Toyota Highlander 2.5 HDF AWD-i – Ensaio Teste

By on 24 Abril, 2022

Ser aceite no grupo

O Toyota Highlander é um modelo desconhecido na Europa, mas que já se encontra em comercialização há alguns anos nos Estados Unidos, por exemplo. E a Portugal, chegou de uma forma tranquila, quase sem dar nas vistas, em jeito de teste para descobrir como seria aceite. É que, a ausência de uma versão diesel, tornava-o quase proibido em solo nacional até há bem pouco tempo, mas como se trata de um híbrido, nos tempos que correm, até é muito bem capaz de não ser nada mal pensado. Afinal, trata-se de um enorme SUV, que ainda é o formato preferido dos portugueses, e conta com um habitáculo de sete lugares onde espaço é coisa que não falta.

Texto: André Mendes


Mais:

– Conforto
– Espaço a bordo
– Consumo

Menos:

– Tamanho em cidade
– Caixa CVT

Exterior

7/10

O Toyota Highlander é um carro grande, disso não há dúvida. Aliás, é mesmo indicado como o maior dos SUV da marca no mercado europeu, mas basta estar ao seu lado para acreditar. São quase cinco metros de comprimento, com quase dois de largura e mais de 1,75 metros de altura. Os traços mais sofisticados não escondem a tendência para os mercados da américa do norte, mas por cá, não há como não achar que o Highlander até conta com um visual mais desportivo. E esta cor da carroçaria também dá uma ajuda, fugindo dos tradicionais tons de cinzento entre o branco e o preto. As jantes de 20 polegadas complementam o visual, ficando perfeitamente integradas no conjunto.

Interior

8/10

Ao volante do Highlander temos novamente a sensação de que tudo é grande, desde a largura da consola entre os assentos, até ao enorme monitor no topo do tablier que, apesar de tudo, inclui o mesmo que grafismo que também já conhecemos de outros modelos da marca. A instrumentação inclui um monitor central com diversas informações que podemos selecionar a partir dos comandos no volante, mas tanto o velocímetro como o indicador de potência e outras informações, ainda são feitas a partir de ponteiros tradicionais.

Mas o grande argumento do Highlander no interior está mesmo no espaço que tem disponível e na lotação de sete lugares. Na frente, o conforto é bastante elevado e o espaço é muito amplo, mas na fila seguinte, há ainda mais espaço disponível e um patamar de conforto superior. Apesar de aqui caberem três adultos sem qualquer dificuldade, o desenho dos assentos foi claramente pensado para dois ocupantes, que poderão viajar da forma mais tranquila possível, apreciando a vista do teto panorâmico, as cortinas laterais que protegem do sol do final da tarde e o rolamento suave da carroçaria, que nos deixa querer viajar ainda mais longe. Na terceira fila de assentos, as coisas mudam um pouco e percebemos que estes são daqueles lugares de utilização não-permanente. O acesso não é dos mais complicados ainda que exija alguma elasticidade e a amplitude de regulações da segunda fila até consegue deixar livre algum espaço para as pernas. Mas estas continuam a ficar muito mais elevadas do que o desejado e o nível de conforto destes assentos não é igual aos restantes. Até o padrão da pele é diferente. E depois, com a terceira fila em uso sobram apenas 268 litros de bagageira, ao contrário dos quase 580 que ficam disponíveis quando estes estão rebatidos.

Equipamento

7/10

Com a versão Premium, a ensaiada, o Highlander inclui uma lista quase interminável de equipamento, desde os assentos em pele ao teto panorâmico, passando pelo ar condicionado com regulação independente para diversas zonas, a plataforma em que o telefone pode ficar a ser carregado, sem fios, enquanto o sistema Apple CarPlay e Android Auto estão a usar as suas funções, ou as suas playlists, que ouvimos através do sistema de som da JBL com 11 altifalantes. O sistema de navegação é também de série, tal como o sistema de iluminação totalmente em LED e as jantes de 20 polegadas de que já lhe falámos.

