Volkswagen T-ROC R – Ensaio Teste

By on 2 Dezembro, 2022

Motivo de orgulho

Tal como toda a gama T-ROC, também o mais potente e exclusivo ‘R’ foi atualizado com o visual mais aprimorado e com a melhoria de materiais a bordo, tornando-o numa das opções que melhor é capaz de preencher o melhor de dois mundos. Inalterada fica a mecânica deste modelo, que continua a incluir o motor de dois litros com 300 cavalos de potência, o mesmo que encontramos no Golf R e completa o pacote desportivo de um modelo que nos enche de orgulho por ser fabricado aqui mesmo, em solo nacional.

Texto: André Mendes
[email protected]


Mais:

– Motor;
– Comportamento;
– Versatilidade de utilização;

Menos:

– Consumos
– Comandos táteis;
– Preço;
– Alguns acabamentos;

Exterior

7/10

Para quem não sabe, este é um Volkswagen T-ROC muito semelhante a tantos outros que encontramos por aí, neste mundo automóvel cada vez mais preenchido com SUV. Mas visto um pouco mais de perto, o elevado número de vezes que conseguimos descobrir a letra ‘R’, já nos dá uma pista de que versão se trata. No caso da unidade ensaiada, o tom Azul Lápis com o tejadilho em preto também dá uma ajuda, já para não falar na presença das jantes “Estoril” com 19 polegadas de diâmetro e nas quatro saídas de escape com o logo da Akrapovič na lateral. Outro dos pontos que nos consegue revelar que se trata da versão ‘R’ não se vê tão facilmente, mas como deixa a carroçaria 20 milímetros mais perto do piso, acaba por contribuir para o visual mais “musculado” do T-ROC. Claro que muitas destas coisas estão disponíveis apenas como opção, mas ajudam a criar a imagem de um modelo que passa o tempo a ser comparado com o Volkswagen Golf R, ainda que esteja direcionado para um público diferente.

Interior

6/10

No habitáculo do novo T-ROC é onde notamos o mais incremento de qualidade face à geração anterior. No topo do tablier há agora materiais mais agradáveis ao tato e, de uma forma geral, é fácil perceber que houve um enorme trabalho para conquistar um patamar qualitativo mais elevado, ainda que de uma forma que não catapultasse o preço para valores (ainda mais) proibitivos. Apesar disto, há coisas que ainda custam a descobrir, tal como a diferença entre o painel interior das portas dianteiras e das traseiras. Na frente, há um friso escuro brilhante com a acabamento a lembrar a fibra de carbono, uma linha de LED azul na iluminação ambiente e uma zona forrada em pele e com costuras em azul, combinando com o resto do conjunto. Atrás, não há nada disso. Apenas o mesmo padrão nos assentos, tal como os desportivos que estão na frente, mas sem o logo ‘R’ nas costas. E na zona inferior do habitáculo, ainda há materiais rígidos e pouco compatíveis com o valor deste T-ROC.

O que também está presente e que poderia ser dispensado são os mais variados tipos de comandos táteis que são difíceis de manusear com o carro em andamento, como os da ventilação, por exemplo, mas também os do volante, que acabamos por utilizar mesmo sem querer ao virar o volante. Em contrapartida, nota positiva para as hastes que se encontram atrás deste, destinadas a comandar a caixa de velocidades e que têm um tamanho correto, em vez de serem apenas pequenos botões que mal se veem.

Equipamento

6/10

Mesmo em frente ao condutor, o painel de instrumentos totalmente digital oferece uma boa leitura e tem várias hipóteses de visualização, com as informações que gostamos de ir vendo. E um pouco mais ao centro, está o habitual monitor tátil para o sistema multimédia, onde marcam presença alguns mostradores mais desportivos, que são um exclusivo desta versão, tal como o da pressão do turbo ou o medidor de forças G, laterais e longitudinais. No mesmo ecrã, podemos espelhar o conteúdo do telefone através das funções Apple CarPlay ou Android Auto numa versão sem cabos, mas também a camara de estacionamento traseira e muitas das configurações do T-ROC. O sistema de iluminação em LED também faz parte do equipamento de série, mas o sistema LED Matrix já é uma das opções que estava presente na unidade ensaiada, tal como as jantes de 19 polegadas, o controlo adaptativo do chassis, o acesso sem chave, o sistema de navegação e o sistema de escape Akrapovič, que representa quase quatro mil euros no valor final deste modelo, ainda que tenha uma sonoridade incrível.

