Peugeot 408 GT Plug-in Hybrid 225 cv e-EAT8 – Ensaio Teste

By on 14 Novembro, 2023

O Peugeot 408 foi uma bela ideia da marca francesa. É um excelente conceito, não é claramente um tipo de carro, SUV ou berlina, mas ao mesmo tempo é um pouco de todos. O carro é bom de guiar, e uma bela alternativa em vários aspetos aos bem sucedidos crossovers, é espaçoso, o design foi muito bem conseguido. Fica em termos de dimensões entre uma berlina e um SUV, basicamente numa classe intermédia à parte.
Guia-se como uma berlina tradicional, mas é quase tão alto quanto um SUV. Em 2024 deverá chegar o e-408 elétrico, mas para já este 408 GT Plug-in Hybrid é uma excelente proposta. Tem um design muito apelativo, bom desempenho e eficiência q.b. A combinação do motor a gasolina com o elétrico oferece um bom equilíbrio entre potência e eficiência. A autonomia elétrica de até 63 km é suficiente para a maioria dos trajetos diários. Se a bateria esgota, mesmo em cidade os consumos não são exagerados, cerca de 6.7l/100 Km, em estrada, rodando com calma faz-se um bom bocado menos.

Exterior

8/10

Original e ousado! O carro é bonito e uma ‘fuga’ bem interessante à generalidade dos crossovers. Não há um ângulo menos interessante, o design foi muito bem conseguido. Tem um perfil coupé-fastback elegante e aerodinâmico e as linhas são limpas e fluidas. O visual é agressivo, mas moderno.
A silhueta é dinâmica, destaca-se pois não há nada semelhante, vê-se logo que é um 408.
Portanto, estilo inconfundível. Há quem ache demasiado radical, mas a maioria concorda que é um design marcante e que atrai a atenção.

Interior

7/10

O habitáculo dá-nos também uma forte perceção de qualidade, os materiais são bons. O interior é muito espaçoso e de alta qualidade, o ‘tablet’ amplo q.b. os botões táteis por baixo do ecrã são bons, mas é preciso acertar no toque, o que nem sempre é fácil para quem conduz, os bancos ótimos, a posição de condução também, o volante, na minha posição, tapa completamente o essencial do painel atrás do volante, o que também sucede noutros Peugeot, o carro é duro, mas o conforto não é nada mau.
Atrás, o espaço é muito, mesmo passageiros mais altos viajam muito bem atrás, há 188 milímetros de espaço para as pernas. A bagageira tem um volume de 536 litros, que pode ser aumentado para 1.611 litros depois de rebatidos os bancos traseiros, mas é inferior em capacidade à de alguns dos seus concorrentes.

