Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC – Ensaio Teste

By on 28 Junho, 2021

Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Diesel ainda tem espaço na era da eletrificação

A Mercedes continua a apostar numa motorização híbrida plug-in com motor a combustão Diesel, opção essa que está disponível, por exemplo, no Classe E. Agora, fomos conhecer o GLC 300 de 4MATIC que, apesar da idade, continua a ser uma das melhores soluções do segmento premium dos SUV médios. Será esta a melhor versão do GLC?


Mais:

consumos; disponibilidade do motor; conforto

Menos:

Interior começa a pedir atualização; autonomia elétrica; volumetria da bagageira

Exterior

7/10

Exterior (8/10) Apesar dos vários anos de mercado (geração de 2015 atualizada em 2019), o Mercedes-Benz GLC continua, na nossa opinião, a ter um design muito atual. As linhas arredondadas com características próprias da marca alemã, como é o caso da assinatura LED na dianteira e traseira, são simples, mas bem conseguidas. Face às versões a combustão o GLC 300 de diferencia-se, somente, pela inclusão de uma entrada de carregamento no para-choques traseiro e a designação EQ Power nas laterais.

Interior

7/10

Interior (7/10) Se por fora continua atual, no interior começa a acusar a idade. De facto, tal como pode ver nas fotos da galeria, o GLC 300 de tem o design de habitáculo antigo. Ou seja, não tem os dois ecrãs interligados como acontece, por exemplo, no Mercedes-Benz Classe A, nem tem a nova configuração utlizada no Classe S ou Classe C. Ao invés disso recorre a um painel de instrumentos digital personalizável, acompanhado por um ecrã central onde são transmitidas as informações do infotainment MBUX, sistema esse que é completo e fácil de utilizar com destaque para a conectividade ao smartphone através de Apple CarPlay e Android Auto.

Como seria de esperar num modelo da marca alemã a qualidade de construção e de materiais é praticamente irrepreensível. Ao nível de espaço, a segunda fila de bancos permite transportar três adultos com relativa facilidade embora o lugar do meio se torne o menos confortável devido a um túnel central pronunciado. Já a bagageira sofre um grande decréscimo devido à inclusão da bateria, de 13,5 kWh, ao passar de 550 litros das variantes a combustão para 395 litros neste Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC.

Equipamento

7/10

Equipamento (7/10) No capítulo do equipamento, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC tem um recheio interessante, contudo, sentimos que há alguns opcionais que deveriam ser de série como é o caso do sistema de mãos livres Keyless ou cruise control adaptivo. A unidade em ensaio conta ainda com os opcionais pack de integração de smartphone (366€), teto de abrir elétrico panorâmico (1423€), cockpit panorâmico (772€), gancho para reboque com estabilização ESP (772€), carregamento wireless de smartphone (203€), linha exterior e interior AMG (2927€), acabamento interior com madeira de feixo preto (203€), pack advantage (2236€) e tablier em pele (488€). Feitas as contas, passa de um preço base de 67 500€ para os 84 310€ desta unidade.

Consumos

9/10

Consumos (9/10) Uma das grandes vantagens desta motorização híbrida plug-in com motor a combustão Diesel são os consumos. De facto, nos primeiros 100 quilómetros realizámos uma média de 2,6 l/100 km, um valor não muito distante do anunciado pela marca alemã. Isto só é possível graças à autonomia elétrica que, numa utilização real, permitiu-nos percorrer um total de 40 km em modo 100% elétrico.

Por outro lado, quando a bateria acaba o valor não sobe desmedidamente como acontece com alguns dos híbridos plug-in a gasolina do mercado. O motor Diesel permite que a média se mantenha baixa e, após a realização de vários quilómetros apenas com motor a combustão, percebemos que é relativamente fácil ficar pelos 6,1 l/100 km. Um bom valor principalmente quando nos lembramos que o GLC 300 de pesa mais de 2 toneladas.

Ao Volante

8/10

Ao volante (8/10) Ao volante, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC demonstrou um andamento muito positivo graças aos 306 cv desta motorização. Em cidade, é fácil deixar o trânsito para trás ao abrir do semáforo, enquanto em ultrapassagens temos potência mais do que suficiente para realizar a manobra em segurança. Já em autoestrada a boa insonorização do habitáculo torna o ruído aerodinâmico e do motor Diesel praticamente inexistentes.

Quanto ao amortecimento, a unidade em questão conta com o opcional Air Body Control, um equipamento que oferece um comportamento de rolamento extremamente suave graças a uma regulação contínua do amortecimento. Nos modos menos desportivos registámos algum adornar de carroçaria, porém, com recurso ao comando rotativo na consola central, passamos para o modo Sport e o balançar fica mais contido. Em trajetos sinuosos o Mercedes-Benz GLC 300 de mostrou um bom comportamento para as dimensões e peso que possui, e a entrega de binário instantânea ajuda a ter uma saída de curva muito veloz.

