Skoda Superb Break 2.0 TDI 190 Style DSG – Ensaio Teste

By on 12 Outubro, 2020

Skoda Superb Break 2.0 TDI 190 Style DSG

Texto: João Isaac

O espaço e o conforto de um pequeno T2, para cinco, à vontade

O espaço para passageiros e respetiva bagagem é, muitas vezes, a justificação para se trocar de carro e é, para muitos condutores e famílias, a prioridade na escolha do próximo automóvel a comprar lá para casa. Se pertence a esse grupo, então este ensaio ao Skoda Superb Break é para si. São muitos os seus argumentos, mas o espaço oferecido coloca-o entre as melhores propostas do mercado.


Mais:

Habitabilidade; motor; qualidade geral; preço.

Menos:

Ausência de fundo amovível na bagageira; amplitude de ajuste em altura do banco do condutor.

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Não é, de todo, a proposta de design mais irreverente ou arrojado do segmento. Nem o quer ser. Apela, no entanto, pelo equilíbrio das suas linhas, atuais e elegantes, bem como pela boa proporcionalidade entre as várias secções da carroçaria. Com 4,86 metros de comprimento, o Superb, mais ainda nesta versão Break, poderia facilmente dar a pouco agradável impressão de que é um automóvel exageradamente grande, mas a Skoda foi inteligente ao esconder esse comprimento, dando-lhe, igualmente, largura, principalmente através de elementos como a grelha dianteira de grandes dimensões. Considerando a unidade ensaiada, de nível de equipamento Style, talvez apenas as jantes de 17 polegadas sejam algo subdimensionadas para o corpo deste enorme familiar, solução que traz, porém, benefícios no que ao conforto diz respeito.

Interior

Interior (9/10) A qualidade de construção, bem como os materiais escolhidos para o seu habitáculo, colocam o Superb em muito bom plano nessa avaliação. A solidez de montagem está bem patente em todos os elementos e os plásticos macios prolongam-se até zonas onde normalmente não os encontramos. Mas esse está longe de ser o destaque do Superb. O destaque é, indiscutivelmente, o espaço disponível. Se à frente, condutor e passageiro não se queixam, normalmente, dos centímetros livres, a bordo do Superb esse conforto prolonga-se ao banco traseiro, uma quase sala de estar onde três passageiros viajam folgados, desfrutando da viagem sem qualquer sinal de aperto. A unidade ensaiada conta ainda com o tejadilho panorâmico – opcional com custo de 1240 euros – que contribui com ainda mais luz e conforto para as longas viagens de autoestrada. A bagageira, com portão elétrico, dispõe de 660 litros de capacidade, expansíveis até 1950 litros com o rebatimento dos bancos. Apenas se lamenta, na unidade que conduzimos, a ausência de um fundo amovível.

Equipamento

Equipamento (7/10) O nível de equipamento Style é apenas precedido do de entrada de gama, Ambition, mas a lista de equipamento inclui, de série, elementos como o ar condicionado Climatronic, banco do condutor com ajustes elétricos, painel de instrumentos digital, faróis full LED Matrix, Front Assist com travagem de emergência, Side Assist, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e sistema de infotainment com navegação. Quanto a opcionais, para além do já mencionado teto panorâmico, desta unidade fazem igualmente parte o sistema de reconhecimento dos sinais de trânsito, bem como a pintura metalizada.

Consumos

Consumos (8/10) Este é um automóvel que não só aponta à cidade, aos curtos trajetos entre casa e trabalho e vice-versa, bem como às escapadinhas de fim de semana, partindo à aventura. Foi assim que distribuímos os 800 quilómetros que com ela percorremos. Entre as rotinas diárias na cidade e um longo passeio de sábado até ao campo. Para além de termos comprovado o excelente carácter estradista da carroçaria mais familiar do Superb, regressámos impressionados com o consumo de apenas 6 lt/100 km, registo onde as relações mais altas da caixa DSG têm um importante contributo, mantendo o TDI a respirar a baixa rotação mesmo quando a velocidade aumenta.