Equipamento

8/10

Um dos destaques do carro é a quantidade de equipamento de série que traz. Esta versão, a GT, é a mais equipada, pode contar com: na Multimédia e Navegação, com o Peugeot Connect SOS & Assistance, Painel de instrumentos digital 3D, Áudio 6 altifalantes (2 tweeters, 2 woofers, 2 colunas), Ajuda ao Estacionamento, Sensores de estacionamento dianteiro + traseiro + Câmara de marcha-atrás, no Conforto, Volante aquecido, Acesso e ligação, mãos-livres, Portão traseiro motorizado “Easy Open”, Para-brisas acústico, no Exterior, Vidros laterais traseiros e óculo traseiro escurecidos, Faróis Matrix LED Technology, os bancos condutor e passageiro são reguláveis em altura e há regulação lombar no banco do condutor. As Jantes e Rodas são de liga leve 19″ Graphite compostos por seis câmaras e nove radares, os sistemas de assistência ao condutor incluem Cruise Control Adaptativo com função Stop and Go, Night Vision, que alerta para a presença de animais, peões ou ciclistas no caminho, antes de serem iluminados pelas luzes de máximos, Vigilância do ângulo morto de longo alcance (75 metros), Alerta de Tráfego Traseiro, que avisa sobre um potencial perigo ao fazer marcha-atrás.
Nos auxiliares de condução, existe uma gama abrangente. O 408 tem seis câmaras e nove radares, tem Cruise Control Adaptativo com função Stop and Go e com ajuste de distância entre veículos. Travagem automática de emergência com aviso de colisão: deteta peões e ciclistas, de dia e de noite, entre os 7 e os 140 km/h, dependendo da versão.
Assistente ativo de manutenção da viatura na faixa de rodagem com correção da direção.
Alerta de atenção do condutor, que deteta a diminuição da atenção durante longos períodos de condução e a velocidades superiores a 65 km/h, analisando os micro movimentos do volante.
Reconhecimento alargado de sinais de trânsito com visualização no painel digital: sinais de stop, sinais de sentido único, sinais de proibição de ultrapassagem, sinais de fim de proibição de ultrapassagem, para além dos sinais habituais relacionados com a velocidade.
Sistema de visão noturna que deteta seres vivos (peões/animais) à frente do veículo à noite ou em condições de fraca visibilidade. O alcance do sistema assegura a deteção para além do alcance das luzes de máximos, identificando os seres vivos no visor central de infravermelhos no painel digital localizado diretamente no campo de visão do condutor.
Vigilância do ângulo morto de longo alcance (75 metros).
Alerta de tráfego traseiro: ao fazer marcha-atrás, alerta o condutor para um perigo próximo.
Câmara de marcha-atrás com visão de alta-definição a 180° e com bocal de limpeza integrado. Assistência ao estacionamento de 360° com quatro câmaras de alta-definição (dianteira, traseira e laterais), ajuste do ângulo do espelho retrovisor da porta ao engrenar a marcha-atrás.

Consumos

7/10

Este Peugeot 408 é um carro muito económico. Usa um sistema híbrido suportado num motor 1.6 turbo a gasolina de 179 cv com um motor/gerador elétrico de 81 kW (110 cv) acoplado à caixa de velocidades automática e alimentado por uma bateria de 12,4 kWh com capacidade utilizável de 10,2 kWh. A potência máxima combinada é de 225 cv e o binário de 360 Nm.
Na ‘vida real’ não faz os 63 Km em modo elétrico, mas pode contar com cerca de 50 Km em cidade, especialmente se usar o moto ‘B’ de regeneração maior.
Depois da bateria se esgotar, mesmo sem ar condicionado, fiz consumos de 6.7 l/100 Km, admitindo que se possa fazer um pouco menos com um pouco mais de cuidado. Já em estrada, sem ser alta velocidade, 6.2l/100 Km, mas apesar de não ter feito muita autoestrada, os consumos fora do modo elétrico são mais baixos do que antecipei.
Seja como for, é fulcral para este tipo de carros que seja possível carregar a bateria todos os dias, ou conforme a quilometragem que o condutor fizer, porque o grande problema dos plug-in hybrid é que a maioria dos condutores não carregam a bateria tantas vezes quanto deviam e com isso deixam de lado a grande mais valia destes carros que nos permitem ir a qualquer lado sem nos preocuparmos com a autonomia, mas, regra geral não têm motores de combustão tão eficientes quanto os ‘irmãos’ a combustão, especialmente por causa do peso adicional da bateria.
Este carro pesa 1781 Kg, e a versão não híbrida GT equivalente pesa 1468 Kg, são 313 Kg que se notam muito e penalizam o consumo quando se roda sem autonomia na bateria. É fundamental tê-la…

