DS 3 1.2 PureTech 110 Café Racer – Ensaio Teste

By on 12 Março, 2019

DS 3 1.2 PureTech 110 S&S EAT6 Café Racer

Texto: Filipe Pinto Mesquita

Saudosista com convicção

Com uma aparência única capaz de nos fazer viajar pelo tempo até aos icónicos anos 60 do Café Racer e Rock n’ Roll, o 1.2 PureTech 110 S&S EAT6 Café Racer é uma edição limitada do DS 3 que não deixará indiferentes os mais revivalistas. Bem… os menos também não!

Conheça todas as versões e motorizações AQUI.

Nota: Apenas as primeiras 5 fotografias correspondem à versão Café Racer.

Mais:

Exclusividade / Agilidade dinâmica / Qualidade  

Menos:

Preço / Acesso lugares traseiros

Exterior
Interior
Equipamento
Consumos
Ao volante
Concorrentes
Balanço final
Ficha técnica

Exterior

(Pontuação: 7/10)

Não é para todos os gostos, mas nem isso lhe retira o brilhantismo e exclusividade. A edição limitada “Café Racer” do DS3 é facilmente identificável com a sua “very british” e emblemática decoração ao melhor estilo Café Racer, tornando-se uma oportunidade de ter um DS3 realmente diferente, mas, talvez mais importante que isso, de entrar na “máquina do tempo” e reviver momentos icónicos da geração de 60. Com um design exterior cru e vintage, perfeitamente identificado com a corrente “Café Racer”, a personalização do tejadilho só não é o que mais salta à vista porque, muito provavelmente, a maior parte das vezes que olhará para este DS3 não é através da janela da sua casa. Mas o desenho produzido pelo estúdio BMD DESIGN apresenta motivos emocional e suficientemente fortes para deixar algumas bocas abertas de espanto, com menções às cidades de Londres e de Paris e até uma inscrição a dizer “DS Mon Amour” e outra, em latim, alusiva ao lema “Tempora Heroica”, qualquer uma delas, apesar de tudo, menos ostensiva que o número “3”, evocativo do modelo da DS. Os mesmos motivos aparecem, de forma mais pequena, mas não muito menos exuberante na tampa da bagageira e nos pilares laterais da barbatana de tubarão, completando o visual retro-rock. Da mesma forma pouco discreta, as DS Wings e as tiras laterais são pintadas de preto texturado, contemplando esta edição recreativa com fortes ligações ao mundo “racing” da década de 60, que combinam na perfeição com a cor Cinzento Platinium (que também poderá ser Preto Perla, Azul Ink, Verde Sapphire ou Vermelho Rubis, conforme o gosto do comprador), o tejadilho do Crema Parthenon e as jantes Bellone pretas brilhantes de 17’’. Se para os mais desatentos e menos cultos, a versão poderá ser conectada com um tuning de gosto duvidoso, para os verdadeiros apreciadores da corrente “Café Racer”, tratar-se-á de arte sobre quatro rodas e evocação ao espírito livre.

Interior

(Pontuação: 6/10)  

Com um tema definido, aos designers da DS e da BMD DESIGN não foi difícil exaltar a criatividade também no habitáculo. Mais do que qualquer coisa, são os estofos e o seu design de couro Trinitario Nappa castanho com costura crema (disponível em opção) que ressaltam de imediato à vista e tornam também único o ambiente no interior deste DS3. Com eles, o “tempo parece que voa”, uma vez que fazem recordar os que ornamentavam os veículos desportivos dos anos 60, mas, claro está, com superior qualidade e outro tato. Uma menção ao estilo “Café Racer” no barra Crema Parthenon do tabliê serve também de identificação visual para que não faltam certezas de que estamos na presença de uma edição temática carregada de personalidade. Depois, em tudo o resto, estamos na presença de um DS3 onde a qualidade marca presença e o estilo premium é indisfarçável. A habitabilidade está dentro do que é possível oferecer neste tipo de compactos, com a desvantagem da acessibilidade aos lugares traseiros que os compactos de cinco portas não têm e que, neste caso é compensada pela imagem mais desportiva própria de uma carroçaria de três portas. Destaque para o facto de alguns comandos da consola central estarem colocados em posição menos ergonómica (mais baixa) do que é habitual, mas como sempre acontece nestas situações, o hábito acabo por contornar o “defeito”.

Equipamento

(Pontuação: 7/10)

De série esta edição especial é já bastante completa no equipamento que apresenta. Ao nível da segurança destaque para os sistemas convencionais do ABS, ESP e AFU, os airbags frontais, laterais e de cortina, o regulador e limitador de velocidade e o sistema de iluminação DS LED Vision (inclui projectores em Xenon direcionais com LED’s, indicadores de mudança de direção progressivos e faróis de nevoeiro em LED). Para otimizar o conforto, o DS 3 Café Racer conta com ar condicionado automático, iluminação ambiente, o ecrã tátil multifunções de 7’’ com Mirror Screen e Connecting BOX e Sistema de ajuda ao estacionamento traseiro com câmara sem sinal sonoro. A tudo isto, junta-se ainda o Pack Auto (constituído pelo limpa-vidros automático, o acendimento automático dos faróis, os retrovisores exteriores rebatíveis eletricamente e o retrovisor interior electrocromático), a pintura metalizada com tejadilho (Bi-tom) e a segunda fila de vidros escurecidos. Mas o que torna verdadeiramente especial este DS3 é o Pack Café Racer, que inclui o apoio de braços dianteiro, a navegação Conectada com Wifi, o DS Connect Box e o Active City Break (1.500 €). O interior em cabedal Nappa (2.000 €) à semelhança do Pack Café Racer também obriga a um custo suplementar, tal como a roda de socorro temporária (80 €).