Ao volante

Ao volante (8/10) Apesar da sua dimensão e peso, este Superb Break conduz-se como um automóvel mais compacto e leve. Um dos grandes responsáveis por essa facilidade de movimentos é, sem dúvida, o motor TDI com 190 cavalos e 400 Nm de binário, sempre muito disponível. Em conjugação com essa boa agilidade providenciada pelo motor, está igualmente a caixa DSG de 7 velocidades – com patilhas no volante – cujo funcionamento suave é igualmente um excelente complemento às boas impressões de condução da maior das carrinhas da Skoda. A posição de condução é confortável e permite uma boa visibilidade em todas as direções, mas o ajuste em altura do banco do condutor pareceu-nos algo limitado, não nos deixando sentar tão abaixo quanto desejado. Como referimos acima, e embora visualmente sejam o elo mais fraco de um conjunto muito equilibrado, as jantes de 17 polegadas com pneus 215/55 são essenciais para o ótimo nível de conforto oferecido, ajudando a suspensão a absorver as irregularidades mais abruptas e repentinas, bem como a contribuir para o exemplar conforto de rolamento em estrada aberta, considerando que esta unidade não dispunha de amortecimento variável.

Concorrentes

Ford Mondeo SW ST-Line 2.0 TDCi, 1995 cc, gasóleo, 190 cv, 400 Nm; 0-100 km/h em 9,9 seg,; 218 km/h; 5,7 l/100 km, 151 gr/km de CO2; 50 190 euros

Motor

Motor (8/10) No que ao motor diz respeito, os potenciais clientes de uma proposta como o Superb Break terão como prioridades, certamente, características como o consumo, a disponibilidade e o refinamento. A potência e os andamentos mais vivos que ela permite não deverão ser o seu foco. No entanto, é difícil não começar por mencionar a entrega possante do 2.0 TDI de 190 cavalos, mecânica que não só lhe permite completar ultrapassagens em menos de nada, como também de registar as médias baixas tão valorizadas pelas famílias em estrada, mantendo o ruído de funcionamento em níveis que nunca chegam a incomodar. Muito pulmão e pouco consumo.

Balanço final

Balanço Final (8/10) Os SUV continuam a ser um fenómeno de vendas e a escolha de muitos condutores e famílias que precisam de espaço livre nos seus automóveis. No entanto, embora maiores por fora, com carroçarias elevadas e volumosas, nem sempre a habitabilidade ou capacidade de carga supera a de outros formatos mais convencionais e agora menos vistos. Este Skoda Superb Break é disso um excelente exemplo, pois supera muita da oferta SUV em habitabilidade e sentido prático. A esse grande argumento, junta-se um motor possante que também sabe ser poupado e uma qualidade de construção que convence. O preço final a pagar por esta proposta de inquestionável racionalidade é de cerca de 50 mil euros.

Ficha técnica

Motor Tipo: 4 cilindros em linha, injeção common-rail, turbo, gasóleo Cilindrada (cm3): 1968 Diâmetro x Curso (mm): 81 x 95,5 Taxa de Compressão: 15,5:1 Potência máxima (CV/rpm): 190/3500-4000 Binário máximo (Nm/rpm): 400/1900-3300 Transmissão: dupla embraiagem de 7 velocidades Direção: Pinhão e cremalheira assistida eletricamente Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson/independente, multibraços Travões (fr/tr): discos ventilados/discos Prestações e consumos Aceleração 0-100 km/h (s): 8,4 Velocidade máxima (km/h): 230 Consumos misto (l/100 km): 6,0 Emissões CO2 (gr/km): 156 Dimensões e pesos Comprimento/Largura/Altura (mm): 4682/1864/1477 Distância entre eixos (mm): 2841 Largura de vias (fr/tr mm): 1584/1572 Peso (kg): 1611 Capacidade da bagageira (l): 660 Deposito de combustível (l): 66 Pneus (fr/tr): 215/55 R17 Preço da versão base (Euros): 48.964 Preço da versão ensaiada (Euros): 50.814

Preço da versão ensaiada (Euros): 50814€
Preço da versão base (Euros): 48964€