Ao Volante

7/10

O Peugeot 408 GT Plug-in Hybrid é um automóvel muito interessante de se guiar. É potente, e se precisamos de andar, apesar do peso do carro, este ‘mexe-se’ bastante bem, e ao mesmo tempo temos nas mãos um veículo, em que se a eficiência, e o baixo consumo for o nosso ‘mind set’, também é perfeitamente possível. A combinação do motor a gasolina de 1,6 litros com o motor elétrico, que resulta numa potência de 225 cv, desempenho, é algo que não lhe falta.
Mas já lá vamos pois a principal vantagem é poder andar em modo elétrico e nesse particular, o motor responde bem, o modo ‘B’ de maior regeneração não é o mais ‘agressivo’ que conhecemos, nem de perto, apesar de grande, o carro guia-se bem em cidade, tendo em conta as estradas de piso irregular estas sentem-se um pouco, mas em estrada o carro é confortável q.b. e bem estável a velocidades mais elevadas, a insonorização não é perfeita e em estradas mais sinuosas a caixa automática está muito bem afinada para responder com a ‘marcha’ certa na altura correta, a carroçaria, apesar de um pouco alta, o que é uma das características boas do carro, quase não oscila, e comparar este carro com outros SUV, em termos dinâmicos, este 408 ‘ganha’ com bom avanço. Acaba por ser um carro divertido de conduzir q.b., embora não seja esse o seu propósito.
Em termos dinâmicos, excetuando os premium, não me lembro doutro pequeno SUV com esta performance dinâmica, mas obviamente no seu contexto pois é um automóvel muito pesado.

Motor

7/10

O motor de combustão é um quatro cilindros de 1.598cc, injeção direta, turbo, com uma potência máxima 225 cv e um binário máximo de 360 Nm. O motor de combustão tem uma potência máxima de 179 cv / 132 kW às 6.000 rpm e binário máximo 250 Nm e o motor elétrico uma potência máxima 110 cv / 81 kW, e um binário máximo 320 Nm. Tudo junto equivale a uma motorização híbrida de 225 cv e um binário total de 360 Nm, a transmissão passa por uma caixa automática de oito velocidades.
A bateria de iões de lítio tem uma capacidade utilizável de 10,2 kWh, potência máxima de recarga em AC 7,4 kW, tempo total de recarga a 3,7 kW 3,4 horas e a 7,4 kW, 1,7 h.
Tem uma velocidade máxima de 233 km/h e uma aceleração 0-100 km/h 7,8 s. A autonomia elétrica WLTP é de 63 km, mas a real fica um pouco abaixo disso, inclusivamente em cidade.

Balanço Final

7/10

Não é um automóvel barato, mas é original, bonito, eficiente e guia-se bem. É espaçoso, e o facto de ser Plug-In Hybrid permite que se ande quase só em modo elétrico, dependendo do contexto. Mas é o tipo de carro que pode perfeitamente fazer viagens grandes porque o motor de combustão não é demasiado guloso, mas a sua fatura de combustível baixa advém da possibilidade de, enquanto só precisamos do carro para o dia a dia citadino ou com alguma estrada, poder utilizar somente o modo elétrico. Se a bateria se ‘vai’, tem sempre o motor de combustão à ‘mão’.
É um automóvel muito bem equipado, mas o destaque vai para o espaço, o conforto não é superlativo, mas não desilude. Em suma, é um carro diferente em muitos aspetos, e uma boa opção para boa parte dos SUV. Termino como comecei: é caro.

Concorrentes

Citroën C5 X Híbrido Plug-In 180, desde 45.040€
Toyota Prius Plug-In 2.0, 223 cv, desde 41.990€
Opel Astra Sports Tourer PHEV, Edition | 1.6 Turbo 180cv, desde 40.590€
BMW 320e Touring, Plug-In, 204 cv, desde 55.300€
Audi A3 Sportback Plug-In, 245 cv, desde 47.746€

