Audi A3: tudo o que já sabemos sobre o novo modelo

By on 4 Setembro, 2018

Não é segredo, o A3 vai ter um substituto brevemente e a Audi tem realizado muitos testes e ensaios ao carro no sentido de comprovar as alterações que vão ser feitas, mas também para deixar ver o que está por baixo do manto de autocolantes psicadélicos com que os protótipos são cobertos para desviar olhares mais precisos.

Os nossos colegas da Carscoops foram mais longe e com aquilo que foram vendo, “desenharam” o novo A3, foto essa que publicamos com a devida vénia.

O mais sério rival do Mercedes Classe A vai entrar na sua quarta geração, substituindo um carro que já anda por aqui desde 2012, muito tempo olhando ao quadro atual de renovação de gamas da maioria dos construtores. Convirá, também, lembrar que o A3 nasceu com um propósito totalmente diferente e que na sua génese não havia versões de cinco portas. O sucesso foi tão grande qua o empurrou para outras funções, cumprindo a necessidade da Audi de lutar olhos nos olhos com a Mercedes e a BMW no segmento onde estão o Classe A e o Série 1, respetivamente.

O novo A3 utiliza, sem surpresa, a plataforma MQB e segundo informações recolhidas, não haverá, para já, versão de quatro portas. Isto porque apesar da Mercedes insistir no Classe A Sedan, a Audi entende que as vendas daquela variante são cada vez menores e não justifica estar a criar de raiz mais um modelo para a gama A5. Poderá, sim, surgir uma carrinha à imagem da CLA da Mercedes, embora isso não esteja, para já, no plano inicial.

Como sempre sucede, não haverá mudanças radicais no estilo, apenas a adaptação da linguagem de estilo da Audi com a grelha dianteira trapezoidal, o capô plano e os faróis com o desenho peculiar cm uma garra na parte inferior e tecnologia LED. Tal como sucede no renovado Audi Q3, a superfície vidrada é ligeiramente mais estreita, os flancos estão nervurados para um estilo mais técnico e a traseira é muito semelhante à vista nos SUV da marca. Os escapes estarão escondidos no para choques que foram redesenhados. As versões desportivas exibirão difusores mais ou menos profundos e os escapes estarão bem á vista.

O interior é ainda território desconhecido, porém, não custa acreditar que será muito semelhante ao do Q3, o que seria uma bela notícia já que é dos mais bonitos, funcionais e agradáveis interiores do mercado. Haverá mais espaço para os ocupantes do banco traseiro, aquele que era o maior e mais grave defeito do A3. A tecnologia será igual à utilizada nos modelos Audi com destaque para o Virtual Cockpit, o sistema MMI com amplo ecrã, carregamento “wireless” do smartphone, Android Auto e Apple Car Play, sistema de som Bang & Olufsen, enfim, tudo aquilo que a sua carteira possa alcançar já que muitos destes serão atirados para a lista de opcionais.

Como referimos, a plataforma do A3 será a mesma do Golf e do Leon, o que significa que o carro terá um excelente comportamento, ágil e comprometido e com boa rigidez torsional. O conforto não é afetado e acredita-se que as versões “normais” do A3 possam contar com amortecimento ativo para aumentar a capacidade dos modos de condução. As ajudas á condução serão várias e já conhecidas de outros modelos da Audi, como o “park assist” para estacionamento autónomo, monitorização do ângulo morto, ajuda à condução em engarrafamento, “stop&go”, manutenção dentro da faixa de rodagem, enfim, uma longa lisa de ajudas.

No que toca aos motores, a Audi vai deitar mão ao caixote de peças do grupo VW e trazer os blocos a gasolina com 1.5 e 2.0 litros TSI com potências entre os 150 e os 230 CV e vai manter a oferta diesel com os blocos 1.6 e 2.0 TDI com potências entre os 115 e os 190 CV. Oferecerá caixas manual de seis velocidades e DSG, S-Tronic na Audi, com sete velocidades. A tração será às rodas da frente, sendo que a casa alemã irá propor nos motores mais potentes versões quattro de tração integral. Naturalmente que o A3 terá uma variante e-tron híbrida e no extremo da gama lá estarão o S3 e o RS3, este com mais de 400 CV e tração integral.

Espera-se que a Audi possa revelar um sistema rival do MBUX da Mercedes, ou seja, que também seja possível ao utilizador do A3 “falar” com o seu carro. Isto porque o MBUX tem sido um dos destaques do Classe A e um forte argumento de venda. Aliás, é de tal forma bem sucedido e interessante que a BMW e a Volvo estão já a trabalhar em sistemas que possam, pelo menos, igualar o MBUX.

O novo Audi A3 só deverá chegar no próximo ano, sendo possível que a marca dos anéis posso revelar o modelo já em Genebra de 2019. Mas a comercialização não deverá acontecer antes do segundo semestre do próximo ano, com as versões híbrida, S3 e RS3 a apareceram, provavelmente, só em 2020.

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