Consumos

8/10

Os préstimos do sistema híbrido, que combinam o motor a gasolina com dois elétricos, deixam que o Highlander se mova muitas vezes usando apenas a eletricidade, requisitando a presença do motor de combustão apenas quando a caixa automática de variação contínua acha que estamos a querer acelerar até aos 500 km/h e faz com que este se esforce para acompanhar um ritmo impossível. Ainda continua a ser a escolha mais eficiente, segundo os engenheiros da marca, mas nós ainda continuamos a detestar os exageros do seu funcionamento. Com tudo isto em mente, mas também com as mais de duas toneladas do Highlander na equação, a média de 6,7 litros para cada 100 quilómetros está longe de nos parecer um valor elevado, bem pelo contrário.

Ao Volante

6/10

Logo após a saída da Toyota com o carro ainda a brilhar e perfeitamente imaculado, seguiram-se alguns quilómetros de autoestrada, debaixo de uma chuva a que normalmente chamamos de dilúvio e com as escovas a fazerem o melhor que sabiam para ir afastando a água do limpa para-brisas. E o motivo que me leva a referir tudo isto em vez de falar no carro, deve-se apenas ao facto de tudo ter sido feito sem o mínimo de stress e com o máximo de serenidade a bordo do Highlander. Com todo o caos que se tentava instaurar lá fora, a grande dúvida no habitáculo era qual a playlist a escolher.

As sensações ao volante relembram modelos de outros tempos, como o Land Cruiser, por exemplo, mas com movimentos de carroçaria muito mais controlados e um sistema híbrido que inclui a capacidade de nos colocar à prova sobre o tempo em que conseguimos conduzir em modo 100% elétrico, ainda que este híbrido não seja um plug-in e precise do motor de combustão para ir carregando, além da regeneração criada pela travagem, por exemplo.

As deslocações em cidade fazem-nos sentir os quase dois metros de largura da carroçaria, mais até do que os quase cinco de comprimento. Ainda assim, o Highlander é simples de conduzir e de manobrar, e as camaras disponíveis dão uma ajuda a espreitar para as zonas que não conseguimos ver.

Motor

7/10

O sistema híbrido do Toyota Highlander combina uma motorização a gasolina de 2,5 litros, com dois motores elétricos, um em cada eixo. O dianteiro contribui com 182 cavalos e o traseiro adiciona mais 54. Em conjunto com a opção térmica, o sistema do Highlander acaba por disponibilizar uma potência total combinada de 248 cavalos, que é um bom valor para as mais de duas toneladas. Segundo os dados da marca, a aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 8,3 segundos e a velocidade máxima declarada ronda os 180 km/h. E quanto a consumos, o valor mínimo indicado pela marca é de 6,6 litros, ou seja, perfeitamente alinhado com os 6,7 que registámos.

Balanço Final

7/10

Por norma, os modelos disponíveis no mercado europeu têm um habitáculo com um tamanho mais à medida da média de tamanho dos utilizadores, mas que nem sempre corresponde à realidade do que precisamos. Com o Toyota Highlander não há nada disso, pois temos um SUV com muito espaço disponível tanto nos lugares da frente como nos traseiros, sendo um pouco mais à justa na terceira fila. Nas portagens, se usarmos a Via Verde, o facto de se tratar de um híbrido faz com que se pague apenas classe 1 e com 6,7 litros de média de consumo, a sua utilização também não parece ser totalmente absurda. Com o nível de equipamento mais completo, o Premium, os preços já começam acima dos 76 mil euros, e isso sim, já nos deixa mais a pensar.

Concorrentes

Hyundai Santa Fé HEV – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 230 cavalos; consumo médio: 6,4 l/100km; preço base: 60.981 €

Kia Sorento HEV – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 230 cavalos; consumo médio: 6,7 l/100km; preço base: 59.450 €

Ficha Técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina
Cilindrada (cm3): 2.487
Potência máxima (CV/rpm): 248/n.d.
Binário máximo (Nm/rpm): 239/1750-3750
Tração: Integral
Transmissão: Automática de variação contínua
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson/Triângulos sobrepostos
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8,3
Velocidade máxima (km/h): 180
Consumos misto (l/100 km): 6,6
Emissões CO2 (gr/km): 149