Ficha Técnica

Motor 1.598cc 4 Cil.
Injeção direta. Turbo. Intercooler
Potência máxima 224 cv / 165 kW
Binário máximo 360 Nm
Motor de combustão
Potência máxima 179 cv / 132 kW
Potência máxima 6.000 rpm
Binário máximo 250 Nm
Stop/Start, Sim
Motor elétrico potência máxima 110 cv / 81 kW
Binário máximo 320 Nm
Tipo Bateria de armazenamento de iões de lítio
Capacidade 12,4 kWh
Capacidade utilizável 10,2 kWh
Potência máxima de recarga em AC 7,4 kW
Tempo total de recarga a 3,7 kW 3,4 horas
Tempo total de recarga a 7,4 kW 1,7 h
Transmissão Tração dianteira
Caixa de 8 velocidades automática

Desempenho nominal e consumo de combustível
Velocidade máxima 233 km/h
Aceleração 0-100 km/h 7,8 s
Consumo de combustível WLTP
Combinado 1,2 l/100 km
Auto+ 6.7l/100 Km, bateria 0% s/ar condicionado (cidade)
Auto+ 6.2l/100 Km, bateria 0% s/ar condicionado (estrada)
Autonomia eléctrica WLTP 63 km
Emissões de CO₂ WLTP 26 g/km

Dimensões, peso, capacidades
Tipo de carroçaria Automóvel de passageiros
Número de portas 5
Comprimento 4.687 mm
Largura 1.848 mm
Altura 1.478 mm
Distância entre eixos 2787 mm
Via dianteira 1,589 mm
Via traseira 1,604 mm
Rácio Cx Não disponível
Área frontal Não disponível
Peso 1,781 kg
Depósito de combustível
Gasolina 40 l
Volume da bagageira
Volume com uma fila de bancos disponível 1.545 litros
Volume mínimo com duas filas de bancos disponíveis 471 litros
Número de lugares sentados 5
Disposição dos bancos 2 + 3
Dimensões fora de estrada
Distância ao solo 189 mm
Chassis
Estrutura da suspensão dianteira Tipo McPherson
Mola da suspensão dianteira Mola helicoidal
Estrutura da suspensão traseira Elemento de roda de torção
Mola da suspensão traseira Mola helicoidal
Barra estabilizadora dianteira Sim
Barra estabilizadora traseira Não
Tipo de travões dianteiros Disco ventilado
Tipo de travões traseiros Disco
Direção
Tipo Cremalheira e pinhão
Tipo de assistência Eléctrica
Assistência à velocidade Não
Engrenagem de redução dependente da velocidade Não
Redução não linear Não
Direção às quatro rodas Não
Círculo de viragem entre passeios 11,18 m
Pneus dianteiros 205/55 R19 97V
Pneus traseiros 205/55 R19 97V

Mais/Menos


Mais

Design
Desempenho
Eficiência

Menos

Preço
Conforto
Bagageira

Preços


Preço da versão ensaiada (Euros): 50700€

Preço da versão base (Euros): 45150€

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Original e ousado! O carro é bonito e uma ‘fuga’ bem interessante à generalidade dos crossovers. Não há um ângulo menos interessante, o design foi muito bem conseguido. Tem um perfil coupé-fastback elegante e aerodinâmico e as linhas são limpas e fluidas. O visual é agressivo, mas moderno.
A silhueta é dinâmica, destaca-se pois não há nada semelhante, vê-se logo que é um 408.
Portanto, estilo inconfundível. Há quem ache demasiado radical, mas a maioria concorda que é um design marcante e que atrai a atenção.

Interior

O habitáculo dá-nos também uma forte perceção de qualidade, os materiais são bons. O interior é muito espaçoso e de alta qualidade, o ‘tablet’ amplo q.b. os botões táteis por baixo do ecrã são bons, mas é preciso acertar no toque, o que nem sempre é fácil para quem conduz, os bancos ótimos, a posição de condução também, o volante, na minha posição, tapa completamente o essencial do painel atrás do volante, o que também sucede noutros Peugeot, o carro é duro, mas o conforto não é nada mau.
Atrás, o espaço é muito, mesmo passageiros mais altos viajam muito bem atrás, há 188 milímetros de espaço para as pernas. A bagageira tem um volume de 536 litros, que pode ser aumentado para 1.611 litros depois de rebatidos os bancos traseiros, mas é inferior em capacidade à de alguns dos seus concorrentes.

