesel mais potente, os consumos continuam a ser uma das grandes vantagens deste tipo de motorização que tem cada vez menos importância na indústria automóvel.

Ao volante

Ao volante (9/10) A nova geração do Classe C mantém a plataforma do antecessor, mas a mesma passou por algumas melhorias. Para além de apresentar uma maior distância entre eixos apresenta-se com uma nova afinação de suspensão. De referir que a unidade em ensaio conta com suspensão desportiva (não adaptativa). Desde os primeiros quilómetros que o Mercedes C 300 d apresentou uma experiência mais confortável do que os rivais e só em estradas mais degradadas é que as imperfeições se fazem sentir no habitáculo. Por outro lado, num ritmo mais dinâmico e desportivo, sentimos um pouco a falta de uma adaptação da dureza da suspensão, algo que iria melhorar a performance principalmente em curva. Apesar de cumprir, graças a uma direção com o peso certo e o chassis permitir uma condução divertida com a traseira a “escapar” em alguns casos, parece continuar ligeiramente atrás do Série 3 no capítulo dinâmico.

Concorrentes

BMW 330d – Motor: seis cilindros em linha, 3.0 litros, turbo, Diesel + sistema mild hybrid; potência: 286 cv e 650 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,3 segundos; consumo médio: 5,6 l/100 km; preço base: 63 500€

Audi A4 40 TDI – Motor: quatro cilindros em linha, 2.0 litros, turbo, Diesel; potência: 204 cv e 400 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 7,4 segundos; consumo médio: 5,4 l/100 km; preço base: 50 761€

Motor

Motor (8/10) Debaixo do capot encontramos o motor quatro cilindros em linha, turbo, Diesel associado a um sistema mild hybrid de 48V. Esta solução, a de topo nas opções Diesel, debita 265 cv e 550 Nm de binário, potência suficiente para acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos e atingir os 250 km/h de velocidade máxima. Durante o nosso ensaio o C 300 d mostrou ser um carro “despachado”, principalmente desde baixa rotação graças à entrega do binário máximo ainda antes das 2000 rpm.  Este motor tem um trabalhar suave e o nível de ruido é contido, fazendo-se apenas sentir quando chegamos perto do “red line”. Esta solução está associada a uma transmissão automática de nove velocidades que mostrou ter passagens suaves e quase impercetíveis.

Balanço final

Balanço final (8/10) Por fim, o novo Mercedes-Benz Classe C passou por uma evolução extremamente positiva, numa clara demonstração que não pretende apenas competir com os principais rivais, mas sim dominar o mercado graças a visual exterior bem conseguido e um interior recheado de tecnologia que marca pela diferença e qualidade. Neste primeiro ensaio à nova geração tivemos a versão C 300 d que tem potência mais do que suficiente para satisfazer, porém, as soluções Diesel estão a perder cada vez mais importância. Numa segunda fase chegará a versão híbrida plug-in que promete valores de autonomia a rondar os 100 km, variante essa que deverá ser uma das mais procuradas do modelo e que, certamente, vamos testar no Automais.   

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, Diesel + sistema mild hybrid

Cilindrada (cm3): 1993

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 94,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 265/4200

Binário máximo (Nm/rpm): 550/1800-2200

Tração: traseira

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): Triângulos sobrepostos / Independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 5,7

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 5,3

Emissões CO2 (gr/km): 132-139

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4751/1820/1438

Distância entre eixos (mm): 2865

Largura de vias (fr/tr mm): 1582/1594

Peso (kg): 1775

Capacidade da bagageira (l): 455

Deposito de combustível (l): 50 + 7

Pneus (fr/tr): 225/45 R18 / 245/40 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 68 550 €

Preço da versão base (Euros): 59 350 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 68550€
Preço da versão base (Euros): 59350€