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.966/1.930/1.755
Distância entre eixos (mm): 2.850
Largura de vias (fr/tr mm): 1.662/1.690
Peso (kg): 2.130
Capacidade da bagageira (l): 268/579
Deposito de combustível (l): 65
Pneus (fr/tr): 235/55 R20

Preço da versão ensaiada (Euros): 76.240 € (Premium)
Preço da versão base (Euros): 68.540 € (Exclusive)

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

O Toyota Highlander é um carro grande, disso não há dúvida. Aliás, é mesmo indicado como o maior dos SUV da marca no mercado europeu, mas basta estar ao seu lado para acreditar. São quase cinco metros de comprimento, com quase dois de largura e mais de 1,75 metros de altura. Os traços mais sofisticados não escondem a tendência para os mercados da américa do norte, mas por cá, não há como não achar que o Highlander até conta com um visual mais desportivo. E esta cor da carroçaria também dá uma ajuda, fugindo dos tradicionais tons de cinzento entre o branco e o preto. As jantes de 20 polegadas complementam o visual, ficando perfeitamente integradas no conjunto.

Interior

Ao volante do Highlander temos novamente a sensação de que tudo é grande, desde a largura da consola entre os assentos, até ao enorme monitor no topo do tablier que, apesar de tudo, inclui o mesmo que grafismo que também já conhecemos de outros modelos da marca. A instrumentação inclui um monitor central com diversas informações que podemos selecionar a partir dos comandos no volante, mas tanto o velocímetro como o indicador de potência e outras informações, ainda são feitas a partir de ponteiros tradicionais.

Mas o grande argumento do Highlander no interior está mesmo no espaço que tem disponível e na lotação de sete lugares. Na frente, o conforto é bastante elevado e o espaço é muito amplo, mas na fila seguinte, há ainda mais espaço disponível e um patamar de conforto superior. Apesar de aqui caberem três adultos sem qualquer dificuldade, o desenho dos assentos foi claramente pensado para dois ocupantes, que poderão viajar da forma mais tranquila possível, apreciando a vista do teto panorâmico, as cortinas laterais que protegem do sol do final da tarde e o rolamento suave da carroçaria, que nos deixa querer viajar ainda mais longe. Na terceira fila de assentos, as coisas mudam um pouco e percebemos que estes são daqueles lugares de utilização não-permanente. O acesso não é dos mais complicados ainda que exija alguma elasticidade e a amplitude de regulações da segunda fila até consegue deixar livre algum espaço para as pernas. Mas estas continuam a ficar muito mais elevadas do que o desejado e o nível de conforto destes assentos não é igual aos restantes. Até o padrão da pele é diferente. E depois, com a terceira fila em uso sobram apenas 268 litros de bagageira, ao contrário dos quase 580 que ficam disponíveis quando estes estão rebatidos.

Equipamento

Com a versão Premium, a ensaiada, o Highlander inclui uma lista quase interminável de equipamento, desde os assentos em pele ao teto panorâmico, passando pelo ar condicionado com regulação independente para diversas zonas, a plataforma em que o telefone pode ficar a ser carregado, sem fios, enquanto o sistema Apple CarPlay e Android Auto estão a usar as suas funções, ou as suas playlists, que ouvimos através do sistema de som da JBL com 11 altifalantes. O sistema de navegação é também de série, tal como o sistema de iluminação totalmente em LED e as jantes de 20 polegadas de que já lhe falámos.

Consumos

Os préstimos do sistema híbrido, que combinam o motor a gasolina com dois elétricos, deixam que o Highlander se mova muitas vezes usando apenas a eletricidade, requisitando a presença do motor de combustão apenas quando a caixa automática de variação contínua acha que estamos a querer acelerar até aos 500 km/h e faz com que este se esforce para acompanhar um ritmo impossível. Ainda continua a ser a escolha mais eficiente, segundo os engenheiros da marca, mas nós ainda continuamos a detestar os exageros do seu funcionamento. Com tudo isto em mente, mas também com as mais de duas toneladas do Highlander na equação, a média de 6,7 litros para cada 100 quilómetros está longe de nos parecer um valor elevado, bem pelo contrário.