Consumos

(Pontuação: 6/10)

Os consumos do DS3 Café Racer não impressionam pela positiva, mas também ficam longe de manchar a sua reputação. Os 5,2 l/100 km/h anunciados pela marca correspondem a 6,5 l/100 km, em termos reais e em ritmos despreocupados.

Ao volante

(Pontuação: 7/10)

Equipado com o motor 1.2 litros, com “sopro” do turbo, a dinâmica está entre as qualidades mais apuradas do DS3 e esta edição especial não é exceção. Mas, já lá vamos. Antes disso, cumpre dizer que, a ritmos baixos, é o “pisar” no asfalto que impressiona uma vez que transmite uma sensação de solidez pouco habitual em modelos deste segmento e que se percebe ter a ver a competência do chassis, mas também com a afinação da suspensão, bastante firme, talvez até demasiado para as pacatas deslocações citadinas. Neste tipo de ambiente, sofre o conforto, penalizando o bem estar a bordo, em toada de passeio, mas ganha a dinâmica, se o território for já a estrada ou a autoestrada e a cadência passar do passeio para a “desportividade”, com a dureza da suspensão a ter reflexos na inibição de torções da carroçaria e, consequentemente, no bom desempenho do DS3 no ataque às curvas. Para essa tónica mais dinâmica, o motor de 110 cv revela-se um aliado precioso já que a sua disponibilidade e entrega é certeira logo a partir das 1500 rpm (entregando um binário de 205 Nm), o que contribui para algum prazer de condução. Na verdade, os 110 cv parecem ser mais e só perdem algum fôlego nas rotações mais elevadas, pelo que a sensação de vivacidade mantém-se praticamente sempre, ajudada pelo excelente desempenho da caixa automática de 6 velocidades que, com patilhas no volante, permite, definitivamente, uma condução mais “racing”. Em resumo, não espere um verdadeiro desportivo, mas conte com algumas emoções ao volante neste DS3 Café Racer.

Concorrentes

Abarth 500 595 1.4 T Turismo, com 145 cv, a partir de 22.250 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Alfa Romeo Mito 1.4 Multiair Turbogasolina 140 cv TCT Super, com 140 cv, a partir de 25.050 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Ford Fiesta ST Line 1.0 EcoBoost 125 cv, com 125 cv, a partir de 19.364 €

(Veja o ensaio AQUI e conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Mini Cooper, com 136 cv, a partir de 25.000 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

 

 

Opel Corsa 1.4T GSI, com 150 cv, a partir de 22.210 €

(Conheça todas as versões e motorizações AQUI)

Balanço final

(Pontuação: 6/10)

Se a exclusividade é um trunfo, então as 1200 unidades produzidas deste DS3 1.2 PureTech 110 S&S EAT6 Café Racer vão torná-lo ainda mais apetecível. As “tatuagens” retro que lhe conferem forte personalidade e lhe moldam a imagem “casam” bem com a dinâmica atrevida própria do espírito “Café Racer” e só o preço entre os 25.632 e os 29.153 € se podem tornar um obstáculo mais difícil digerir.    

Ficha técnica

Motor Combustão

Arquitetura: 3 cilindros

Cilindrada (cm3): 1199

Diâmetro x curso (mm): 75 x 90,5

Taxa de Compressão: 10,5 : 1

Potência máxima (cv/rpm): 110/5500

Binário máximo (Nm/rpm): 205/1750

Transmissão, direção, suspensão e travões

Transmissão e direção: Dianteira, caixa automática de 6 vel.; direção elétrica, assistida

Suspensão (fr/tr): McPherson com braços inferiores triangulares/Eixo com braços direitos em cruz deformável

Travões (fr/tr): Discos ventilados/Discos

Prestações e Consumos

Aceleração: 0-100 km/h (s): 10,1

Velocidade máxima (km/h): 194

Consumos urbano/extra-urb./misto (l/100 km): 6,3/4,6/5,2

Emissões de CO2 (g/km): 118

Dimensões e pesos

Comprimento/Largura/Altura (mm): 3948/1715/1458

Distância entre eixos (mm): 2464

Largura das vias (fr/tr) (mm): 1465/1467

Peso (kg): 1165

Capacidade da bagageira (l): 285 (980)

Depósito de combustível (l): 50

Pneus (fr/tr):  205/45 R17 / 205/45 R17

Preço da versão ensaiada (Euros): 29153€
Preço da versão base (Euros): 25632€