Consumos

5/10

Este é um ponto nada favorável para o bloco de dois litros, mas que também é fácil de prever. Afinal, 300 cavalos num motor sobrealimentado e com características mais desportivas, não costuma ser a combinação mais ecológica e eficiente do ponto de vista dos consumos. A própria marca sabe disso, ao anunciar um consumo médio de 8,5 litros para cada 100 quilómetros. Ainda assim, no final do nosso ensaio, o computador de bordo indicava uns menos apetecíveis 12,7 litros, ainda que nos outros dois extremos de utilização, tivéssemos passado por valores em torno dos 18, mas também por outros abaixo dos dez.

Ao Volante

8/10

Se não abusarmos do curso dos pedais e deixarmos o modo de condução no “Normal” com que se inicia cada viagem, o T-ROC é um SUV prático de se utilizar numa rotina diária, com os miúdos atrás. As jantes de 19 polegadas não gostam do mau piso, mas os modos do DCC (controlo adaptativo do chassis) conseguem filtrar muitas das oscilações. Por outro lado, no modo ‘Race’ que é praticamente indicado para uma condução no asfalto mais liso de um circuito, acabamos por sentir toda e qualquer irregularidade do piso, chegando mesmo a ser desconfortável em muitas das nossas estradas.

Em termos dinâmicos, é claro que surge de imediato a comparação com o Golf R, mas é aqui que surgem as diferenças e não as semelhanças. O Golf R é um modelo destinado a que apreciar a condução mais pura e precisa, que nos envolve da melhor forma e nos faz apreciar todas as curvas das nossas estradas preferidas. O T-ROC R, com o mesmo motor, é um carro que recebeu um excelente trabalho no chassis e que o deixou muito composto no ponto de vista dinâmico, mas que prefere ser o escolhido para nos transportar quando estamos atrasados e sem muito tempo para apreciar a estrada. Oferece uma elevada estabilidade em curva, muito mais do que estamos habituados na maioria dos SUV, e despacha quilómetros de traçado mais irregular com grande facilidade. O sistema de tração integral vai gerindo os 300 cavalos da melhor forma, sendo essencialmente um modelo de tração dianteira, que consegue empurrar uma grande percentagem deste valor para o eixo posterior caso seja necessário.

Motor

7/10

O mais que conhecido motor 2.0 TSI está aqui disponível com o mesmo patamar de potência que encontramos no Golf R, uns fantásticos 300 cavalos de potência que passam para as quatro rodas com a ajuda do sistema de tração integral 4Motion e da caixa de velocidades DSG de dupla embraiagem com sete relações. É um conjunto que oferece um fôlego incrível ao T-ROC R e prestações que já não são muito comuns no SUV com capacidade para as voltinhas em família. Falamos, por exemplo, dos menos de cinco segundos que demora a alcançar os 100 km/h e a facilidade com que o ponteiro do velocímetro e do conta-rotações continuam a subir depois disso. Em contrapartida, este é também um motor que nos permite uma utilização mais convencional do dia-a-dia, sem qualquer dificuldade, sendo que, neste ritmo, é caixa DSG que acaba por revelar algumas hesitações no seu funcionamento.

Balanço Final

7/10

O melhor trunfo do Volkswagen T-ROC R é a facilidade com que nos deixa utilizá-lo conforme seja necessário. Pode não ser um desportivo perfeito e um familiar melhorável, mas um dos melhores modelos para conseguir fazer tudo isto num só carro e ainda passar no supermercado para comprar umas coisas e despertar os sons do Akrapovič numa rua entre muros ou numa estrada no meio de árvores.

Concorrentes

Audi SQ2 2.0 TSI quattro S tronic
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 301 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 4,9 seg.; consumo médio: 8,3 l/100km; preço base: 54.346 €

Cupra Formentor 2.0 TSI DSG 4Drive VZ
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 310 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 4,9 seg.; consumo médio: 8,5 l/100km; preço base: 51.677 €

Hyundai Kauai N 2.0 T-GDi Performance Pack
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 280 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 5,5 seg.; consumo médio: 8,5 l/100km; preço base: 46.040 €

MINI John Cooper Works Countryman
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 306 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 5,1 seg.; consumo médio: 6,6 l/100km; preço base: 56.371 €

Ficha Técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.984
Potência máxima (CV/rpm): 300/5.300-6.500
Binário máximo (Nm/rpm): 360/2.000-5.200
Tração: Integral
Transmissão: Automática de sete velocidades
Direção: Assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 4,9
Velocidade máxima (km/h): 250
Consumos misto (l/100 km): 8,5
Emissões CO2 (g/km): 194

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.236/1.819/1.543
Distância entre eixos (mm): 2.594
Largura de vias (fr/tr mm): 1.549/1.558
Peso (kg): 1.608
Capacidade da bagageira (l): 392
Depósito (l): 55
Pneus (fr/tr): 235/40 R19