Motor

8/10

Motor (8/10) Debaixo do capot do Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC encontramos uma motorização híbrida plug-in. Esta conta com um motor Diesel de 2.0 litros sobrealimentado associado a um propulsor elétrico que, em conjunto, garantem uma potência combinada de 306 cv e 700 Nm de binário. O motor está acoplado a uma transmissão automática de 9 velocidades que transmite a potência às quatro rodas motrizes. Com estes argumentos é possível acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,2 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 230 km/h. Com 700 Nm as acelerações são extremamente enérgicas mesmo em baixa rotação com um ligeiro perder de força somente perto do “redline”.

Balanço Final

8/10

Balanço Final (8/10) Em suma, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC continua a ser uma boa proposta apesar dos vários anos de mercado, contudo, começa a “pedir” uma nova geração para receber argumentos semelhantes ao novo Classe C, principalmente ao nível tecnológico. Seja como for, os 306 cv são mais do que suficientes para todas as solicitações do dia-a-dia. O Air Body Control faz “milagres” no amortecimento do SUV e garantem um conforto em todo o tipo de percurso. Nos pontos menos positivos destacamos a ausência de alguns equipamentos que deveriam ser de série e um valor de autonomia inferior aos principais rivais.

Concorrentes

BMW X3 xDrive30e – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 292 cv e 420 Nm de binário; autonomia elétrica: 50 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 6,1 segundos; consumo combinado: 2 l/100 km; preço base: 65 300€

 

Audi Q5 50 TFSIe – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 299 cv e 450 Nm de binário; autonomia elétrica: 62 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 6,1 segundos; consumo combinado: 1,5 l/100 km; preço base: 63 546€

Volvo XC60 T6 – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 341 cv e 590 Nm de binário; autonomia elétrica: 53 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; consumo combinado: 2,4 l/100 km; preço base: 69 406€

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo, Diesel + sistema híbrido plug-in (1 motor elétrico)

Cilindrada (cm3): 1950

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 92,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Bateria (kWh): 13,5 (9,3 de carga útil)

Potência máxima (CV/rpm): 306/n.d.

Binário máximo (Nm/rpm): 700/n.d.

Tração: Integral

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / semi-independente (amortecimento AIR BODY CONTROL)

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,2

Velocidade máxima (km/h): 230

Consumos misto (l/100 km): 1,7

Autonomia elétrica: 45 km (WLTP)

Emissões CO2 (gr/km): 45 g/km 

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4658/1890/1664

Distância entre eixos (mm): 2873

Largura de vias (fr/tr mm): 1621/1617

 

Preço da versão ensaiada: 84 310€

Preço da versão base: 67 500€

Peso (kg): 2125

Capacidade da bagageira (l): 395

Deposito de combustível (l): 43

Pneus (fr/tr): 235/55 R19

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Apesar dos vários anos de mercado (geração de 2015 atualizada em 2019), o Mercedes-Benz GLC continua, na nossa opinião, a ter um design muito atual. As linhas arredondadas com características próprias da marca alemã, como é o caso da assinatura LED na dianteira e traseira, são simples, mas bem conseguidas. Face às versões a combustão o GLC 300 de diferencia-se, somente, pela inclusão de uma entrada de carregamento no para-choques traseiro e a designação EQ Power nas laterais.

Interior

Interior (7/10) Se por fora continua atual, no interior começa a acusar a idade. De facto, tal como pode ver nas fotos da galeria, o GLC 300 de tem o design de habitáculo antigo. Ou seja, não tem os dois ecrãs interligados como acontece, por exemplo, no Mercedes-Benz Classe A, nem tem a nova configuração utlizada no Classe S ou Classe C. Ao invés disso recorre a um painel de instrumentos digital personalizável, acompanhado por um ecrã central onde são transmitidas as informações do infotainment MBUX, sistema esse que é completo e fácil de utilizar com destaque para a conectividade ao smartphone através de Apple CarPlay e Android Auto.

Como seria de esperar num modelo da marca alemã a qualidade de construção e de materiais é praticamente irrepreensível. Ao nível de espaço, a segunda fila de bancos permite transportar três adultos com relativa facilidade embora o lugar do meio se torne o menos confortável devido a um túnel central pronunciado. Já a bagageira sofre um grande decréscimo devido à inclusão da bateria, de 13,5 kWh, ao passar de 550 litros das variantes a combustão para 395 litros neste Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC.

Equipamento

Equipamento (7/10) No capítulo do equipamento, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC tem um recheio interessante, contudo, sentimos que há alguns opcionais que deveriam ser de série como é o caso do sistema de mãos livres Keyless ou cruise control adaptivo. A unidade em ensaio conta ainda com os opcionais pack de integração de smartphone (366€), teto de abrir elétrico panorâmico (1423€), cockpit panorâmico (772€), gancho para reboque com estabilização ESP (772€), carregamento wireless de smartphone (203€), linha exterior e interior AMG (2927€), acabamento interior com madeira de feixo preto (203€), pack advantage (2236€) e tablier em pele (488€). Feitas as contas, passa de um preço base de 67 500€ para os 84 310€ desta unidade.