Equipamento

Um dos destaques do carro é a quantidade de equipamento de série que traz. Esta versão, a GT, é a mais equipada, pode contar com: na Multimédia e Navegação, com o Peugeot Connect SOS & Assistance, Painel de instrumentos digital 3D, Áudio 6 altifalantes (2 tweeters, 2 woofers, 2 colunas), Ajuda ao Estacionamento, Sensores de estacionamento dianteiro + traseiro + Câmara de marcha-atrás, no Conforto, Volante aquecido, Acesso e ligação, mãos-livres, Portão traseiro motorizado “Easy Open”, Para-brisas acústico, no Exterior, Vidros laterais traseiros e óculo traseiro escurecidos, Faróis Matrix LED Technology, os bancos condutor e passageiro são reguláveis em altura e há regulação lombar no banco do condutor. As Jantes e Rodas são de liga leve 19″ Graphite compostos por seis câmaras e nove radares, os sistemas de assistência ao condutor incluem Cruise Control Adaptativo com função Stop and Go, Night Vision, que alerta para a presença de animais, peões ou ciclistas no caminho, antes de serem iluminados pelas luzes de máximos, Vigilância do ângulo morto de longo alcance (75 metros), Alerta de Tráfego Traseiro, que avisa sobre um potencial perigo ao fazer marcha-atrás.
Nos auxiliares de condução, existe uma gama abrangente. O 408 tem seis câmaras e nove radares, tem Cruise Control Adaptativo com função Stop and Go e com ajuste de distância entre veículos. Travagem automática de emergência com aviso de colisão: deteta peões e ciclistas, de dia e de noite, entre os 7 e os 140 km/h, dependendo da versão.
Assistente ativo de manutenção da viatura na faixa de rodagem com correção da direção.
Alerta de atenção do condutor, que deteta a diminuição da atenção durante longos períodos de condução e a velocidades superiores a 65 km/h, analisando os micro movimentos do volante.
Reconhecimento alargado de sinais de trânsito com visualização no painel digital: sinais de stop, sinais de sentido único, sinais de proibição de ultrapassagem, sinais de fim de proibição de ultrapassagem, para além dos sinais habituais relacionados com a velocidade.
Sistema de visão noturna que deteta seres vivos (peões/animais) à frente do veículo à noite ou em condições de fraca visibilidade. O alcance do sistema assegura a deteção para além do alcance das luzes de máximos, identificando os seres vivos no visor central de infravermelhos no painel digital localizado diretamente no campo de visão do condutor.
Vigilância do ângulo morto de longo alcance (75 metros).
Alerta de tráfego traseiro: ao fazer marcha-atrás, alerta o condutor para um perigo próximo.
Câmara de marcha-atrás com visão de alta-definição a 180° e com bocal de limpeza integrado. Assistência ao estacionamento de 360° com quatro câmaras de alta-definição (dianteira, traseira e laterais), ajuste do ângulo do espelho retrovisor da porta ao engrenar a marcha-atrás.

