Nissan Qashqai 1.3 DIG-T – Ensaio Teste

By on 5 Novembro, 2021

Nissan Qashqai 1.3 DIG-T – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Aprimorar a fórmula

O Nissan Qashqai é visto por muitos como o impulsionador da “moda” SUV e, diga-se, os números não enganam. Desde 2007 já foram vendidas mais de 5 milhões de unidades, sendo que 3 milhões foram no mercado europeu. Agora, chega à terceira geração num aprimorar de fórmula com um visual mais emotivo, interior com reforço tecnológico e motores eletrificados. Neste ensaio conduzimos a versão 1.3 DIG-T com caixa manual de seis velocidades, com o nível de equipamento N-Connecta, o mais equilibrado da gama.


Mais:

design, equipamento (no nível N-Connecta), espaço a bordo

Menos:

resposta do motor em regimes baixos

Exterior

8/10

Exterior (8/10) O novo Nissan Qashqai adota uma filosofia ligeiramente distinta dos antecessores. De facto, a marca nipónica quis dar uma imagem mais emotiva e menos tradicional ao adotar linhas dinâmicas e retas que o diferenciam da geração anterior. Ainda assim, a Nissan quis uniformizar a gama SUV, visto que o Qashqai tem uma secção dianteira semelhante à estreada pelo Juke. O resultado final é um SUV, que apesar de não ser tão irreverente como, por exemplo, o Tucson, está mais apelativo.

Interior

8/10

Interior (8/10) No interior, o Nissan Qashqai apresenta um revestimento que conjuga couro e plásticos duros ao toque, ou seja, em linha com o segmento. Destaque ainda para uma construção de boa qualidade. Completamente distinto do antecessor, o novo Qashqai apresenta um tablier com uma melhor ergonomia e que mantém grande parte dos comandos físicos. O ecrã central, de 9 polegadas nesta versão, está posicionado numa zona superior. Este transmite as informações do sistema de infotainment NissanConnect que mostrou ser rápido e intuitivo, numa clara evolução face ao que existia até então no modelo. Como é cada vez mais comum nos veículos atuais a conectividade ao smartphone pode ser feita através de Apple CarPlay (sem fios) e Android Auto.

O condutor tem ainda à sua frente um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas configurável. Construído com base na plataforma CMF-C da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o Qashqai ganha uma maior distância entre eixos que, consequentemente, melhor o espaço no habitáculo. Na segunda fila de bancos é possível sentar adultos com mais de 1,80 cm com espaço tanto para cabeça como para pernas.

Equipamento

8/10

Equipamento (8/10) Relativamente ao equipamento, o Nissan Qashqai deste ensaio conta com o nível N-Connecta, um dos mais equilibrados da gama. Assim, de série encontramos jantes de 18 polegadas, molduras prateadas no para-choques, vidros escurecidos, bancos em tecido, consola central com iluminação ambiente, sistema de arrumação inteligente da bagageira, ecrã central de 9 polegadas, sistema de infotainment com navegação, Apple CarPlay sem fios, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e câmara de visão 360º com deteção de objetos em movimento.

Consumos

7/10

Consumos (7/10) Durante o nosso ensaio conseguimos realizar uma média de 6,8 l/100 km, um valor ligeiramente superior aos 6,5 l/100 km anunciados pela marca. Em cidade o valor sobe para mais de 7,5 l/100 km sem grande dificuldade, mas em sentido inverso o 1.3 litros mostrou uma boa eficiência em autoestrada, permitindo realizar uma média de 5,4 l/100 km.

Ao Volante

8/10

Ao volante (8/10) Ao volante, o Nissan Qashqai mostrou-se robusto e com uma afinação de suspensão ligeiramente mais firme, mas sem que isso prejudique o conforto. Em cidade a posição mais elevada é uma vantagem, com destaque para uma direção com peso certo e em linha com o resto do segmento. Em autoestrada de salientar a satisfatória insonorização do habitáculo e o motor quatro cilindros chega “para as encomendas”. Em trajetos mais sinuosos, os movimentos de carroçaria são contidos e, apesar de não ter pretensões desportivas, apresenta uma dinâmica substancialmente superior quando comparado com o antecessor.

