Volkswagen Golf GTI – Ensaio Teste

By on 22 Junho, 2021

Volkswagen Golf GTI – Ensaio Teste

Texto: Guilherme André

Oitava geração de um nome mítico

O Volkswagen Golf GTI faz parte da gama da marca alemã desde os anos 70 e já conheceu 7 gerações. Agora, a oitava geração tem a difícil tarefa de continuar um legado impressionante e, apesar de ainda não haver confirmações, poderá ser o último. Os 245 cv do motor 2.0 TSI não o tornam no mais potente da gama Golf, não é tão eficiente como o “irmão” GTE, contudo, tem a base histórica de uma sigla em extinção: GTI. Será este o melhor Golf de todos?


Mais:

dinâmica; capacidade de se adaptar às diferentes utilizações; espaço no habitáculo

Menos:

Não tão potente como os rivais diretos; equipamento de série poderia ser mais recheado

Exterior

8/10

Exterior (8/10) Como tem vindo a ser comum nas anteriores gerações, o Volkswagen Golf GTI não pretende diferenciar-se em demasia das variantes base. Ainda assim, é mercado pela utilização de uma barra vermelha que liga a parte superior dos faróis LED, acompanhado pela sigla GTI nas laterais dianteiras e grelha. Para além disso, esta geração apresenta um formato de faróis de nevoeiro distintos e jantes de 19 polegadas com desenho próprio. Atrás adota o logo GTI ao centro da tampa da bagageira e adota ponteiras de escape de dimensões interessantes que são, talvez, o detalhe mais diferenciador do GTI. De um modo geral é um desportivo mais contido e não tão exuberante, como por exemplo, o Civic Type R.

Interior

8/10

Interior (8/10) Passando para o interior, temos um design em linha com o utilizado nas restantes variantes do Golf, mas uma vez mais com detalhes únicos como é caso do padrão utilizado no tecido dos bancos desportivos. Estes garantem um bom apoio lateral numa condução mais mexida, mas por outro lado, são também confortáveis numa utilização diária. Para além dos bancos, também o volante recebe um apontamento especial com a sigla GTI e a personalização do painel de instrumentos digital e ecrã central adota a cor vermelha que caracteriza a versão.

Neste Golf GTI a Volkswagen recorre a um “mix” entre plásticos duros e macios ao toque e a qualidade de construção, como é habitual no Golf, está em bom plano. Relativamente a espaço, os passageiros dos bancos traseiros contam com bom espaço para pernas e cabeça e, apesar do túnel central ser algo pronunciado, o lugar “do meio” não é tão desconfortável como em alguns dos rivais. Já a bagageira chega aos 380 litros, um valor suficiente para todas as exigências do quotidiano.

Equipamento

7/10

Equipamento (7/10) Relativamente a equipamento, o Volkswagen Golf GTI tem um recheio de série suficiente, ainda assim, a lista de opcionais é longa. A unidade em ensaio conta com sistema de som Harman Kardon (619€), suspensão adaptativa DCC para jantes de 19 polegadas (787€), a cor “Cinzento Moonstone” (309€), câmara traseira (304€) e jantes de 19 polegadas (1347€). De referir ainda que, neste capítulo, esperava-se que certos equipamentos fossem de série, por exemplo a câmara traseira, tal como acontece com os rivais.

Consumos

7/10

Consumos (7/10) Passando para os consumos, a Volkswagen anuncia uma média de 7,5 l/100 km. Durante o nosso ensaio percebemos que esse valor é difícil de atingir, ainda assim, é possível fazer médias de 8,3 l/100 km um valor que, apesar de elevado, é positivo quando comparado com alguns dos rivais de segmento. Quando se explora todos os 245 cv do motor 2.0 TSI os valores sobem com relativa facilidade para valores superiores a 9,5 l/100 km.

Ao Volante

9/10

Ao volante (9/10) Uma das vantagens do Volkswagen Golf GTI é o facto de que se adapta facilmente aos diferentes tipos de utilização. É um desportivo que, com um simples toque no botão que comanda os diferentes modos de condução, garante várias facetas: carro para ir de férias, carro para ir levar os filhos à escola, carro para ir às compras, mas sem que isso comprometa o carácter dinâmico. Claro que não é tão confortável como as variantes base do Golf, mas também não é firme ao ponto de “saltarmos” do banco a cada saliência da estrada. Por outro lado, quando se mete no modo sport a suspensão fica bastante firme, a direção ligeiramente mais pesada e a resposta o do motor 2.0 TSI é mais enérgica e, neste tipo de utilização, o Golf GTI mostrou-se ágil e eficaz em curva. Apesar do que as grandes ponteiras de escape possam indicar, não é tão expressivo, como por exemplo o Megane R.S., mas tem um “ronco” suficiente para dar uma condução emotiva.