Consumos

Este Peugeot 408 é um carro muito económico. Usa um sistema híbrido suportado num motor 1.6 turbo a gasolina de 179 cv com um motor/gerador elétrico de 81 kW (110 cv) acoplado à caixa de velocidades automática e alimentado por uma bateria de 12,4 kWh com capacidade utilizável de 10,2 kWh. A potência máxima combinada é de 225 cv e o binário de 360 Nm.
Na ‘vida real’ não faz os 63 Km em modo elétrico, mas pode contar com cerca de 50 Km em cidade, especialmente se usar o moto ‘B’ de regeneração maior.
Depois da bateria se esgotar, mesmo sem ar condicionado, fiz consumos de 6.7 l/100 Km, admitindo que se possa fazer um pouco menos com um pouco mais de cuidado. Já em estrada, sem ser alta velocidade, 6.2l/100 Km, mas apesar de não ter feito muita autoestrada, os consumos fora do modo elétrico são mais baixos do que antecipei.
Seja como for, é fulcral para este tipo de carros que seja possível carregar a bateria todos os dias, ou conforme a quilometragem que o condutor fizer, porque o grande problema dos plug-in hybrid é que a maioria dos condutores não carregam a bateria tantas vezes quanto deviam e com isso deixam de lado a grande mais valia destes carros que nos permitem ir a qualquer lado sem nos preocuparmos com a autonomia, mas, regra geral não têm motores de combustão tão eficientes quanto os ‘irmãos’ a combustão, especialmente por causa do peso adicional da bateria.
Este carro pesa 1781 Kg, e a versão não híbrida GT equivalente pesa 1468 Kg, são 313 Kg que se notam muito e penalizam o consumo quando se roda sem autonomia na bateria. É fundamental tê-la…

Ao volante

O Peugeot 408 GT Plug-in Hybrid é um automóvel muito interessante de se guiar. É potente, e se precisamos de andar, apesar do peso do carro, este ‘mexe-se’ bastante bem, e ao mesmo tempo temos nas mãos um veículo, em que se a eficiência, e o baixo consumo for o nosso ‘mind set’, também é perfeitamente possível. A combinação do motor a gasolina de 1,6 litros com o motor elétrico, que resulta numa potência de 225 cv, desempenho, é algo que não lhe falta.
Mas já lá vamos pois a principal vantagem é poder andar em modo elétrico e nesse particular, o motor responde bem, o modo ‘B’ de maior regeneração não é o mais ‘agressivo’ que conhecemos, nem de perto, apesar de grande, o carro guia-se bem em cidade, tendo em conta as estradas de piso irregular estas sentem-se um pouco, mas em estrada o carro é confortável q.b. e bem estável a velocidades mais elevadas, a insonorização não é perfeita e em estradas mais sinuosas a caixa automática está muito bem afinada para responder com a ‘marcha’ certa na altura correta, a carroçaria, apesar de um pouco alta, o que é uma das características boas do carro, quase não oscila, e comparar este carro com outros SUV, em termos dinâmicos, este 408 ‘ganha’ com bom avanço. Acaba por ser um carro divertido de conduzir q.b., embora não seja esse o seu propósito.
Em termos dinâmicos, excetuando os premium, não me lembro doutro pequeno SUV com esta performance dinâmica, mas obviamente no seu contexto pois é um automóvel muito pesado.

Concorrentes

Citroën C5 X Híbrido Plug-In 180, desde 45.040€
Toyota Prius Plug-In 2.0, 223 cv, desde 41.990€
Opel Astra Sports Tourer PHEV, Edition | 1.6 Turbo 180cv, desde 40.590€
BMW 320e Touring, Plug-In, 204 cv, desde 55.300€
Audi A3 Sportback Plug-In, 245 cv, desde 47.746€

Motor

O motor de combustão é um quatro cilindros de 1.598cc, injeção direta, turbo, com uma potência máxima 225 cv e um binário máximo de 360 Nm. O motor de combustão tem uma potência máxima de 179 cv / 132 kW às 6.000 rpm e binário máximo 250 Nm e o motor elétrico uma potência máxima 110 cv / 81 kW, e um binário máximo 320 Nm. Tudo junto equivale a uma motorização híbrida de 225 cv e um binário total de 360 Nm, a transmissão passa por uma caixa automática de oito velocidades.
A bateria de iões de lítio tem uma capacidade utilizável de 10,2 kWh, potência máxima de recarga em AC 7,4 kW, tempo total de recarga a 3,7 kW 3,4 horas e a 7,4 kW, 1,7 h.
Tem uma velocidade máxima de 233 km/h e uma aceleração 0-100 km/h 7,8 s. A autonomia elétrica WLTP é de 63 km, mas a real fica um pouco abaixo disso, inclusivamente em cidade.