Preço da versão ensaiada (Euros): 68.416 €
Preço da versão base (Euros): 57.045 €

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Motor
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

Para quem não sabe, este é um Volkswagen T-ROC muito semelhante a tantos outros que encontramos por aí, neste mundo automóvel cada vez mais preenchido com SUV. Mas visto um pouco mais de perto, o elevado número de vezes que conseguimos descobrir a letra ‘R’, já nos dá uma pista de que versão se trata. No caso da unidade ensaiada, o tom Azul Lápis com o tejadilho em preto também dá uma ajuda, já para não falar na presença das jantes “Estoril” com 19 polegadas de diâmetro e nas quatro saídas de escape com o logo da Akrapovič na lateral. Outro dos pontos que nos consegue revelar que se trata da versão ‘R’ não se vê tão facilmente, mas como deixa a carroçaria 20 milímetros mais perto do piso, acaba por contribuir para o visual mais “musculado” do T-ROC. Claro que muitas destas coisas estão disponíveis apenas como opção, mas ajudam a criar a imagem de um modelo que passa o tempo a ser comparado com o Volkswagen Golf R, ainda que esteja direcionado para um público diferente.

Interior

No habitáculo do novo T-ROC é onde notamos o mais incremento de qualidade face à geração anterior. No topo do tablier há agora materiais mais agradáveis ao tato e, de uma forma geral, é fácil perceber que houve um enorme trabalho para conquistar um patamar qualitativo mais elevado, ainda que de uma forma que não catapultasse o preço para valores (ainda mais) proibitivos. Apesar disto, há coisas que ainda custam a descobrir, tal como a diferença entre o painel interior das portas dianteiras e das traseiras. Na frente, há um friso escuro brilhante com a acabamento a lembrar a fibra de carbono, uma linha de LED azul na iluminação ambiente e uma zona forrada em pele e com costuras em azul, combinando com o resto do conjunto. Atrás, não há nada disso. Apenas o mesmo padrão nos assentos, tal como os desportivos que estão na frente, mas sem o logo ‘R’ nas costas. E na zona inferior do habitáculo, ainda há materiais rígidos e pouco compatíveis com o valor deste T-ROC.

O que também está presente e que poderia ser dispensado são os mais variados tipos de comandos táteis que são difíceis de manusear com o carro em andamento, como os da ventilação, por exemplo, mas também os do volante, que acabamos por utilizar mesmo sem querer ao virar o volante. Em contrapartida, nota positiva para as hastes que se encontram atrás deste, destinadas a comandar a caixa de velocidades e que têm um tamanho correto, em vez de serem apenas pequenos botões que mal se veem.

Equipamento

Mesmo em frente ao condutor, o painel de instrumentos totalmente digital oferece uma boa leitura e tem várias hipóteses de visualização, com as informações que gostamos de ir vendo. E um pouco mais ao centro, está o habitual monitor tátil para o sistema multimédia, onde marcam presença alguns mostradores mais desportivos, que são um exclusivo desta versão, tal como o da pressão do turbo ou o medidor de forças G, laterais e longitudinais. No mesmo ecrã, podemos espelhar o conteúdo do telefone através das funções Apple CarPlay ou Android Auto numa versão sem cabos, mas também a camara de estacionamento traseira e muitas das configurações do T-ROC. O sistema de iluminação em LED também faz parte do equipamento de série, mas o sistema LED Matrix já é uma das opções que estava presente na unidade ensaiada, tal como as jantes de 19 polegadas, o controlo adaptativo do chassis, o acesso sem chave, o sistema de navegação e o sistema de escape Akrapovič, que representa quase quatro mil euros no valor final deste modelo, ainda que tenha uma sonoridade incrível.

Consumos

Este é um ponto nada favorável para o bloco de dois litros, mas que também é fácil de prever. Afinal, 300 cavalos num motor sobrealimentado e com características mais desportivas, não costuma ser a combinação mais ecológica e eficiente do ponto de vista dos consumos. A própria marca sabe disso, ao anunciar um consumo médio de 8,5 litros para cada 100 quilómetros. Ainda assim, no final do nosso ensaio, o computador de bordo indicava uns menos apetecíveis 12,7 litros, ainda que nos outros dois extremos de utilização, tivéssemos passado por valores em torno dos 18, mas também por outros abaixo dos dez.