Motor

8/10

Motor (8/10) Debaixo do capot encontramos o motor 2.0 litros TSI que debita 245 cv e 370 Nm de binário. Com estes valores é possível acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,3 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada a 250 km/h. Esta solução apresenta a entrega de binário máximo desde baixa rotação, um detalhe que ajuda a “fugir” ao trânsito ao abrir do sinal. Apesar dos 245 cv darem conta do recado, é uma variante que fica ligeiramente atrás dos rivais diretos ao nível de potência. Acrescentamos ainda que esta motorização já provou que é capaz de conferir um pouco mais de “sumo” como assistimos no atual Golf R, o topo de gama do modelo. 

Balanço Final

8/10

Balanço final (8/10) Em suma, o Volkswagen Golf GTI não é o desportivo mais potente do segmento, nem o mais rápido, mas isso não é problema. Mais do que ser melhor numa coisa, é um carro que quer ser completo e capaz de corresponder a todo o tipo de utilização a que é solicitado. Pode ser um “bom amigo” numa utilização mais calma em que facilmente passa despercebido, mas por outro lado, é capaz de “arrancar sorrisos” numa estrada de montanha. 

Concorrentes

Renault Mégane R.S. – Motor: Quatro cilindros, 1.8 litros, turbo, gasolina; potência: 300 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h:  5,7 segundos; preço base: 44 100€

Hyundai i30 N – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 392 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; preço base: 43 850€

Honda Civic Type R – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 320 cv e 400 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,8 segundos; preço base: 52 190€

 

Ford Focus ST – Motor: quatro cilindros de 2.3 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,7 segundos; preço base: n.d.

Ficha Técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina

Cilindrada (cm3): 1984

Diâmetro x Curso (mm): 82,5 x 92,8

Taxa de Compressão: 9,6 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 245/5000-6200

Binário máximo (Nm/rpm): 370/1600-4300

Tração: dianteira

Transmissão: Automática (DSG) 7 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,3

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 7,5

Emissões CO2 (gr/km): 166

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4287/1789/1478

Distância entre eixos (mm): 2627

Largura de vias (fr/tr mm): 1545/1523

Peso (kg): 1463

Capacidade da bagageira (l): 380

Deposito de combustível (l): 50

Pneus (fr/tr): 235/35 R19

Preço da versão ensaiada (Euros): 49916€
Preço da versão base (Euros): 45652€

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Exterior (8/10) Como tem vindo a ser comum nas anteriores gerações, o Volkswagen Golf GTI não pretende diferenciar-se em demasia das variantes base. Ainda assim, é mercado pela utilização de uma barra vermelha que liga a parte superior dos faróis LED, acompanhado pela sigla GTI nas laterais dianteiras e grelha. Para além disso, esta geração apresenta um formato de faróis de nevoeiro distintos e jantes de 19 polegadas com desenho próprio. Atrás adota o logo GTI ao centro da tampa da bagageira e adota ponteiras de escape de dimensões interessantes que são, talvez, o detalhe mais diferenciador do GTI. De um modo geral é um desportivo mais contido e não tão exuberante, como por exemplo, o Civic Type R.

Interior

Interior (8/10) Passando para o interior, temos um design em linha com o utilizado nas restantes variantes do Golf, mas uma vez mais com detalhes únicos como é caso do padrão utilizado no tecido dos bancos desportivos. Estes garantem um bom apoio lateral numa condução mais mexida, mas por outro lado, são também confortáveis numa utilização diária. Para além dos bancos, também o volante recebe um apontamento especial com a sigla GTI e a personalização do painel de instrumentos digital e ecrã central adota a cor vermelha que caracteriza a versão.

Neste Golf GTI a Volkswagen recorre a um “mix” entre plásticos duros e macios ao toque e a qualidade de construção, como é habitual no Golf, está em bom plano. Relativamente a espaço, os passageiros dos bancos traseiros contam com bom espaço para pernas e cabeça e, apesar do túnel central ser algo pronunciado, o lugar “do meio” não é tão desconfortável como em alguns dos rivais. Já a bagageira chega aos 380 litros, um valor suficiente para todas as exigências do quotidiano.

Equipamento

Equipamento (7/10) Relativamente a equipamento, o Volkswagen Golf GTI tem um recheio de série suficiente, ainda assim, a lista de opcionais é longa. A unidade em ensaio conta com sistema de som Harman Kardon (619€), suspensão adaptativa DCC para jantes de 19 polegadas (787€), a cor “Cinzento Moonstone” (309€), câmara traseira (304€) e jantes de 19 polegadas (1347€). De referir ainda que, neste capítulo, esperava-se que certos equipamentos fossem de série, por exemplo a câmara traseira, tal como acontece com os rivais.