Consumos

Consumos (9/10) Uma das grandes vantagens desta motorização híbrida plug-in com motor a combustão Diesel são os consumos. De facto, nos primeiros 100 quilómetros realizámos uma média de 2,6 l/100 km, um valor não muito distante do anunciado pela marca alemã. Isto só é possível graças à autonomia elétrica que, numa utilização real, permitiu-nos percorrer um total de 40 km em modo 100% elétrico.

Por outro lado, quando a bateria acaba o valor não sobe desmedidamente como acontece com alguns dos híbridos plug-in a gasolina do mercado. O motor Diesel permite que a média se mantenha baixa e, após a realização de vários quilómetros apenas com motor a combustão, percebemos que é relativamente fácil ficar pelos 6,1 l/100 km. Um bom valor principalmente quando nos lembramos que o GLC 300 de pesa mais de 2 toneladas.

Ao volante

Ao volante (8/10) Ao volante, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC demonstrou um andamento muito positivo graças aos 306 cv desta motorização. Em cidade, é fácil deixar o trânsito para trás ao abrir do semáforo, enquanto em ultrapassagens temos potência mais do que suficiente para realizar a manobra em segurança. Já em autoestrada a boa insonorização do habitáculo torna o ruído aerodinâmico e do motor Diesel praticamente inexistentes.

Quanto ao amortecimento, a unidade em questão conta com o opcional Air Body Control, um equipamento que oferece um comportamento de rolamento extremamente suave graças a uma regulação contínua do amortecimento. Nos modos menos desportivos registámos algum adornar de carroçaria, porém, com recurso ao comando rotativo na consola central, passamos para o modo Sport e o balançar fica mais contido. Em trajetos sinuosos o Mercedes-Benz GLC 300 de mostrou um bom comportamento para as dimensões e peso que possui, e a entrega de binário instantânea ajuda a ter uma saída de curva muito veloz.

Concorrentes

BMW X3 xDrive30e – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 292 cv e 420 Nm de binário; autonomia elétrica: 50 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 6,1 segundos; consumo combinado: 2 l/100 km; preço base: 65 300€

 

Audi Q5 50 TFSIe – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 299 cv e 450 Nm de binário; autonomia elétrica: 62 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 6,1 segundos; consumo combinado: 1,5 l/100 km; preço base: 63 546€

Volvo XC60 T6 – Motorização: híbrida plug-in a gasolina; potência: 341 cv e 590 Nm de binário; autonomia elétrica: 53 km; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; consumo combinado: 2,4 l/100 km; preço base: 69 406€

Motor

Motor (8/10) Debaixo do capot do Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC encontramos uma motorização híbrida plug-in. Esta conta com um motor Diesel de 2.0 litros sobrealimentado associado a um propulsor elétrico que, em conjunto, garantem uma potência combinada de 306 cv e 700 Nm de binário. O motor está acoplado a uma transmissão automática de 9 velocidades que transmite a potência às quatro rodas motrizes. Com estes argumentos é possível acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,2 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 230 km/h. Com 700 Nm as acelerações são extremamente enérgicas mesmo em baixa rotação com um ligeiro perder de força somente perto do “redline”.

Balanço final

Balanço Final (8/10) Em suma, o Mercedes-Benz GLC 300 de 4MATIC continua a ser uma boa proposta apesar dos vários anos de mercado, contudo, começa a “pedir” uma nova geração para receber argumentos semelhantes ao novo Classe C, principalmente ao nível tecnológico. Seja como for, os 306 cv são mais do que suficientes para todas as solicitações do dia-a-dia. O Air Body Control faz “milagres” no amortecimento do SUV e garantem um conforto em todo o tipo de percurso. Nos pontos menos positivos destacamos a ausência de alguns equipamentos que deveriam ser de série e um valor de autonomia inferior aos principais rivais.

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo, Diesel + sistema híbrido plug-in (1 motor elétrico)

Cilindrada (cm3): 1950

Diâmetro x Curso (mm): 82 x 92,3

Taxa de Compressão: 15,5 a 1

Bateria (kWh): 13,5 (9,3 de carga útil)

Potência máxima (CV/rpm): 306/n.d.

Binário máximo (Nm/rpm): 700/n.d.

Tração: Integral

Transmissão: Automática de 9 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / semi-independente (amortecimento AIR BODY CONTROL)

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,2

Velocidade máxima (km/h): 230

Consumos misto (l/100 km): 1,7

Autonomia elétrica: 45 km (WLTP)

Emissões CO2 (gr/km): 45 g/km 

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4658/1890/1664

Distância entre eixos (mm): 2873

Largura de vias (fr/tr mm): 1621/1617

 

Preço da versão ensaiada: 84 310€

Preço da versão base: 67 500€

Peso (kg): 2125

Capacidade da bagageira (l): 395

Deposito de combustível (l): 43

Pneus (fr/tr): 235/55 R19

Preço da versão ensaiada (Euros): 84310€
Preço da versão base (Euros): 67500€