Motor

7/10

Motor (7/10) A nova geração do Nissan Qashqai só está disponível, para já, com uma motorização, o quatro cilindros de 1.3 litros, turbo, com sistema mild hybrid de 12V, mas em dois níveis de potência distintos. Neste ensaio tivemos a versão com 140 cv e 240 Nm de binário, potência essa que chega às rodas dianteiras através da transmissão manual de seis velocidades. Este motor tem uma boa resposta ao acelerador, mas apenas depois das 1800/1900 rpm. Antes disso falta energia para impulsionar os 1405 kg do Qashqai, obrigando-nos a recorrer à caixa de velocidades manual, que não é das mais rápidas do mercado, com frequência.

Balanço Final

8/10

Balanço Final (8/10) Em suma, o Nissan Qashqai já começava a desesperar por esta nova geração que melhorou o SUV nos capítulos certos. O visual é agora mais apelativo, tem tecnologia em linha com as propostas dos rivais e o motor 1.3 litros a gasolina “casa” bem com o Qashqai. Nesta versão N-Connecta o preço arranca nos 31 mil euros.

Concorrentes

Hyundai Tucson 1.6 T-GDi – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 620 litros; Consumos: 6,7 l/100 km; Preço base: 32 007€

Renault Arkana TCe 140 EDC – Motor: quatro cilindros, 1.3 litros, turbo, gasolina; Potência: 140 cv e 260 Nm de binário; Bagageira: 513 litros; Consumos: 5,9 l/100 km; Preço base: 32 300€

Peugeot 3008 1.2 PureTech – Motor: três cilindros, 1.2 litros, turbo, gasolina; Potência: 130 cv e 230 Nm de binário; Bagageira: 520 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 34 100€

Cupra Formentor 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 450 litros; Consumos: 6,4 l/100 km; Preço base: 32 939€

Seat Ateca 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 510 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 33 144€

Volkswagen T-Roc 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 445 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 31 404€

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina + Sistema Mild Hybrid 12V

Cilindrada (cm3): 1332

Diâmetro x Curso (mm): 72,2 x 81,4

Taxa de Compressão: 10,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 140/5500

Binário máximo (Nm/rpm): 240/1650-4000

Tração: dianteira

Transmissão: Manual 6 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / eixo de torção

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 10,2

Velocidade máxima (km/h): 196

Consumos misto (l/100 km): 6,5

Emissões CO2 (gr/km): 146

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4425/1848/1625

Distância entre eixos (mm): 2665

Largura de vias (fr/tr mm): 1580/1580

Peso (kg): 1405

Capacidade da bagageira (l): 504

Deposito de combustível (l): 55

Pneus (fr/tr): 235/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 31 000€

Preço da versão base (Euros): 28 500 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) O novo Nissan Qashqai adota uma filosofia ligeiramente distinta dos antecessores. De facto, a marca nipónica quis dar uma imagem mais emotiva e menos tradicional ao adotar linhas dinâmicas e retas que o diferenciam da geração anterior. Ainda assim, a Nissan quis uniformizar a gama SUV, visto que o Qashqai tem uma secção dianteira semelhante à estreada pelo Juke. O resultado final é um SUV, que apesar de não ser tão irreverente como, por exemplo, o Tucson, está mais apelativo.

Interior

Interior (8/10) No interior, o Nissan Qashqai apresenta um revestimento que conjuga couro e plásticos duros ao toque, ou seja, em linha com o segmento. Destaque ainda para uma construção de boa qualidade. Completamente distinto do antecessor, o novo Qashqai apresenta um tablier com uma melhor ergonomia e que mantém grande parte dos comandos físicos. O ecrã central, de 9 polegadas nesta versão, está posicionado numa zona superior. Este transmite as informações do sistema de infotainment NissanConnect que mostrou ser rápido e intuitivo, numa clara evolução face ao que existia até então no modelo. Como é cada vez mais comum nos veículos atuais a conectividade ao smartphone pode ser feita através de Apple CarPlay (sem fios) e Android Auto.

O condutor tem ainda à sua frente um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas configurável. Construído com base na plataforma CMF-C da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o Qashqai ganha uma maior distância entre eixos que, consequentemente, melhor o espaço no habitáculo. Na segunda fila de bancos é possível sentar adultos com mais de 1,80 cm com espaço tanto para cabeça como para pernas.

