Renault Espace Initiale Paris Blue dCi 200 EDC – Ensaio Teste

By on 4 Dezembro, 2020

Renault Espace Initiale Paris Blue dCi 200 EDC – Ensaio Teste

Texto: João Isaac

Para sete, à grande e à francesa

O título é um clássico, mas aplica-se que nem uma luva à estrela deste ensaio. O nome Espace está quase a entrar nos quarenta mas a Renault tem sabido adaptar o conceito do seu familiar, aliando, nesta última geração, o formato MPV de sempre a uma superior altura ao solo e a uma carroçaria encorpada atualmente muito valorizada. Colocámo-la à prova, na versão de topo Initiale Paris, associada ao motor Diesel 2.0 dCi de 200 cavalos.


Mais:

Imagem; conforto; equipamento.

Menos:

Consumo em circuito misto algo elevado; preço final.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Moderno, chique e impactante. O Espace não passa despercebido por onde quer que se mostre, menos ainda nesta versão ainda mais distinta Initiale Paris, complementada pelas enormes e opcionais jantes de 20 polegadas (19″ de série). Na última atualização, foram retocados alguns detalhes exteriores como a grelha e a iluminação, mas a originalidade do seu design, de um monovolume de altura superior ao solo, mantém-se intacta.

Interior

Interior (9/10) Bom por fora, melhor por dentro. Mas começando pelo ponto menos bom do habitáculo, e contrariando um pouco a ideia transmitida pelo título, o espaço na terceira fila é apenas adequado para passageiros de estatura mais pequena, como crianças, por exemplo, mesmo quando ajustada a posição dos bancos da fila do meio. Já os restantes passageiros, esses sim, não terão quaisquer razões de queixa no que diz respeito a espaço livre, contando todos com excelentes bancos, principalmente na frente, onde podem desfrutar de autênticas poltronas. Devido à muita quantidade de área vidrada, o conforto a bordo sai também beneficiado pela muita luz natural. A acessibilidade é também muito boa graças às grandes portas traseiras. A qualidade dos materiais é muito elevada, bem como a sensação de robustez geral. Destaque, também, para o rebatimento elétrico, a partir da bagageira, dos bancos das duas filas de trás.

Equipamento

Equipamento (9/10) Tratando-se da versão topo de gama, pouco falta ao Espace a nível de equipamento, destacando-se elementos como os bancos dianteiros ventilados e com funções de massagem e aquecimento. O sistema de som da Bose e o carregador sem fios são de série, assim como a excelente iluminação LED adaptativa, capaz de transformar a noite em dia. O painel de instrumentos é totalmente digital – 10,3” – e ao centro está o display tátil do moderno sistema de infotainment complementado por um muito útil comando rotativo na consola.

Consumos

Consumos (6/10) Este é o ponto mais fraco de todo o conjunto. Em estrada aberta, o palco de eleição do Espace, os consumos são bem mais simpáticos do que a média compreendida entre os 8 e os 8,5 l/100 km que o computador de bordo mostrou durante a fase final do nosso circuito misto de ensaio.

Ao volante

Ao volante (8/10) Uma posição de condução elevada, complementada por uma excelente visibilidade dianteira, inclusivamente na zona do pilar A, fazem da condução do Espace uma experiência muito fácil e serena. Através do comando Multisense, é possível alterar o modo de condução e, caso queiramos, transformar por completo a experiência graças, principalmente, ao amortecimento variável, bem como ao sistema de quatro rodas direcionais 4 Control. Desta forma, o familiar confortável e com excelente manobrabilidade em cidade, reconfigura-se para um veículo ágil em curva, muito estável e com movimentos de carroçaria mais controlados.

Concorrentes

Ford S-Max Vignale 2.0 TDCI, 1995 cc, gasóleo, 190 cv, 400 Nm; 0-100 km/h em 9,5 seg,; 208 km/h; 6,5 l/100 km; 169 gr/km de CO2; desde 57 531 euros

Motor

Motor (7/10) Debaixo do capot está agora o motor 2.0 dCi de 200 cavalos e 400 Nm. A caixa EDC de 6 velocidades explora bem o pulmão do motor, mais do que suficiente para os mais de 1750 kg do Espace. Os 100 km/h chegam em pouco mais de 9 segundos depois do arranque e a velocidade máxima é de 215 km/h. A partir dos médios regimes, como habitual nos motores Diesel, o seu ruído começa a ser um pouco desagradável, mas em condução normal, raramente o conta-rotações chega tão acima. A caixa EDC também não gosta de ser apressada, preferindo uma abordagem mais tranquila da parte do condutor, em linha com o espírito estradista do maior dos Renault.

Balanço final

Balanço final (8/10) Para oferecer todo este espaço, equipamento e, consequentemente, um conforto referencial, o Espace é um automóvel inegavelmente grande e pesado, características que se fazem sentir um pouco no consumo de combustível, algo elevado, principalmente quando quase não saímos da cidade. No entanto, esse volume e peso, surpreendentemente, não se fazem sentir ao volante, uma experiência que é, sempre, fácil e relaxante, mas que, ao toque de um botão, surpreende por uma agilidade e dinâmica característica de modelos Renault mais pequenos.

Ficha técnica

Motor Tipo: 4 cilindros em linha, injeção common-rail, gasóleo, turbo Cilindrada (cm3): 1997 Diâmetro x Curso (mm): 85 x 88 Taxa de Compressão: 15,1:1 Potência máxima (CV/rpm): 200/3500 Binário máximo (Nm/rpm): 400/1750 Transmissão: dupla embraiagem de 6 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson/barra de torção Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 9,1 Velocidade máxima (km/h): 215 Consumo misto (l/100 km): 6,7 Emissões CO2 (gr/km): 175 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4857/1888/1677 Distância entre eixos (mm): 2884 Largura de vias (fr/tr mm): n.d. Peso (kg): 1770 Capacidade da bagageira (l): 247/614 Deposito de combustível (l): 62 Pneus (fr/tr): 255/45 R20 Preço da versão base (Euros): 71.524 Preço da versão ensaiada (Euros): 75.610

Preço da versão ensaiada (Euros): 75610€
Preço da versão base (Euros): 71524€