SEAT Tarraco 2.0 TDI 150 Xcellence – Ensaio Teste

By on 23 Outubro, 2020

SEAT Tarraco 2.0 TDI 150 Xcellence

Texto: João Isaac

Espaço e conforto, mas com muito dinamismo

O Tarraco é terceiro avançado da ofensiva SUV da SEAT, uma família de modelos iniciada pelo Ateca, modelo intermédio ao qual se juntou depois o mais pequeno Arona, crossover urbano que representou um terço das vendas da SEAT em Portugal desde o início do ano. O Tarraco, por outro lado, não aponta às cidades, cenário onde também passa muito do seu tempo, na verdade, mas sim às longas viagens, com muito espaço, conforto e equipamento.


Mais:

Habitabilidade; comportamento; equipamento.

Menos:

Qualidade de alguns materiais.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) O Tarraco é um SUV com muita presença. Principalmente pelo desenho da secção dianteira, muito vertical, com grelha e iluminação cheias de personalidade, solução que a SEAT estreou neste seu modelo e que já aplicou, posteriormente, na mais recente geração do Leon e no atualizado Ateca. Na traseira é destaque a iluminação a toda a largura da carroçaria e na lateral do exemplar ensaiado, de nível de equipamento de topo, Xcellence, saltam imediatamente à vista as bonitas e grandes jantes de 20 polegadas.

Interior

Interior (8/10) Passando à avaliação do habitáculo, é impossível não começar por falar no espaço e na acessibilidade. As portas traseiras são enormes e o seu grande ângulo de abertura facilita imenso a colocação de cadeirinhas ou o acesso de passageiros com mobilidade mais limitada. Já instalados, contam com muitos centímetros livres para a cabeça e podem viajar de pernas quase esticadas. Os bancos possuem igualmente regulação longitudinal na proporção 60:40. As grandes janelas são também um ponto positivo, bem como o controlo de temperatura independente para quem viaja atrás. A unidade de ensaio não dispunha da opcional terceira fila de bancos e no seu lugar está sim um espaço de carga muito amplo, com 760 litros.

Relativamente a materiais, são agradáveis ao toque no topo do tablier, ganhando dureza à medida que vamos descendo. Assim na consola central e zona abaixo da linha média do tablier, os plásticos utilizados são claramente mais rijos. No entanto, há que destacar os compartimentos nas quatro portas forrados a tecido, evitando riscos e ruídos. A qualidade de montagem está em bom plano.

Equipamento

Equipamento (8/10) O bom nível de conforto oferecido não é apenas conseguido pelo muito espaço livre, mas também por elementos essenciais para melhor se desfrutar de uma longa viagem. Assim, este Tarraco conta com bancos dianteiros e traseiros aquecidos, o já mencionado ar condicionado automático de três zonas, um enorme tejadilho panorâmico, bem como com o sistema de som premium da Beats Audio. No campo da segurança, são de série elementos como a travagem automática em caso de emergência e o assistente de manutenção na faixa de rodagem.

Consumos

Consumo (7/10) Entre 6,5 e 7,5 l/100 km. Estes são os valores de consumo que poderá esperar de um Tarraco como este, equipado com motor TDI de 150 cavalos e com uma caixa manual de 6 velocidades. Conseguimos manter a média abaixo dos 7 litros nos percursos extra-urbanos, com alguma facilidade, diga-se, mas atirando o Tarraco para os percursos citadinos, e como seria de esperar, a média sobe. Após alguns quilómetros percorridos em cidade, chegámos a ter um registo de 7,3 lt/100 km, mas no final do ensaio, devolvemos o Tarraco à SEAT com um consumo final de 6,9 litros/100 km.

Ao volante

Ao volante (8/10) O Tarraco é um bom exemplo de como, por vezes, as marcas conseguem esconder de quem está ao volante as reais dimensões dos seus automóveis. O Tarraco tem quase 4,75 metros de comprimento mas conduz-se como um veículo bem mais pequeno. Em ambiente citadino, não é tão notório, obviamente, mas em estrada aberta ou num percurso com algumas curvas, o maior dos SEAT revela-se bastante ágil. Para isso contribui, em grande parte, o controlo dinâmico do chassis, por outras palavras, o amortecimento variável. Este permite ao Tarraco, quando rola sob piso mais esburacado, absorver bem essas irregularidades, mas também, quando o piso assim o permite e convida, mostrar-se muito mais dinâmico, com movimentos de carroçaria bem controlados, uma postura mais desportiva permitida pelo modo Sport, em que a dureza da suspensão é bem superior.

Concorrentes

Hyundai Santa Fe 2.2 CRDi, 2199 cc, gasóleo, 200 cv, 440 Nm; 0-100 km/h em 9,4 seg,; 203 km/h; 6,7 l/100 km, 176 gr/km de CO2; 49 446 euros

 

 

 

Motor

Motor (7/10) Já tudo foi dito sobre o dois litros Diesel de origem Volkswagen que equipa os modelos da SEAT. Neste maior dos modelos da marca espanhola, gostámos do casamento desta versão de 150 cavalos com um carroçaria que está longe de ser leve. O pulmão do motor está mais do que à altura das necessidades, mas sabendo que a gama inclui uma versão mais potente, é difícil não ficar tentado com a sua maior disponibilidade que ainda melhor puxará pelo grande Tarraco. O ruído do motor está bem contido ao cofre do motor e ficámos também agradados com a caixa manual, com tato leve e preciso. Ainda assim, num veículo com as aptidões e ambições do Tarraco, parece-nos que a versão com caixa automática DSG se justifica, oferecendo um superior conforto de utilização. No entanto, esta possibilidade está sempre associada à transmissão integral 4Drive, uma versão com preço muito superior.

Balanço final

Balanço final (8/10) O Tarraco não só abriu caminho à nova linguagem de design da SEAT, como completou o trio da gama SUV, essencial para as ambições de crescimento da marca e uma das justificações para o bom momento que o símbolo de Barcelona atravessa. A imagem dinâmica é complementada por um comportamento também ele digno desse adjetivo, mas o maior argumento do Tarraco é sem dúvida a habitabilidade, sendo uma proposta muito apelativa para uma família numerosa ou para aqueles condutores que não resistem, com bastante regularidade, a carregar a bagageira e a lançar-se à estrada.

Ficha técnica

Motor Tipo: 4 cilindros em linha, injeção common-rail, turbo, gasóleo Cilindrada (cm3): 1968 Diâmetro x Curso (mm): 81 x 95,5 Taxa de Compressão: 16,2:1 Potência máxima (CV/rpm): 150/3500-4000 Binário máximo (Nm/rpm): 340/1750-3000. Transmissão: manual de 6 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente, tipo McPherson/independente, multibraços Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 9,8 Velocidade máxima (km/h): 202 Consumos misto (l/100 km): 5,8 Emissões CO2 (gr/km): 155 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4735/1839/1658 Distância entre eixos (mm): 2790 Largura de vias (fr/tr mm): n.d. Peso (kg): 1687 Capacidade da bagageira (l): 760 Deposito de combustível (l): 58 Pneus (fr/tr): 235/45 R20 Preço da versão base (Euros): 45.605 Preço da versão ensaiada (Euros): 51.149

Preço da versão ensaiada (Euros): 51149€
Preço da versão base (Euros): 45605€