Balanço final

Não é um automóvel barato, mas é original, bonito, eficiente e guia-se bem. É espaçoso, e o facto de ser Plug-In Hybrid permite que se ande quase só em modo elétrico, dependendo do contexto. Mas é o tipo de carro que pode perfeitamente fazer viagens grandes porque o motor de combustão não é demasiado guloso, mas a sua fatura de combustível baixa advém da possibilidade de, enquanto só precisamos do carro para o dia a dia citadino ou com alguma estrada, poder utilizar somente o modo elétrico. Se a bateria se ‘vai’, tem sempre o motor de combustão à ‘mão’.
É um automóvel muito bem equipado, mas o destaque vai para o espaço, o conforto não é superlativo, mas não desilude. Em suma, é um carro diferente em muitos aspetos, e uma boa opção para boa parte dos SUV. Termino como comecei: é caro.

Mais

Design
Desempenho
Eficiência

Menos

Preço
Conforto
Bagageira

Ficha técnica

Motor 1.598cc 4 Cil.
Injeção direta. Turbo. Intercooler
Potência máxima 224 cv / 165 kW
Binário máximo 360 Nm
Motor de combustão
Potência máxima 179 cv / 132 kW
Potência máxima 6.000 rpm
Binário máximo 250 Nm
Stop/Start, Sim
Motor elétrico potência máxima 110 cv / 81 kW
Binário máximo 320 Nm
Tipo Bateria de armazenamento de iões de lítio
Capacidade 12,4 kWh
Capacidade utilizável 10,2 kWh
Potência máxima de recarga em AC 7,4 kW
Tempo total de recarga a 3,7 kW 3,4 horas
Tempo total de recarga a 7,4 kW 1,7 h
Transmissão Tração dianteira
Caixa de 8 velocidades automática

Desempenho nominal e consumo de combustível
Velocidade máxima 233 km/h
Aceleração 0-100 km/h 7,8 s
Consumo de combustível WLTP
Combinado 1,2 l/100 km
Auto+ 6.7l/100 Km, bateria 0% s/ar condicionado (cidade)
Auto+ 6.2l/100 Km, bateria 0% s/ar condicionado (estrada)
Autonomia eléctrica WLTP 63 km
Emissões de CO₂ WLTP 26 g/km

Dimensões, peso, capacidades
Tipo de carroçaria Automóvel de passageiros
Número de portas 5
Comprimento 4.687 mm
Largura 1.848 mm
Altura 1.478 mm
Distância entre eixos 2787 mm
Via dianteira 1,589 mm
Via traseira 1,604 mm
Rácio Cx Não disponível
Área frontal Não disponível
Peso 1,781 kg
Depósito de combustível
Gasolina 40 l
Volume da bagageira
Volume com uma fila de bancos disponível 1.545 litros
Volume mínimo com duas filas de bancos disponíveis 471 litros
Número de lugares sentados 5
Disposição dos bancos 2 + 3
Dimensões fora de estrada
Distância ao solo 189 mm
Chassis
Estrutura da suspensão dianteira Tipo McPherson
Mola da suspensão dianteira Mola helicoidal
Estrutura da suspensão traseira Elemento de roda de torção
Mola da suspensão traseira Mola helicoidal
Barra estabilizadora dianteira Sim
Barra estabilizadora traseira Não
Tipo de travões dianteiros Disco ventilado
Tipo de travões traseiros Disco
Direção
Tipo Cremalheira e pinhão
Tipo de assistência Eléctrica
Assistência à velocidade Não
Engrenagem de redução dependente da velocidade Não
Redução não linear Não
Direção às quatro rodas Não
Círculo de viragem entre passeios 11,18 m
Pneus dianteiros 205/55 R19 97V
Pneus traseiros 205/55 R19 97V

Preço da versão ensaiada (Euros): 50700€
Preço da versão base (Euros): 45150€