Consumos

Consumos (7/10) Passando para os consumos, a Volkswagen anuncia uma média de 7,5 l/100 km. Durante o nosso ensaio percebemos que esse valor é difícil de atingir, ainda assim, é possível fazer médias de 8,3 l/100 km um valor que, apesar de elevado, é positivo quando comparado com alguns dos rivais de segmento. Quando se explora todos os 245 cv do motor 2.0 TSI os valores sobem com relativa facilidade para valores superiores a 9,5 l/100 km.

Ao volante

Ao volante (9/10) Uma das vantagens do Volkswagen Golf GTI é o facto de que se adapta facilmente aos diferentes tipos de utilização. É um desportivo que, com um simples toque no botão que comanda os diferentes modos de condução, garante várias facetas: carro para ir de férias, carro para ir levar os filhos à escola, carro para ir às compras, mas sem que isso comprometa o carácter dinâmico. Claro que não é tão confortável como as variantes base do Golf, mas também não é firme ao ponto de “saltarmos” do banco a cada saliência da estrada. Por outro lado, quando se mete no modo sport a suspensão fica bastante firme, a direção ligeiramente mais pesada e a resposta o do motor 2.0 TSI é mais enérgica e, neste tipo de utilização, o Golf GTI mostrou-se ágil e eficaz em curva. Apesar do que as grandes ponteiras de escape possam indicar, não é tão expressivo, como por exemplo o Megane R.S., mas tem um “ronco” suficiente para dar uma condução emotiva.

Concorrentes

Renault Mégane R.S. – Motor: Quatro cilindros, 1.8 litros, turbo, gasolina; potência: 300 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h:  5,7 segundos; preço base: 44 100€

Hyundai i30 N – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 392 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,9 segundos; preço base: 43 850€

Honda Civic Type R – Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo, gasolina; potência: 320 cv e 400 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,8 segundos; preço base: 52 190€

 

Ford Focus ST – Motor: quatro cilindros de 2.3 litros, turbo, gasolina; potência: 280 cv e 420 Nm de binário; aceleração dos 0 aos 100 km/h: 5,7 segundos; preço base: n.d.

Motor

Motor (8/10) Debaixo do capot encontramos o motor 2.0 litros TSI que debita 245 cv e 370 Nm de binário. Com estes valores é possível acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,3 segundos, enquanto a velocidade máxima é limitada a 250 km/h. Esta solução apresenta a entrega de binário máximo desde baixa rotação, um detalhe que ajuda a “fugir” ao trânsito ao abrir do sinal. Apesar dos 245 cv darem conta do recado, é uma variante que fica ligeiramente atrás dos rivais diretos ao nível de potência. Acrescentamos ainda que esta motorização já provou que é capaz de conferir um pouco mais de “sumo” como assistimos no atual Golf R, o topo de gama do modelo. 

Balanço final

Balanço final (8/10) Em suma, o Volkswagen Golf GTI não é o desportivo mais potente do segmento, nem o mais rápido, mas isso não é problema. Mais do que ser melhor numa coisa, é um carro que quer ser completo e capaz de corresponder a todo o tipo de utilização a que é solicitado. Pode ser um “bom amigo” numa utilização mais calma em que facilmente passa despercebido, mas por outro lado, é capaz de “arrancar sorrisos” numa estrada de montanha. 

Ficha técnica

Motor                                                                            

Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina

Cilindrada (cm3): 1984

Diâmetro x Curso (mm): 82,5 x 92,8

Taxa de Compressão: 9,6 a 1

Potência máxima (CV/rpm): 245/5000-6200

Binário máximo (Nm/rpm): 370/1600-4300

Tração: dianteira

Transmissão: Automática (DSG) 7 velocidades

Direção: Pinhão e cremalheira, assistida eletricamente

Suspensão (ft/tr): independente tipo McPherson / independente multibraços

Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos 

Aceleração 0-100 km/h (s): 6,3

Velocidade máxima (km/h): 250

Consumos misto (l/100 km): 7,5

Emissões CO2 (gr/km): 166

Dimensões e pesos 

Comprimento/Largura/Altura (mm): 4287/1789/1478

Distância entre eixos (mm): 2627

Largura de vias (fr/tr mm): 1545/1523

Peso (kg): 1463

Capacidade da bagageira (l): 380

Deposito de combustível (l): 50

Pneus (fr/tr): 235/35 R19

Preço da versão ensaiada (Euros): 49916€
Preço da versão base (Euros): 45652€

Preço da versão ensaiada (Euros): 49916€
Preço da versão base (Euros): 45652€