Ao volante

Logo após a saída da Toyota com o carro ainda a brilhar e perfeitamente imaculado, seguiram-se alguns quilómetros de autoestrada, debaixo de uma chuva a que normalmente chamamos de dilúvio e com as escovas a fazerem o melhor que sabiam para ir afastando a água do limpa para-brisas. E o motivo que me leva a referir tudo isto em vez de falar no carro, deve-se apenas ao facto de tudo ter sido feito sem o mínimo de stress e com o máximo de serenidade a bordo do Highlander. Com todo o caos que se tentava instaurar lá fora, a grande dúvida no habitáculo era qual a playlist a escolher.

As sensações ao volante relembram modelos de outros tempos, como o Land Cruiser, por exemplo, mas com movimentos de carroçaria muito mais controlados e um sistema híbrido que inclui a capacidade de nos colocar à prova sobre o tempo em que conseguimos conduzir em modo 100% elétrico, ainda que este híbrido não seja um plug-in e precise do motor de combustão para ir carregando, além da regeneração criada pela travagem, por exemplo.

As deslocações em cidade fazem-nos sentir os quase dois metros de largura da carroçaria, mais até do que os quase cinco de comprimento. Ainda assim, o Highlander é simples de conduzir e de manobrar, e as camaras disponíveis dão uma ajuda a espreitar para as zonas que não conseguimos ver.

Concorrentes

Hyundai Santa Fé HEV – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 230 cavalos; consumo médio: 6,4 l/100km; preço base: 60.981 €

Kia Sorento HEV – Motor: quatro cilindros, 1.6 litros, turbo; potência: 230 cavalos; consumo médio: 6,7 l/100km; preço base: 59.450 €

Motor

O sistema híbrido do Toyota Highlander combina uma motorização a gasolina de 2,5 litros, com dois motores elétricos, um em cada eixo. O dianteiro contribui com 182 cavalos e o traseiro adiciona mais 54. Em conjunto com a opção térmica, o sistema do Highlander acaba por disponibilizar uma potência total combinada de 248 cavalos, que é um bom valor para as mais de duas toneladas. Segundo os dados da marca, a aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 8,3 segundos e a velocidade máxima declarada ronda os 180 km/h. E quanto a consumos, o valor mínimo indicado pela marca é de 6,6 litros, ou seja, perfeitamente alinhado com os 6,7 que registámos.

Balanço final

Por norma, os modelos disponíveis no mercado europeu têm um habitáculo com um tamanho mais à medida da média de tamanho dos utilizadores, mas que nem sempre corresponde à realidade do que precisamos. Com o Toyota Highlander não há nada disso, pois temos um SUV com muito espaço disponível tanto nos lugares da frente como nos traseiros, sendo um pouco mais à justa na terceira fila. Nas portagens, se usarmos a Via Verde, o facto de se tratar de um híbrido faz com que se pague apenas classe 1 e com 6,7 litros de média de consumo, a sua utilização também não parece ser totalmente absurda. Com o nível de equipamento mais completo, o Premium, os preços já começam acima dos 76 mil euros, e isso sim, já nos deixa mais a pensar.

Ficha técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, injeção direta, gasolina
Cilindrada (cm3): 2.487
Potência máxima (CV/rpm): 248/n.d.
Binário máximo (Nm/rpm): 239/1750-3750
Tração: Integral
Transmissão: Automática de variação contínua
Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson/Triângulos sobrepostos
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos ventilados

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 8,3
Velocidade máxima (km/h): 180
Consumos misto (l/100 km): 6,6
Emissões CO2 (gr/km): 149

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.966/1.930/1.755
Distância entre eixos (mm): 2.850
Largura de vias (fr/tr mm): 1.662/1.690
Peso (kg): 2.130
Capacidade da bagageira (l): 268/579
Deposito de combustível (l): 65
Pneus (fr/tr): 235/55 R20

Preço da versão ensaiada (Euros): 76.240 € (Premium)
Preço da versão base (Euros): 68.540 € (Exclusive)

Preço da versão ensaiada (Euros): 76.240€
Preço da versão base (Euros): 68.540€