Equipamento

Equipamento (8/10) Relativamente ao equipamento, o Nissan Qashqai deste ensaio conta com o nível N-Connecta, um dos mais equilibrados da gama. Assim, de série encontramos jantes de 18 polegadas, molduras prateadas no para-choques, vidros escurecidos, bancos em tecido, consola central com iluminação ambiente, sistema de arrumação inteligente da bagageira, ecrã central de 9 polegadas, sistema de infotainment com navegação, Apple CarPlay sem fios, painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e câmara de visão 360º com deteção de objetos em movimento.

Consumos

Consumos (7/10) Durante o nosso ensaio conseguimos realizar uma média de 6,8 l/100 km, um valor ligeiramente superior aos 6,5 l/100 km anunciados pela marca. Em cidade o valor sobe para mais de 7,5 l/100 km sem grande dificuldade, mas em sentido inverso o 1.3 litros mostrou uma boa eficiência em autoestrada, permitindo realizar uma média de 5,4 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (8/10) Ao volante, o Nissan Qashqai mostrou-se robusto e com uma afinação de suspensão ligeiramente mais firme, mas sem que isso prejudique o conforto. Em cidade a posição mais elevada é uma vantagem, com destaque para uma direção com peso certo e em linha com o resto do segmento. Em autoestrada de salientar a satisfatória insonorização do habitáculo e o motor quatro cilindros chega “para as encomendas”. Em trajetos mais sinuosos, os movimentos de carroçaria são contidos e, apesar de não ter pretensões desportivas, apresenta uma dinâmica substancialmente superior quando comparado com o antecessor.

Concorrentes

Hyundai Tucson 1.6 T-GDi – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 620 litros; Consumos: 6,7 l/100 km; Preço base: 32 007€

Renault Arkana TCe 140 EDC – Motor: quatro cilindros, 1.3 litros, turbo, gasolina; Potência: 140 cv e 260 Nm de binário; Bagageira: 513 litros; Consumos: 5,9 l/100 km; Preço base: 32 300€

Peugeot 3008 1.2 PureTech – Motor: três cilindros, 1.2 litros, turbo, gasolina; Potência: 130 cv e 230 Nm de binário; Bagageira: 520 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 34 100€

Cupra Formentor 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 450 litros; Consumos: 6,4 l/100 km; Preço base: 32 939€

Seat Ateca 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 510 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 33 144€

Volkswagen T-Roc 1.5 TSI – Motor: quatro cilindros, 1.5 litros, turbo, gasolina; Potência: 150 cv e 250 Nm de binário; Bagageira: 445 litros; Consumos: 6,2 l/100 km; Preço base: 31 404€

Motor

Motor (7/10) A nova geração do Nissan Qashqai só está disponível, para já, com uma motorização, o quatro cilindros de 1.3 litros, turbo, com sistema mild hybrid de 12V, mas em dois níveis de potência distintos. Neste ensaio tivemos a versão com 140 cv e 240 Nm de binário, potência essa que chega às rodas dianteiras através da transmissão manual de seis velocidades. Este motor tem uma boa resposta ao acelerador, mas apenas depois das 1800/1900 rpm. Antes disso falta energia para impulsionar os 1405 kg do Qashqai, obrigando-nos a recorrer à caixa de velocidades manual, que não é das mais rápidas do mercado, com frequência.

Balanço final

Balanço Final (8/10) Em suma, o Nissan Qashqai já começava a desesperar por esta nova geração que melhorou o SUV nos capítulos certos. O visual é agora mais apelativo, tem tecnologia em linha com as propostas dos rivais e o motor 1.3 litros a gasolina “casa” bem com o Qashqai. Nesta versão N-Connecta o preço arranca nos 31 mil euros.

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina + Sistema Mild Hybrid 12V

Cilindrada (cm3): 1332

Diâmetro x Curso (mm): 72,2 x 81,4

Taxa de Compressão: 10,5 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 140/5500

Binário máximo (Nm/rpm): 240/1650-4000

Tração: dianteira

Transmissão: Manual 6 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / eixo de torção

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 10,2

Velocidade máxima (km/h): 196

Consumos misto (l/100 km): 6,5

Emissões CO2 (gr/km): 146

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4425/1848/1625

Distância entre eixos (mm): 2665

Largura de vias (fr/tr mm): 1580/1580

Peso (kg): 1405

Capacidade da bagageira (l): 504

Deposito de combustível (l): 55

Pneus (fr/tr): 235/55 R18

Preço da versão ensaiada (Euros): 31 000€

Preço da versão base (Euros): 28 500 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 31000€
Preço da versão base (Euros): 28500€