Ao volante

Se não abusarmos do curso dos pedais e deixarmos o modo de condução no “Normal” com que se inicia cada viagem, o T-ROC é um SUV prático de se utilizar numa rotina diária, com os miúdos atrás. As jantes de 19 polegadas não gostam do mau piso, mas os modos do DCC (controlo adaptativo do chassis) conseguem filtrar muitas das oscilações. Por outro lado, no modo ‘Race’ que é praticamente indicado para uma condução no asfalto mais liso de um circuito, acabamos por sentir toda e qualquer irregularidade do piso, chegando mesmo a ser desconfortável em muitas das nossas estradas.

Em termos dinâmicos, é claro que surge de imediato a comparação com o Golf R, mas é aqui que surgem as diferenças e não as semelhanças. O Golf R é um modelo destinado a que apreciar a condução mais pura e precisa, que nos envolve da melhor forma e nos faz apreciar todas as curvas das nossas estradas preferidas. O T-ROC R, com o mesmo motor, é um carro que recebeu um excelente trabalho no chassis e que o deixou muito composto no ponto de vista dinâmico, mas que prefere ser o escolhido para nos transportar quando estamos atrasados e sem muito tempo para apreciar a estrada. Oferece uma elevada estabilidade em curva, muito mais do que estamos habituados na maioria dos SUV, e despacha quilómetros de traçado mais irregular com grande facilidade. O sistema de tração integral vai gerindo os 300 cavalos da melhor forma, sendo essencialmente um modelo de tração dianteira, que consegue empurrar uma grande percentagem deste valor para o eixo posterior caso seja necessário.

Concorrentes

Audi SQ2 2.0 TSI quattro S tronic
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 301 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 4,9 seg.; consumo médio: 8,3 l/100km; preço base: 54.346 €

Cupra Formentor 2.0 TSI DSG 4Drive VZ
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 310 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 4,9 seg.; consumo médio: 8,5 l/100km; preço base: 51.677 €

Hyundai Kauai N 2.0 T-GDi Performance Pack
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 280 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 5,5 seg.; consumo médio: 8,5 l/100km; preço base: 46.040 €

MINI John Cooper Works Countryman
Motor: quatro cilindros, 2.0 litros, turbo; potência: 306 cavalos; aceleração 0-100 km/h: 5,1 seg.; consumo médio: 6,6 l/100km; preço base: 56.371 €

Motor

O mais que conhecido motor 2.0 TSI está aqui disponível com o mesmo patamar de potência que encontramos no Golf R, uns fantásticos 300 cavalos de potência que passam para as quatro rodas com a ajuda do sistema de tração integral 4Motion e da caixa de velocidades DSG de dupla embraiagem com sete relações. É um conjunto que oferece um fôlego incrível ao T-ROC R e prestações que já não são muito comuns no SUV com capacidade para as voltinhas em família. Falamos, por exemplo, dos menos de cinco segundos que demora a alcançar os 100 km/h e a facilidade com que o ponteiro do velocímetro e do conta-rotações continuam a subir depois disso. Em contrapartida, este é também um motor que nos permite uma utilização mais convencional do dia-a-dia, sem qualquer dificuldade, sendo que, neste ritmo, é caixa DSG que acaba por revelar algumas hesitações no seu funcionamento.

Balanço final

O melhor trunfo do Volkswagen T-ROC R é a facilidade com que nos deixa utilizá-lo conforme seja necessário. Pode não ser um desportivo perfeito e um familiar melhorável, mas um dos melhores modelos para conseguir fazer tudo isto num só carro e ainda passar no supermercado para comprar umas coisas e despertar os sons do Akrapovič numa rua entre muros ou numa estrada no meio de árvores.

Ficha técnica

Motor
Tipo: 4 cilindros em linha, turbo, gasolina
Cilindrada (cm3): 1.984
Potência máxima (CV/rpm): 300/5.300-6.500
Binário máximo (Nm/rpm): 360/2.000-5.200
Tração: Integral
Transmissão: Automática de sete velocidades
Direção: Assistida eletricamente
Suspensão (ft/tr): Independente, tipo McPherson / Multibraços
Travões (fr/tr): discos ventilados / discos

Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s): 4,9
Velocidade máxima (km/h): 250
Consumos misto (l/100 km): 8,5
Emissões CO2 (g/km): 194

Dimensões e pesos
Comprimento/Largura/Altura (mm): 4.236/1.819/1.543
Distância entre eixos (mm): 2.594
Largura de vias (fr/tr mm): 1.549/1.558
Peso (kg): 1.608
Capacidade da bagageira (l): 392
Depósito (l): 55
Pneus (fr/tr): 235/40 R19

Preço da versão ensaiada (Euros): 68.416 €
Preço da versão base (Euros): 57.045 €

Preço da versão ensaiada (Euros): 68416€
Preço da versão base (Euros): 57045€